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Ministério de Portos e Aeroportos reforça diálogo e apresenta ações ao setor portuário

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) esteve presente na primeira reunião do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), realizada na quarta-feira (28), na cidade de São Paulo. O encontro contou com a presença de representantes das 104 empresas associadas e foi uma oportunidade de avaliar os resultados alcançados pelo setor no ano passado e de ser apresentado o planejamento da pasta para os próximos doze meses.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, celebrou o alinhamento com a ABTP e reforçou que a modernização do setor depende dessa porta aberta entre o governo e a iniciativa privada. “Foi uma oportunidade única participar da reunião do Conselho Deliberativo da ABTP porque nos permitiu dialogar e escutar o setor, promovendo um alinhamento de informações entre o mercado e o governo. Esse diálogo aberto nos ajuda na construção de políticas públicas que possam ser mais assertivas para promover um ambiente de negócios ainda melhor, gerando mais oportunidades e mais empregos para os brasileiros”, concluiu.

“Esse diálogo aberto nos ajuda na construção de políticas públicas que possam ser mais assertivas para promover um ambiente de negócios ainda melhor” Tomé Franca

As ações realizadas pelo Mpor no setor portuário, ao longo de 2025, foram abordadas pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila. Ele destacou a concessão de oito leilões de unidades portuárias, que, juntos, somaram aproximadamente R$ 10,3 bilhões em investimentos, entre eles o leilão do Túnel Santos-Guarujá, maior obra do Novo PAC, que receberá um aporte de R$ 6,8 bilhões, e o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, a primeira concessão da tipo no país.

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Ávila mencionou ainda a realização de 18 leilões previstos para este ano, com destaque para a concessão dos canais de acesso aos portos de Salvador, Itajaí, Rio Grande e Santos, e do terminal de contêineres Santos 10 (Tecon Santos 10). “O leilão do Tecon Santos 10 aumentará em 50% a capacidade de movimentação do maior porto do Brasil, o que é fundamental para impulsionar nosso comércio exterior e contribuir com o desenvolvimento nacional”, afirmou o secretário.

O presidente da ABTP, Jesualdo Silva, ressaltou a importância do encontro para alinhar expectativas do setor, especialmente quanto à regulação da atividade portuária por meio do PL 733, em tramitação no Congresso Nacional. “O Brasil vive um momento decisivo com a perspectiva de atualização do marco regulatório e nada melhor do que começar o ano debatendo esse e outros temas, que são de interesse do setor. A ABTP representa empresas que operam 250 terminais em todo o país, portanto é fundamental que possamos fortalecer essa ponte entre setor público e setor privado e construir as melhores soluções para nossos portos e terminais portuários”, destacou.

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Por parte do MPor, além de Tomé Franca e Alex Ávila, também participou a secretária executiva adjunta, Thairyne Oliveira. Também estiveram à mesa o presidente do Conselho Deliberativo da ABTP, Roberto Oliva; o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias; e o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Lucas Asfor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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