Saúde

Ministério da Saúde realiza encontro de Comitês de Ética em Pesquisa Acreditados

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O Ministério da Saúde realizou, no dia 25/11, o Encontro de Comitês de Ética em Pesquisa Acreditados – 2025, no Instituto Butantan, em São Paulo (SP). O evento reuniu representantes da Pasta e dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) Acreditados, com o objetivo de fortalecer a integração, o alinhamento normativo e a qualificação dos processos de análise ética de pesquisas com seres humanos. 

A iniciativa ocorre em um momento decisivo para o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, marcado pela implementação da Lei 14.874/2024 e o do Decreto 12.651/2025, que estruturam o novo marco regulatório para a condução de pesquisas com seres humanos no Brasil.

A nova legislação estabelece princípios, diretrizes e regras para a análise ética de protocolos de pesquisa, conforme o grau de risco, sendo de responsabilidade dos CEPs Acreditados, perante a recém-criada Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), a análise daqueles de risco elevado. 

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, explicou que a Inaep vai assumir algumas funções normativas e regulatórias, que antes eram da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Então, a regulação e credenciamento dos CEPs, a acreditação e a fiscalização do sistema de ética em pesquisa serão feita pela nova instância, que vai continuar tendo participação muito relevante do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 

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Para Fernanda De Negri, a publicação do Decreto 12.651/2025 foi apenas o primeiro passo de um processo de transição importante para a pesquisa com seres humanos no país. “A lei mudou algumas coisas na forma como se organiza o sistema de ética em pesquisa. Os CEPs continuam sendo os agentes fundamentais como instâncias de análise ética e com mais responsabilidade do que antes. E os CEPs acreditados ficaram com uma responsabilidade ainda maior, que é analisar protocolos clínicos de pesquisa alto risco”, afirmou a secretária, que avalia de forma positiva esse processo de transição. 

Fortalecimento da análise ética no Brasil

A acreditação é um mecanismo de descentralização qualificada, que amplia a capacidade de análise ética sem comprometer a uniformidade e o rigor técnico das avaliações. O modelo reforça a segurança, a responsabilidade e a proteção dos participantes de pesquisa. 

“Os CEPs Acreditados asseguram análises éticas eficientes e fortalecem a aproximação necessária para a efetiva implementação dos novos marcos regulatórios. A inclusão, no evento, de uma mesa voltada aos participantes de pesquisa reafirma a centralidade das pessoas em todas as etapas do processo. Suas experiências e necessidades orientam aperfeiçoamentos contínuos e reforçam a ética na pesquisa. Ao qualificar os processos e ampliar a capacidade de avaliação, garantimos que os estudos conduzidos no Brasil avancem com ainda mais segurança e compromisso com a vida das pessoas”, destaca Meiruze Freitas, diretora do Decit/SCTIE. 

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Desde 2020, foram acreditados oito CEPs no estado de São Paulo. Esses comitês desempenham papel essencial na análise ética de protocolos de pesquisa de maior complexidade. Em 2024, os CEPs Acreditados aprovaram 282 protocolos de áreas temáticas consideradas de risco elevado — dado que demonstra eficiência, maturidade técnica e confiança no processo de acreditação. 

A programação incluiu, ainda, a apresentação do panorama da pesquisa clínica no Brasil, com destaque para iniciativas como o Programa Nacional de Pesquisa Clínica, que busca consolidar um ecossistema robusto, ético e sustentável, com impacto direto no Sistema Único de Saúde (SUS), e o Programa Genomas Brasil, que já fomentou mais de 250 pesquisas, com investimento superior a R$ 1 bilhão.

Acesse a página da Instância Nacional de Ética em Pesquisa e saiba mais sobre pesquisas com seres humanos no Brasil

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

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O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

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Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

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A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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