Saúde

Saiba como acessar a Plataforma de Autoexclusão para bloqueio de sites de apostas e buscar assistência no SUS

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Nesta quarta-feira (10), começou a funcionar a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada na última semana em uma ação conjunta dos ministérios da Saúde e da Fazenda. Agora, tanto pessoas que têm o costume de jogar quanto quem não deseja receber propagandas de sites de apostas poderão se autobloquear de forma unificada. A ferramenta também disponibilizará informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), além de direcionar o usuário para o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS.

Na plataforma, a população terá acesso ao Autoteste de Saúde Mental, disponível nos canais da Ouvidoria e do Meu SUS Digital. O teste não é um diagnóstico, é um instrumento de apoio para as pessoas entenderem o cenário em que estão, de possível risco, e procurarem ajuda. A ferramenta também contém materiais informativos sobre jogos e apostas e orientações de onde procurar apoio na rede pública.

Atualmente, o Meu SUS Digital já conta com quatro conteúdos disponíveis que informa sobre sinais de alerta, prevenção e impacto da prática na saúde mental. A Ouvidoria do SUS está treinada e preparada para orientações sobre o tema. Os profissionais atendem pelo telefone 136, por teleatendimento, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde.

A Plataforma de Autoexclusão é uma iniciativa da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e integra um conjunto de ações do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) de Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático, com participação do Ministério da Saúde.

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Como funciona a Plataforma de Autoexclusão

A Plataforma de Autoexclusão está disponível no endereço gov.br/autoexclusaoapostas, é necessário entrar com login e senha no site do Gov.br. Após isso, no canto esquerdo da tela, clique na opção “Solicitar ou consultar minha exclusão das plataformas”.

O usuário será direcionado para a página de Solicitação de autoexclusão, onde deverá escolher por quanto tempo deseja se autoexcluir, as opções vão de 1 mês a período indeterminado.

Em seguida, basta selecionar o motivo da autoexclusão, que pode ir de decisão voluntária à prevenção de que os dados sejam utilizados em plataformas de apostas. Após isso, o sistema exibirá a página de confirmação de autoexclusão.

Cuidado especializado e início do teleatendimento

O Ministério da Saúde prepara Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. O material reúne, pela primeira vez, orientações clínicas e prevê atendimento presencial e online como forma de reduzir as barreiras de acesso ao cuidado em saúde mental.

A partir de fevereiro de 2026, a rede pública vai ofertar teleatendimentos em saúde mental com foco em jogos e apostas por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS).

Inicialmente, serão 450 atendimentos online por mês, com expectativa de aumentar gradativamente a partir da demanda. Essa assistência funcionará de forma integrada e como parte da rede do SUS e, sempre que necessário, esses pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial.

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“O SUS estará preparado para chegar até essas pessoas com apoio presencial, telessaúde e o SUS Digital. O recado é claro: ninguém precisa enfrentar isso sozinho. O SUS está aqui para ajudar e proteger”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica para criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Investimento para saúde mental

O Ministério da Saúde ampliou o investimento em saúde mental em 70% de 2022 a 2025, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,9 bilhões. Ao todo, são 3 mil Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) com 6.272 pontos de atenção.

Também foi registrado um aumento de 10% na cobertura nacional, de 2023 a 2025, com a habilitação de 653 novas unidades da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O SUS também habilitou 6,2 mil novas equipes multiprofissionais para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), expandindo o número de profissionais de saúde mental. De janeiro a junho de 2025, foram realizados 1.951 atendimentos relacionados a jogos e apostas.

Ana Célia Costa
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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