Saúde

Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília.

A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).

Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional.

De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse.

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O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual.

Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto.

Municípios contemplados

Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul
  • Soure/PA
  • Vigia/PA
  • Uiramutã/RR
  • Oiapoque/AP
  • Bom Jesus do Tocantins/PA
  • Jutaí/AM
  • Afonso Bezerra/RN
  • Presidente Sarney/MA
  • São João Batista/MA
  • Luís Domingues /MA
  • Araguanã/MA
  • Benedito Leite/MA
  • Barra do Corda /MA
  • Baliza/GO
  • Santa Tereza de Goiás/GO
  • Mário Campos/MG
  • Casimiro de Abreu/RJ
  • Cidreira/RS
  • Pedro Osório/RS
  • Rio Branco do Sul/PR

O curso

A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município.

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A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades.

Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis.

Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação. 

Renata Osório
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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