Saúde

Ministério da Saúde realiza capacitação nacional para resposta a incidentes com múltiplas vítimas em Fortaleza

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O Ministério da Saúde concluiu, nesta sexta-feira (6), em Fortaleza, a Capacitação em Preparação para Resposta a Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV), promovida pela Força Nacional do SUS (FN-SUS). Durante três dias de atividades, profissionais do SAMU, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, hospitais e gestores da rede de urgência e emergência participaram de aulas teóricas, oficinas práticas e exercícios simulados voltados à atuação coordenada em situações críticas.

Para o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, a iniciativa representa um passo importante para ampliar a preparação do sistema de saúde brasileiro diante de situações críticas. “Iniciativas como essa fortalecem a integração entre as instituições, qualificam as equipes e ampliam a capacidade do sistema de agir com rapidez nos momentos mais difíceis. Nosso objetivo é garantir que o país esteja cada vez mais preparado para proteger a população e salvar vidas”.

A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento da capacidade de resposta do SUS diante de emergências em saúde pública, por meio da qualificação das equipes e da integração entre as instituições responsáveis pelo atendimento à população. Essa agenda atende à determinação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de fortalecer a preparação do país para essas emergências.

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Tomada de decisão e integração entre equipes

A capacitação teórica foi marcada por um simulado de mesa, momento estratégico de tomada de decisão em cenários de emergência. Após as aulas que aprofundaram protocolos de atuação e fluxos de integração entre as instituições, os participantes foram desafiados a aplicar na prática os conceitos discutidos em sala.

Durante a atividade, os participantes aplicaram os protocolos discutidos em sala, simulando a organização da resposta assistencial, a comunicação entre as equipes e a articulação entre os diferentes serviços envolvidos na gestão da emergência.

Simulação realística na Arena Castelão

O último dia da programação foi dedicado ao simulacro operacional, realizado na Arena Castelão, um dos principais equipamentos esportivos do Ceará e local que recebe grandes eventos e concentra grande fluxo de pessoas.

A simulação reproduziu um cenário de incidente com múltiplas vítimas em evento de massa, permitindo testar, na prática, protocolos de triagem, atendimento, regulação e transporte sanitário, além da comunicação entre as equipes envolvidas na resposta.

Durante o exercício, profissionais de diferentes instituições atuaram de forma integrada para organizar o atendimento às vítimas, avaliar prioridades assistenciais e garantir a mobilização adequada dos recursos da rede de emergência.

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“Treinamentos como esse são fundamentais para que as equipes estejam preparadas para agir com rapidez, organização e integração. Quando trabalhamos de forma coordenada entre saúde, segurança e resgate, conseguimos salvar mais vidas e garantir uma resposta mais eficiente diante de incidentes com múltiplas vítimas”, destacou o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

Ao final da capacitação, a avaliação das equipes destacou a importância da integração entre os diferentes serviços que compõem a rede de urgência e emergência. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar esse modelo de treinamento para outras regiões do país, fortalecendo a preparação do SUS para cenários de alta complexidade e consolidando uma resposta cada vez mais rápida, organizada e eficiente diante de incidentes com múltiplas vítimas.

Patricia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil intensifica ações contra o sarampo diante de surto nos EUA e avanço da doença nas Américas

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Com o avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos. Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

No Brasil, o cenário é outro: as ações de vacinação e vigilância permitem identificar e responder rapidamente aos casos. Em 2026, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação. 

Mesmo com os casos importados, atualmente, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo.  Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos e, após mais de 12 meses de transmissão, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos. 

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Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. 

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país. 

Ações de vacinação e vigilância contra o sarampo 

Neste ano, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS, é a principal forma de prevenir a reintrodução do sarampo no país. 

Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas aos 12 e 15 meses. 

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Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde intensificou a resposta após a confirmação de casos importados. As ações incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais na região. 

Crianças sem nenhuma dose de vacina 

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças brasileiras consideradas zero-dose, que não receberam nenhuma dose da vacina DTP, passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, queda de cerca de 86% em relação a 2023. Em 2024, o Brasil deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas do mundo, segundo a OMS e o Unicef. Ainda há cerca de 50 mil crianças sem nenhuma dose, o que mantém a necessidade de buscar quem ainda não foi vacinado. 

 João Vitor Moura
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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