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Ministro Carlos Fávaro encerra missão no México com conquistas para a agropecuária brasileira

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Após dois dias de missão oficial no México, encerrada na noite de quinta-feira (28), na Cidade do México, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, fez um balanço das conquistas para a agropecuária brasileira no país.

“Finalizamos a nossa missão no México com boas notícias. É um trabalho conjunto que dá resultados e tem tudo para crescer ainda mais as nossas relações”, comentou.

A experiência do Brasil no combate à fome foi um dos temas centrais das agendas no México. O assunto foi tratado durante audiência do ministro com a presidente do México, Cláudia Sheinbaun.

Dentre os acordos firmados no país, destacam-se, no setor agropecuário o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México (Sader) para cooperação mútua e a Declaração de Intenções para biocombustíveis.

Das reuniões bilaterais com os secretários mexicanos de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Julio Berdegué; de Economia, Marcelo Ebrard, e de Relações Exteriores, Juan Ramón de La Fuente, avançaram as tratativas para atualização e modernização dos acordos entre México e Brasil (ACEs 53 e 55), a continuidade do Pacote contra a Inflação e a Caristia (Pacic), garantindo um fluxo corrente crescente das exportações brasileiras e aberturas de mercados para ambos os países.

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O Brasil poderá exportar farinhas bovina e suína para o México e autorizou a importação de derivados de atum mexicanos.

Além disso, o governo mexicano se comprometeu com a regionalização, em caso de gripe aviária, para a comercialização de produtos de aves. Mediante a ocorrência da patogenicidade, o protocolo será avaliado em até 10 dias pelo México para restringir às exportações a área de influência da doença.

Também está prevista para os próximos meses auditorias mexicanas para habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras de bovinos, aves e suínos para a comercialização para o México.

Liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a missão contou com reuniões governamentais e fóruns empresariais com a participação de mais de 350 empresários brasileiros e mexicanos.

Também integraram a delegação brasileira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; o presidente da Agência Brasileira de Promoção e Exportação (Apex), Jorge Viana e o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

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A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

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Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

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Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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