Turismo

Ministério do Turismo marca presença na maior feira do setor em Portugal, que tem o Brasil como Destino Internacional Convidado

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Começou nesta quarta-feira (25.02), em Lisboa, a “Better Tourism Lisbon Travel” (BTL 2026), o maior evento turístico de Portugal, que neste ano confere destaque especial ao Brasil. Como Destino Internacional Convidado, o país apresenta um estande com conceito imersivo e sensorial, voltado à promoção da diversidade de seus atrativos e experiências. O espaço na capital portuguesa reúne 24 estados coexpositores, ampliando o relacionamento com parceiros no exterior.

O estande brasileiro, que contou com a presença da secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat, representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, é palco de ações institucionais, ativações artísticas e gastronômicas, além de contar com uma área dedicada a negócios. Os destaques do espaço, montado pela Embratur, incluem conteúdos em realidade virtual que exibem locais emblemáticos, como Amazônia, Pantanal, Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha, além de vivências culturais urbanas.

Fernanda Norat ressaltou que o evento abre a oportunidade de fortalecer a imagem do Brasil. “Hoje foi um dia extremamente produtivo e importante para o Ministério do Turismo, que marcou presença na abertura da BTL, uma das maiores feiras de turismo da Europa, inaugurando o espaço da Embratur, que conta com 27 coexpositores no local. Visitamos diversos estados, a exemplo do estande do Rio Grande do Norte, onde tivemos uma reunião com a secretária de Estado do Turismo e presidente do Fornatur, Marina Marinho”, comentou.

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“A posição de destaque na BTL nos oferece uma plataforma única para apresentar nossa diversidade a mais de 1,7 mil expositores e aos milhares de visitantes da feira”, completou Fernanda.

Além de ocupar o posto de Destino Internacional Convidado, o Brasil chega a esta edição da BTL em um momento de grande visibilidade no mercado turístico europeu. No último mês de janeiro, houve um aumento expressivo de 35% na chegada de turistas portugueses ao país: foram 28.678 viajantes, ante os 21.299 registrados no mesmo período de 2025. Considerando toda a Europa, o crescimento na emissão de visitantes ao Brasil nesse intervalo atingiu a marca de 19%.

TURISMO E DIPLOMACIA – A agenda da secretária-executiva na capital portuguesa nesta quarta-feira também incluiu uma reunião com o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro. A pauta do encontro envolveu os crescentes avanços na cooperação turística entre os dois países, que compartilham fortes laços culturais, históricos e econômicos.

Fernanda Norat apontou os benefícios da colaboração. “Fomos recebidos na Embaixada do Brasil em Portugal pelo embaixador Raimundo Carreiro. Na oportunidade, discutimos parcerias estratégicas entre os dois países para o aumento do fluxo de turistas, entre outras ações. Portugal não é só um mercado emissor prioritário, mas o principal acesso de europeus ao Brasil, devido à forte conectividade aérea”, frisou.

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Ao longo de 2025, a Europa ocupou o posto de segundo maior mercado emissor de turistas internacionais para o Brasil, com um total de 1.771.902 visitantes, atrás apenas da América do Sul (5.988.012 viajantes). O fluxo de europeus cresceu 20%, com destaque para Portugal, que emitiu 273.483 turistas – uma alta de 25% em relação a 2024. O país ibérico ficou na segunda posição entre as principais nações europeias emissoras, atrás apenas da França (293.008 turistas).

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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