Saúde

Ministério da Saúde participa de oficina no Panamá sobre formação profissional e desenvolvimento de competências na atenção primária

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O Ministério da Saúde esteve presente em uma oficina no Panamá com o objetivo de avaliar os avanços e desafios dos itinerários formativos do Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com ênfase no fortalecimento da atenção primária. A iniciativa contou com a participação de especialistas, instituições formadoras, organizações profissionais e organismos de cooperação.

A oficina integra uma agenda internacional de educação permanente, com discussão sobre competências, certificação e reconhecimento de aprendizagens, inovação e transformação digital, qualidade educacional e monitoramento de resultados.

Itinerários formativos são percursos de aprendizagem orientados ao desenvolvimento progressivo de competências, com articulação de diferentes ofertas educacionais, como cursos, oficinas, seminários, webinários e atividades práticas em território. A proposta busca aproximar a aprendizagem das necessidades dos serviços locais de saúde. Dessa maneira, propõe-se também criar um senso de compreensão e pertencimento nas trabalhadoras e nos trabalhadores de saúde.

Duas representantes do Ministério da Saúde brasileiro, a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, Grasiela Damasceno de Araújo, e a coordenadora-geral de Saúde da Família e Comunidade, Ana Cláudia Cardozo Chaves, participaram do painel Educação continuada na região das Américas: perspectiva dos países e das organizações profissionais, em tradução livre.

“Não há como fortalecer o Sistema Único de Saúde sem fortalecer quem faz o SUS todos os dias. O Brasil tem trabalhado para que a formação dos profissionais de saúde esteja cada vez mais conectada às necessidades reais dos serviços, dos territórios e da população. Participar deste debate com outros países das Américas também é uma oportunidade de compartilhar a experiência brasileira e avançar em estratégias que transformem conhecimento em melhores práticas de cuidado”, destacou a diretora.

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Para Ana Cláudia Cardozo Chaves, a participação do Brasil identificou oportunidades de articulação com as estratégias já existentes no País de educação permanente. “Foi possível avaliar novas agendas de qualificação das equipes e a importância dessa construção para o fortalecimento da educação permanente na atenção primária à saúde (APS) brasileira. Além disso, a interlocução com experiências internacionais foi estratégica em função da complexidade do SUS, que demanda políticas de educação capazes de articular formação, trabalho, território e necessidades específicas da população”, explicou a coordenadora.

Entre os destaques da atividade, a APS foi apresentada como eixo prioritário para a construção dos itinerários formativos, enquanto organizadora da Rede de Atenção em Saúde. Os percursos de formação devem priorizar a equidade como dimensão transversal para dialogar com diferentes perfis de necessidades em saúde e não apenas com as atribuições regulares dos trabalhadores. Nesse sentido, é necessária a reflexão sobre as competências dos profissionais de saúde diante da inteligência artificial, considerando não apenas o domínio de conhecimentos, mas o desenvolvimento da capacidade de análise, pensamento crítico e aplicação em contextos diversos.

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Foi apresentada, ainda, a experiência brasileira de formação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, destacando estratégias que aproximam a formação das necessidades dos serviços e dos territórios. Entre as iniciativas compartilhadas estão o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), o Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde (AfirmaSUS), o Programa Nacional de Vivências no SUS, a formação permanente vinculada ao Mais Médicos para a atenção primária, além da expansão das residências em saúde e das estratégias de formação técnica para trabalhadores do SUS. A experiência brasileira reforça uma concepção de educação permanente que parte do cotidiano do trabalho para qualificar práticas, fortalecer as equipes e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

A oficina Taller de Evaluación de Avances y Desafíos de los Itinerarios Formativos del Campus Virtual de Salud Pública – Aportes al fortalecimiento de la APS ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto e também contou com participantes do México, da Colômbia, do Panamá, do Uruguai, da Argentina, da República Dominicana, de Barbados, do Peru e de El Salvador.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde divulga cursos nacionais sobre tuberculose e hanseníase

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O Ministério da Saúde reforçou, na última quinta-feira (27), a estratégia nacional de cuidados para as pessoas com hanseníase e a tuberculose, doenças que ainda afetam as populações mais vulneráveis. A ampliação foi realizada com a oferta de cursos para qualificar farmacêuticos da Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação da iniciativa foi realizada para gestores municipais públicos de todo o Brasil durante evento online.

Na ocasião, foram debatidos apresentadas a efetiva inserção do profissional farmacêutico na equipe do sistema de saúde para fazer a diferença, uma mobilização social para alcançar mais resultados em saúde junto à população.

“O que se trata aqui efetivamente é da inserção de um profissional farmacêutico na equipe no sistema de saúde para fazer a diferença. Mais do que os cursos, é um movimento, uma mobilização social para alcançar mais resultados junto à população”, salientou o coordenador-Geral de Assistência Farmacêutica e Medicamentos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Luiz Henrique Costa.

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Cada curso possui carga horária de 30 horas e é ofertado na SUS e estudantes de graduação em Farmácia. A qualificação é ofertada pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), de forma gratuita, mediante matrícula na plataforma.

Em sua fala, a coordenadora da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Ana Emília Ahouagi, pontuou que esses documentos vão servir de inspiração para os profissionais. “É muito gratificante ver que a nossa prática local conseguiu ser transformada em uma referência que pode apoiar outras redes de saúde de todo o país, beneficiando diretamente os pacientes”, argumentou Ahouagi.

Já a coordenadora do projeto nacional Cuidado Farmacêutico na Tuberculose da Universidade Federal de Minas Gerais, Mariana Gonzaga, comentou que os cursos são instrumentos para formalizar a atuação farmacêutica de norte a sul do país.

“Farmacêuticos e farmacêuticas estão muito próximos dessa população, potencializando a identificação precoce e contribuindo para a chance de cura”, resumiu.

A estratégia é realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e contou com articulação com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems).

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A qualificação integra as ações voltadas à implementação das Diretrizes Nacionais do Cuidado Farmacêutico, que estabelecem as bases para a organização e consolidação dos serviços relacionados ao cuidado farmacêutico em todos os níveis de atenção à saúde, no âmbito do SUS.

A iniciativa está ainda alinhada às ações do Programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar, que tem como propósito eliminar doenças socialmente determinadas como problemas de saúde pública no país, entre elas a tuberculose e a hanseníase.

Inscrições para o Curso Cuidado Farmacêutico na Tuberculose

 Inscrições para o Curso Cuidado Farmacêutico na Hanseníase

Priscila Leite
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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