Educação

Ministro autoriza obras no Hospital Universitário da Ufba

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O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpre, nesta semana, uma série de agendas no Nordeste. Nesta quinta-feira, 5 de março, está em Salvador (BA), onde visitou o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Na ocasião, Santana descerrou a placa de inauguração do novo Serviço de Anatomia Patológica do Hupes e assinou o termo de autorização para as obras do Almoxarifado e Hotelaria e da modernização e revitalização da unidade hospitalar. Ao todo, a universidade recebe investimento de R$ 147,3 milhões em obras, com recurso do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

“A nossa visita aqui faz parte de uma grande caravana que estamos fazendo e que já passou por 17 estados do Brasil, neste ano. Aqui, hoje, nós fizemos algumas inaugurações importantes para a universidade e assinamos a ordem de serviço para novas construções e melhorias na infraestrutura para melhorar o atendimento no hospital. Ao todo, o presidente Lula está investindo algo em torno de R$ 81 milhões só nesse hospital, isso faz parte dos investimentos em nossas universidades, além de outros investimentos nos campi pelo PAC”, afirmou o ministro. 

A reforma do Serviço de Anatomia Patológica recebeu investimentos de mais de R$ 4,8 milhões do Novo PAC, para a ampliação da área técnica, criação de espaço destinado a velórios, recuperação estrutural, modernização das instalações elétricas, hidráulicas e de climatização, além de adequações de layout. As melhorias atendem à necessidade de modernização da infraestrutura física, adequação às normas sanitárias e ao aprimoramento das condições de trabalho, garantindo maior segurança, qualidade diagnóstica e suporte às atividades de ensino, pesquisa e assistência. 

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O serviço é fundamental para o diagnóstico de doenças, especialmente em casos oncológicos, e beneficia diretamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais de saúde, residentes, estudantes e pesquisadores da Ufba. 

Autorização – As obras do Almoxarifado Central e da Hotelaria Hospitalar contam com investimentos de R$ 16,1 milhões. A iniciativa inclui ampliação de áreas, melhoria do fluxo logístico, criação de pátio de manobras, adequações arquitetônicas, elétricas, de climatização, telecomunicações e recuperação estrutural. 

Para a reestruturação das instalações elétricas, estão sendo destinados R$ 19,8 milhões. As obras garantirão maior segurança operacional, confiabilidade no fornecimento de energia e conformidade com normas técnicas, contribuindo para a continuidade dos serviços assistenciais, redução de riscos e aumento da eficiência operacional.  

Já o Almoxarifado Central opera, desde sua implantação, em área subdimensionada, sem ampliação compatível com o crescimento da complexidade assistencial do hospital. A Hotelaria Hospitalar também funciona em espaço inadequado, demandando reestruturação para atender às normas sanitárias e operacionais vigentes. 

As intervenções reforçam o papel estratégico do Hupes na formação de profissionais da saúde e na oferta de atendimento de alta complexidade à população baiana, consolidando o compromisso com a qualidade do ensino superior e do Sistema Único de Saúde. 

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Agenda – Na manhã desta quinta-feira (3), o ministro Camilo Santana esteve em Petrolina (PE), onde assinou o termo de autorização de obras do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf). Na ocasião, ele também participou da inauguração da reforma da Clínica Veterinária Universitária (CVU/Univasf), da ala para animais de grande porte, do Centro Nordestino de Bioprospecção (Cenorbio), do Laboratório de Produção de Medicamentos Inovadores (LPMI) e do bloco acadêmico do Campus Paulo Afonso. 

Mais tarde, Santana visitará o Instituto Federal da Bahia (Ifba), onde assinará a ordem de serviço para início das obras do novo Campus Macaúbas e de restaurantes estudantis. 

Resumo | Mais educação para a Bahia 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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