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Ministro Carlos Fávaro assume presidência da JIA

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O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assumiu a presidência da Junta Interamericana de Agricultura (JIA). A posse ocorreu nesta terça-feira (4) durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025.

“É com orgulho e esperança que o Brasil sedia, mais uma vez, a Junta Interamericana de Agricultura. É uma honra contribuir para que seja escrito mais um capítulo na história desse instituto, do qual o Brasil faz parte desde 1964. Hoje, reunidos aqui, celebramos não apenas uma agenda institucional, mas reafirmamos nosso compromisso coletivo com o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e o bem-estar das populações rurais do nosso continente”, destacou o ministro Fávaro durante a posse.

Fávaro assumiu a presidência da JIA, sucedendo o então ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Luis Alfredo Fratti Silveira, a quem fez questão de agradecer a sucessão.

A Conferência este ano tem como tema central ‘Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas’, com o objetivo de se construir de maneira conjunta uma estratégia que reforce o posicionamento do continente como ator-chave não só para a segurança alimentar, mas também para a conservação ambiental e a segurança energética do mundo. O evento é realizado entre o Governo do Brasil e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

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“Estamos aqui reunidos também para celebrar e coroar as conquistas do IICA. Um dos pilares fundamentais para a modernização e o fortalecimento do setor agropecuário nas Américas. Trata-se de uma instituição mais antiga que a própria Organização das Nações Unidas, nascida a partir do Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas, e que desde 1942 tem nos ajudado a enfrentar desafios globais e a garantir que a agricultura continue sendo um motor de desenvolvimento social e econômico”, evidenciou o ministro Carlos Fávaro durante a condução da plenária da 23ª Reunião Ordinária nesta manhã.

O diretor geral do IICA, Manuel Otero afirmou que a Conferência está iniciando um momento de consolidação de uma nova narrativa para a agricultura. “Uma narrativa que fale de modernidade, sustentabilidade, inovação digital e biológica, responsabilidade e compromisso social. Que construa pontes efetivas entre os setores rural e urbano, e que esteja indissoluvelmente ligada a uma nova geração de políticas públicas e de líderes, que reafirme o papel estratégico da agricultura e da ruralidade em qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável”, disse Otero.

O EVENTO

Entre os dias 4 e 5 de novembro, a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025 será realizada no Hotel Royal Tulip, em Brasília (DF), e contará com palestras de convidados especiais, além da realização de fóruns com especialistas em agropecuária e a participação de representantes do setor privado e de organizações ligadas ao agronegócio.

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O evento reúne ministros, altas autoridades setoriais, peritos e produtores para construir uma visão comum sobre o futuro da agricultura e dos sistemas agroalimentares.

Entre os palestrantes confirmados estão nomes de destaque como a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; o cientista e líder da iniciativa Solos Vivos nas Américas, e uma das maiores autoridades em ciências do solo no mundo, Rattan Lal; o ex-ministro da Agricultura e Enviado Especial para a Agricultura na COP30, Roberto Rodrigues; entre outros.

Durante a conferência, será realizada a eleição do novo diretor-geral do IICA para o mandato 2026-2030, que tomará posse em janeiro do próximo ano.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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