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Ministro Carlos Fávaro ressalta na Argentina que clima favorável e produtores vocacionados são a base da excelência na produção de alimentos

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou do I Fórum de Buenos Aires promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), a Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires (UBA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento ocorreu, nesta sexta-feira (7), na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, na Argentina.

Durante o painel “Mudanças Climáticas e Impactos no Setor Agropecuário”, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que para que a produção de alimentos seja considerada de excelência, é fundamental ter produtores rurais vocacionados e terra propícias para o cultivo. “Sem sombra de dúvida, máquinas, equipamentos de última geração, sementes, tecnologias de vanguarda são grandes ativos para produzir alimentos. Mas nenhum desses grandes ativos substitui o maior de todos que é clima favorável. Por isso que produzir alimentos e preservar o meio ambiente são assuntos complementares e fundamentais”, disse.

O ministro destacou que o Brasil se tornou uma referência mundial na produção de alimentos e de energias renováveis. “Nesses últimos 50 anos, criamos uma verdadeira revolução agrícola e certamente devemos muito desse papel à criação da Embrapa. O desenvolvimento de tecnologias de agricultura tropical fez do país um exemplo de produtividade com respeito ao meio ambiente”, afirmou Fávaro.

Evidenciou que crescimento nos últimos anos foi impulsionado pela ocupação dos agricultores no cerrado brasileiro, por meio de incentivos e soluções acessíveis como calcário e fertilização que permitiram a ampliação da produção de alimentos no Brasil, ressaltando que o incentivo à conversão de áreas degradadas já resultou em quase 5 milhões de hectares adicionados ao arranjo produtivo brasileiro nos últimos três anos.

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Citou alguns dos principais programas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) voltados para que o agronegócio brasileiro seja mais sustentável, como o Caminho Verde Brasil. Este Programa busca recuperar áreas degradadas e torná-las agricultáveis. Fávaro apresentou que dos 160 milhões de hectares de pastagem brasileiras, 40 milhões que são altamente produtivas se tiverem uma correção de solo, isto é, recuperação do estágio de degradação que o solo se encontra.

Em complemento, apresentou o Programa Solo Vivo, lançado em maio deste ano voltado para as pequenas propriedades agricultáveis que consiste em parcerias entre o Mapa e universidades, associações ou federação de pequenos produtores para dar o suporte necessário para levar aos pequenos agricultores tecnologias de recuperação de áreas degradadas. “Isso faz uma revolução também na pequena propriedade. É uma inclusão social no campo, evitando que este pequeno produtor se sinta desestimulado. Um programa muito exitoso que já está no estado de Mato Grosso, também começando está no Amapá e no estado de São Paulo”, informou o ministro Fávaro.

Além disso, ressaltou que para o crescimento sustentável da agropecuária brasileira, é necessário incentivos financeiros. Evidenciando os três Planos Safras com taxas de juros reduzidas para os produtores rurais que adotassem práticas sustentáveis. E o leilão do Eco Invest que arrecadou cerca de R$ 30 bilhões para financiar o CVB 

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O ministro reforçou que a transição para uma agropecuária ainda mais sustentável passa pelo fortalecimento da bioeconomia e pela valorização dos produtores rurais que já adotam boas práticas ambientais. “Não existe futuro para a agricultura sem sustentabilidade, e o Brasil tem condições únicas de liderar essa transformação global. Temos o maior patrimônio ambiental do planeta e produtores conscientes do seu papel. Por isso, investir na recuperação de áreas degradadas, em sistemas integrados de produção e no uso racional dos recursos naturais é garantir segurança alimentar e climática para as próximas gerações”, concluiu Fávaro.

Participaram do painel ainda, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Domingues; o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Diogo Oliveira; presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; o membro consultor da Comissão Nacional de Direito Agrário e do Agronegócio do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Antônio Zanette; diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MBRF, Paulo Pianez.

EVENTO  

A primeira edição do Fórum de Buenos Aires buscou debater entre os dias 5 e 7 de novembro, os grandes desafios da atualidade na América do Sul.  

