Tecnologia

Ministra Luciana Santos reforça integração entre ciência e saúde durante agenda no Recife

Publicado

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em uma série de agendas no Recife, nesta sexta-feira (15), reforçando a diretriz do atual governo de que ciência e saúde andam de mãos dadas.

Desde o início da gestão, o MCTI já investiu na saúde mais de R$5,7 bilhões, incluindo contrapartidas. São recursos que estão fortalecendo o Complexo Econômico Industrial da Saúde, que inclui também a produção e a distribuição de equipamentos, medicamentos, produtos biológicos e diagnósticos, a pesquisa clínica e avanços em Tecnologia da Informação (TI) aplicada ao setor.

“Ciência, tecnologia e inovação precisam andar de mãos dadas com os desafios da saúde pública no Brasil. Quanto mais investimos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, mais eficácia teremos para salvar vidas e cuidar das pessoas”, disse Luciana Santos.

A ministra destacou ainda a importância de superar a dependência tecnológica em saúde, especialmente diante das recentes ameaças dos Estados Unidos à soberania nacional. “O Complexo Econômico Industrial da Saúde, retomado pelo governo Lula, é fundamental para reduzir o segundo maior déficit da balança comercial brasileira, que é na saúde e inclui insumos, equipamentos e medicamentos”, afirmou.

Leia mais:  Brasil sedia a 7ª Reunião do GT Brics em Ciência dos Materiais e Nanotecnologia

De acordo com ela, o governo tem trabalhado para consolidar o setor de saúde como indutor do desenvolvimento econômico, apostando na inteligência brasileira e fortalecendo o SUS, reduzindo a dependência externa e garantindo soberania tecnológica.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

Publicado

Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

Leia mais:  Ciclo de webinars do MCTI comemora Ano Internacional da Ciência e da Tecnologia Quântica

O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

Leia mais:  Brasil sedia a 7ª Reunião do GT Brics em Ciência dos Materiais e Nanotecnologia

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana