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Ministro Carlos Fávaro recebe movimento Agroligadas e reforça diálogo com mulheres do agro

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta terça-feira (11), em Brasília, representantes do movimento Agroligadas, iniciativa criada em Mato Grosso por mulheres ligadas ao agronegócio. O encontro teve como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e promover um diálogo direto entre as participantes, o ministro, e secretários da Pasta.

Durante o evento, Fávaro destacou a importância da escuta ativa e da participação feminina nas decisões estratégicas do setor. “Mais do que fazer discursos, quero ouvir vocês, mulheres do agro. Quero prestar contas, mostrar o que estamos construindo no Mapa e, principalmente, fortalecer essa rede de lideranças femininas que contribui com ideias, propostas e soluções para a agropecuária brasileira”, afirmou o ministro.

Fávaro também ressaltou os avanços alcançados na abertura de mercados internacionais. “O presidente Lula nos pediu para dedicarmos atenção total à ampliação dos mercados para os produtos brasileiros. Quando cheguei ao Ministério, o Brasil tinha 29 adidos agrícolas. Hoje, são 40 profissionais capacitados atuando pelo mundo, fortalecendo nossas relações comerciais”, explicou. Segundo o ministro, esse esforço já resultou na abertura de 488 novos mercados desde 2023, com a meta de alcançar 500 até dezembro deste ano.

Durante o encontro, Fávaro ainda convidou as participantes para a inauguração do novo escritório da ApexBrasil em Cuiabá, prevista para o dia 24 de novembro. “A Apex é nossa principal parceira na promoção comercial e na abertura de mercados para o agro brasileiro. Esse escritório será estratégico para ampliar a presença internacional dos produtos do Centro-Oeste. A inauguração contará com a presença dos 40 adidos agrícolas”, anunciou.

A presidente do movimento, Geni Schenkel, destacou que a visita ao Mapa reforçou o papel do Agroligadas como ponte entre as mulheres do campo e o poder público. “Queríamos que todas conhecessem de perto a transparência e o compromisso do ministro Fávaro. Criamos o Agroligadas para mostrar nossa realidade, desenvolver projetos e fortalecer o protagonismo feminino em todos os setores do agro e da agricultura familiar”, afirmou.

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Ela acrescentou que a ida a Brasília foi essencial para ampliar a compreensão sobre políticas públicas e formas de participação social. “Há dois anos trabalhamos para formar novas líderes. Essa visita nos ajuda a entender como funciona o processo e como podemos contribuir de forma mais organizada”, concluiu.

SECRETARIAS APRESENTAM AÇÕES ESTRATÉGICAS DO MAPA 

Durante a visita, o ministro Carlos Fávaro convidou os secretários do Mapa a apresentarem as principais ações desenvolvidas em suas áreas, com foco em inovação, sustentabilidade, defesa agropecuária e promoção internacional do agronegócio.

A chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social (AECS), Carla Madeira, destacou o fortalecimento da estrutura de comunicação institucional do Ministério, que passou de 15 para 38 profissionais. Segundo ela, o crescimento foi essencial para acompanhar o ritmo dinâmico e tecnológico da gestão do ministro Fávaro. “Nosso objetivo é mostrar o trabalho do Mapa e do agro brasileiro ao mundo, com transparência e agilidade”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Luis Rua, apresentou as iniciativas voltadas à promoção do comércio exterior e à diversificação das exportações. Com uma rede de 40 adidos agrícolas em 38 países, a SCRI já contribuiu para a abertura de 488 novos mercados internacionais desde 2023. Rua também destacou o sistema Agrostat, que disponibiliza dados oficiais sobre exportações e importações agropecuárias, e a atuação da secretaria junto à Câmara de Comércio Exterior (Camex), com a elaboração de notas técnicas sobre tarifas e políticas comerciais.

Na Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), o secretário Carlos Goulart ressaltou as políticas voltadas à garantia da sanidade agropecuária do país. Entre as inovações, está a SDA Digital, que implantou o Certificado Fitossanitário Eletrônico (e-Phyto) e os Certificados Sanitários Internacionais (CSI) eletrônicos, modernizando e agilizando o processo de exportação. O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) e o Serviço de Inspeção Federal (SIF) permanecem como pilares para assegurar a qualidade e a segurança dos alimentos comercializados no Brasil e exportados para mais de 180 países.

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A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), responsável por promover políticas voltadas à agricultura familiar, ao cooperativismo e à inovação sustentável, apresentou a plataforma Agro Brasil + Sustentável. A ferramenta certifica voluntariamente propriedades rurais com base em critérios socioambientais, emitindo selos digitais com QR Code integrados a bases oficiais, como o CAR e o Cadastro da Receita Federal. Já são mais de mil adesões, ampliando o acesso dos produtores a mercados internacionais e a linhas de crédito verde.

A Secretaria de Política Agrícola (SPA) apresentou as ações voltadas à formulação e execução das políticas de crédito rural, comercialização e sustentabilidade. Entre os principais instrumentos estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e o Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF). A secretaria também coordena o Plano Safra, principal ferramenta de apoio à produção agrícola brasileira, com foco na estabilidade econômica, na sustentabilidade e na geração de renda no campo.

