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Ministro Carlos Fávaro homenageia Mariangela Hungria com a Medalha Apolônio Salles

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entregou, nesta quarta-feira (5), a Medalha de Mérito Apolônio Salles à pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, em cerimônia realizada no auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília. A honraria marca o reconhecimento do Estado brasileiro à relevância científica e ao impacto social de sua trajetória, que transformou o uso de insumos biológicos na agricultura e consolidou o Brasil como referência mundial em tecnologias sustentáveis de produção de alimentos.

Durante a solenidade, o ministro Fávaro destacou que a homenagem simboliza um reconhecimento à própria Embrapa e à excelência da ciência pública brasileira. “A Embrapa é orgulho do Brasil e referência mundial. Em todas as agendas internacionais, todos querem parceria com a Embrapa. Esta medalha entregue à Mariangela representa também 52 anos de história da instituição. Eu disse à equipe que, no meu mandato, esta será a única entrega desta medalha porque é uma homenagem verdadeira, de grandeza equivalente à grandeza da homenageada. O Brasil lidera hoje o avanço dos bioinsumos no mundo, e isso tem o dedo da Mariangela”, afirmou Fávaro.

Ao agradecer a homenagem, Hungria afirmou que o reconhecimento tem significado especial por vir da própria casa. “Eu sempre digo que considero a Embrapa o braço de ciência e tecnologia do Mapa, então sempre me senti muito à vontade aqui. Ser reconhecida dentro da nossa própria casa tem um valor imenso. Esse prêmio não é meu, é dos colegas, estudantes e pesquisadores que acreditaram comigo que os biológicos poderiam transformar a agricultura. Dedico esta medalha às mulheres da ciência e da agricultura, muitas vezes invisíveis, mas essenciais para a segurança alimentar do país”, disse.

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A entrega da medalha ocorreu poucos dias após Hungria receber, em Des Moines, nos Estados Unidos, o World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”. Ela é a primeira mulher brasileira e a décima mulher no mundo a ser laureada na história da premiação, concedida a personalidades que contribuem de forma decisiva para a segurança alimentar global.

Engenheira agrônoma formada pela Esalq/USP, mestre em Solos e Nutrição de Plantas e doutora em Ciência do Solo pela UFRRJ, Mariangela Hungria ingressou na Embrapa em 1982 e, desde então, dedicou-se à pesquisa em microbiologia do solo. Suas descobertas impulsionaram o uso de microrganismos capazes de fixar nitrogênio e substituir fertilizantes químicos, gerando ganhos econômicos, ambientais e tecnológicos. Hoje, os resultados do seu trabalho estão presentes em aproximadamente 85% da área de soja cultivada no Brasil, além de lavouras de feijão, milho, trigo e pastagens.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou o simbolismo da conquista para a ciência brasileira. “Esta medalha repousa sobre os ombros da Mariangela, mas suas raízes estão fincadas em quatro décadas de pesquisa e milhões de hectares transformados. Ela mostrou ao Brasil e ao mundo que o solo não é só chão, é vida. Como primeira mulher presidente da Embrapa, é uma honra celebrar a primeira pesquisadora brasileira a entrar para a lista do ‘Nobel da Agricultura’. Com ciência pública e compromisso social, a Embrapa seguirá formando muitas outras Mariangelas”.

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A Medalha de Mérito Apolônio Salles foi instituída em 1987 para destacar cidadãos que prestam serviços relevantes à agricultura brasileira. A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, e de representantes do setor produtivo, da academia e de instituições públicas.

Além do World Food Prize, Hungria integra a lista TIME 100 Climate 2025 entre as personalidades mais influentes do mundo na agenda climática, é comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências e figura entre os cientistas mais citados do mundo, segundo ranking da Universidade de Stanford.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Porto Velho: criação e aperfeiçoamento de políticas públicas

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Diferente da etapa do Rio Grande do Norte, a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP) em Rondônia foi organizada a partir da mobilização da sociedade civil, na quarta-feira (10). Foram 105 participantes, entre representantes da pesca, da aquicultura, do setor industrial, de entidades da sociedade civil, gestores públicos, instituições parceiras e demais envolvidos com o desenvolvimento do setor no estado.

Durante o evento, os participantes debateram os principais desafios e oportunidades do setor em Rondônia. Os trabalhos foram organizados em três grupos temáticos: pesca artesanal, aquicultura e setor industrial. A partir dos debates, foram construídas 30 propostas, além da eleição dos delegados que representarão o estado na etapa nacional, de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF).

O coordenador da Comissão Executiva Nacional da 4ª CNAP, Paulo Faria, ressaltou a importância da mobilização da sociedade civil nesse processo. Segundo ele, a realização da etapa de Rondônia demonstra que a conferência é, acima de tudo, um espaço da sociedade. “Quando uma etapa não é deflagrada pelo estado, mas a sociedade civil se organiza, assume a responsabilidade e realiza o encontro, isso mostra a força desse processo participativo. A conferência precisa acontecer porque é nela que discutimos, de forma coletiva, os rumos da pesca e da aquicultura no Brasil”, destacou.

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“A realização desta conferência mostra a força da organização do setor pesqueiro e aquícola de Rondônia. Foi um momento importante para ouvir pescadores, aquicultores, indústria e demais atores da cadeia produtiva, construindo propostas que reflitam as necessidades reais do estado. Rondônia tem enorme potencial para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, e as contribuições construídas aqui ajudarão a orientar as políticas públicas e fortalecer o setor nos próximos anos”, afirmou a Secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Carolina Doria .

Com essas etapas regionais, o Governo Federal reforça a retomada da participação social no setor de Pesca e Aquicultura depois de 16 anos. O tema da etapa nacional será: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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