Em sua primeira edição, o Fórum teve como tema “Blocos Econômicos, Desenvolvimento e Segurança Jurídica”, com o propósito debater as perspectivas jurídicas e os desafios enfrentados pelo meio social na contemporaneidade 

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fazenda com balneário em Bonito (MS) vai a leilão com redução de R$ 5 milhões no lance inicial

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Uma propriedade rural localizada em Bonito (MS), um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, está novamente disponível para venda em leilão com uma redução significativa no valor mínimo de arrematação. O Serviço Social do Comércio de Mato Grosso do Sul (SESC/MS) reduziu de R$ 15 milhões para R$ 10 milhões o lance inicial do imóvel, ampliando as oportunidades para investidores do setor turístico, imobiliário e ambiental.

O leilão está aberto para pessoas físicas e jurídicas de todo o país e receberá propostas até o dia 24 de junho de 2026, por meio de plataforma eletrônica especializada.

Propriedade reúne mais de 35 hectares em uma das regiões mais valorizadas do turismo nacional

Localizada às margens da estrada Bonito–São Geraldo, a aproximadamente 10 minutos do centro urbano de Bonito, a área possui 35,15 hectares e abriga o antigo balneário operado pelo SESC/MS.

O imóvel mantém grande parte de sua estrutura física preservada, oferecendo potencial para empreendimentos voltados ao turismo ecológico, lazer, hotelaria, eventos corporativos e atividades recreativas.

A propriedade está situada em uma das regiões mais procuradas do país para o turismo de natureza, segmento que continua registrando crescimento e atraindo investimentos privados.

Estrutura inclui parque aquático natural e ampla área de lazer

Entre os principais diferenciais do imóvel está um parque aquático natural formado pelo encontro dos rios Formosinho e Anhumas, com quedas d’água e áreas destinadas à recreação.

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A infraestrutura existente contempla diversos equipamentos já instalados, incluindo:

  • Quiosques de alvenaria com churrasqueiras;
  • Área de camping;
  • Redário com capacidade para até 25 redes;
  • Parque infantil;
  • Piscina;
  • Receptivo para visitantes;
  • Escritório administrativo;
  • Enfermaria;
  • Área para cozinha industrial com acesso independente;
  • Estacionamento;
  • Salão principal com capacidade para aproximadamente 120 pessoas.

A estrutura oferece condições para retomada das atividades turísticas ou adaptação para novos modelos de negócio, reduzindo a necessidade de investimentos iniciais em infraestrutura.

Área de preservação agrega valor ambiental ao empreendimento

Outro destaque da propriedade é a presença de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com aproximadamente 19 hectares.

A área preservada representa um importante ativo ambiental e pode agregar valor a projetos voltados ao turismo sustentável, educação ambiental e conservação da biodiversidade, características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

Pagamento poderá ser parcelado

Um dos atrativos do certame é a possibilidade de parcelamento do valor de aquisição.

Conforme as regras estabelecidas no edital, o comprador poderá efetuar uma entrada correspondente a 40% do valor total da arrematação e parcelar os 60% restantes em até cinco prestações mensais.

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A condição amplia o acesso de investidores interessados em explorar o potencial econômico da propriedade em uma das regiões turísticas mais reconhecidas do país.

Visitação está aberta aos interessados

Os interessados em conhecer o imóvel antes da disputa poderão realizar visitas presenciais até o dia 22 de junho, mediante agendamento prévio junto à organização do leilão.

As visitas ocorrem em dias úteis, permitindo uma avaliação detalhada da infraestrutura, das áreas naturais e do potencial de exploração econômica do empreendimento.

Leilão acontece até 24 de junho

A disputa será conduzida de forma eletrônica pelo leiloeiro oficial responsável pelo certame e permanecerá aberta até as 16 horas (horário de Mato Grosso do Sul) do dia 24 de junho de 2026.

A expectativa é que o imóvel desperte interesse de investidores ligados aos setores de turismo, hotelaria, lazer, agronegócio e conservação ambiental, especialmente diante da valorização crescente dos ativos localizados em Bonito, referência nacional e internacional em ecoturismo.

Com localização estratégica, infraestrutura consolidada e forte apelo ambiental, a propriedade surge como uma oportunidade de investimento diferenciada em um dos mercados turísticos mais promissores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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