Por fim, a Secretaria-Executiva (SE) destacou o processo de modernização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que desde junho de 2024 passou a operar como secretaria do Mapa. O investimento, entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, permitirá a instalação de novos radares e supercomputadores, além da ampliação da rede meteorológica nacional, fortalecendo o monitoramento climático em todo o país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro exporta R$ 45,6 bilhões e mantém 3º lugar no país

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026 e manteve o Estado como o terceiro maior exportador do setor no país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. O resultado veio mesmo com uma queda de 9,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxada principalmente pela redução dos embarques de café.

Entre janeiro e junho, Minas enviou 8,46 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 166 países. O volume foi 3% menor que o registrado no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o Estado respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu ao exterior e o setor representou 40,9% da receita total das exportações mineiras.

Os números, levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) a partir dos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram uma mudança importante dentro da pauta. O café continuou dominante, mas soja e carnes ganharam espaço e ajudaram a amortecer a retração do principal produto mineiro.

O café respondeu sozinho por R$ 22,9 bilhões, pouco mais da metade de toda a receita agropecuária obtida no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre. A disponibilidade menor do produto reduziu os volumes, embora o preço médio de exportação tenha aumentado cerca de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A influência do café sobre os números mineiros é enorme. No primeiro trimestre, por exemplo, as exportações do produto haviam caído 31,5% em volume e 18,5% em receita. O recuo foi suficiente para puxar para baixo o resultado de todo o agronegócio estadual, mesmo enquanto outras cadeias registravam crescimento.

Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: Minas continua entre os maiores exportadores agrícolas do Brasil, mas vendeu menos que no ano passado. Em 2025, o agronegócio mineiro havia alcançado o recorde de aproximadamente R$ 101 bilhões em vendas externas, resultado favorecido principalmente pela forte valorização internacional do café. A comparação de 2026, portanto, ocorre sobre uma base excepcionalmente elevada.

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A soja foi uma das cadeias que impediram uma retração maior. O complexo formado por grão, farelo e óleo movimentou aproximadamente R$ 10,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de cerca de 10% sobre 2025. O avanço também revela uma mudança na composição das vendas, com maior presença de farelo e óleo, produtos que passam por processamento antes de deixar o Estado.

As carnes apresentaram outro desempenho positivo. Os embarques de carne bovina, suína e de frango renderam aproximadamente R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% na comparação anual. O volume chegou a 247,3 mil toneladas, 3,7% acima do primeiro semestre do ano passado.

A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume mostra que o valor médio das carnes exportadas aumentou. O movimento beneficia uma cadeia importante para Minas, que possui produção expressiva de bovinos, aves e suínos e uma estrutura industrial formada por frigoríficos, cooperativas e empresas de processamento.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, gerou cerca de R$ 2,7 bilhões em exportações no semestre. Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira e papel, ficaram próximos de R$ 2,6 bilhões.

Juntos, café, complexo soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais concentraram mais de 96% das exportações do agronegócio mineiro. A pauta é concentrada em grandes cadeias, mas começa a apresentar nichos com maior grau de processamento e produtos ligados à tradição regional.

Minas também aparece entre os principais fornecedores brasileiros de produtos como mel, lácteos, sementes, batatas processadas e doce de leite. Embora movimentem valores menores, essas cadeias têm importância porque permitem a entrada de cooperativas e agroindústrias de menor porte em mercados internacionais.

A diversificação também aparece nos destinos. A China permaneceu como principal comprador do agronegócio mineiro, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia tem peso especial para o café: no primeiro quadrimestre, aproximadamente 94% do valor comprado pelo bloco de Minas estava concentrado no produto.

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O peso do campo vai além das exportações. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou o recorde de R$ 167,8 bilhões em 2025. Para 2026, as projeções divulgadas ao longo do ano mantêm o faturamento próximo desse patamar, embora com comportamentos diferentes entre as cadeias.

As lavouras representam aproximadamente dois terços do VBP estadual e o café continua na liderança. Estimativas divulgadas pela Seapa indicavam faturamento superior a R$ 60 bilhões para a cultura em 2026. Soja, cana-de-açúcar e milho aparecem na sequência entre as principais atividades agrícolas.

Na pecuária, a carne bovina segue como principal componente do faturamento. A projeção divulgada neste ano apontava para cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o leite, outra atividade tradicional de Minas, enfrentava cenário mais difícil, com queda de preços e pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Esse conjunto mostra que o desempenho do agronegócio mineiro em 2026 não pode ser resumido apenas à queda das exportações. O Estado atravessa uma acomodação depois do recorde registrado no ano passado, enquanto algumas cadeias ganham espaço justamente no momento em que o café perde parte da força excepcional observada em 2025.

Para o produtor, essa diversificação reduz parcialmente a dependência de uma única commodity, mas não elimina os riscos. Café, soja, carnes e produtos florestais continuam fortemente expostos ao câmbio, aos preços internacionais, ao custo do crédito, às condições climáticas e às exigências dos mercados compradores.

Mesmo nesse ambiente, Minas chega à segunda metade de 2026 com o agronegócio respondendo por quatro de cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações. Mais do que o valor absoluto dos R$ 45,6 bilhões, é essa participação, combinada à presença em 166 mercados e à expansão de cadeias além do café, que ajuda a explicar por que o campo permanece como uma das principais bases da economia mineira.

Fonte: Pensar Agro

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