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Ministro Fávaro reforça parceria com Singapura e amplia cooperação comercial e agroambiental

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Nesta quinta-feira (16), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu na sede da Pasta, a ministra da Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu Hai Yien, e sua delegação. O encontro teve como foco o fortalecimento das relações comerciais entre os países, com ênfase na cooperação agropecuária e em iniciativas sustentáveis.

Durante a reunião, o ministro Fávaro destacou a sólida relação diplomática e comercial entre Brasil e Singapura, baseada em respeito e confiança mútua. “O Brasil se consolidou como um grande produtor de alimentos e energia, com qualidade e segurança no fornecimento aos nossos parceiros e com respeito ao meio ambiente. Mas uma boa relação comercial é uma via de mão dupla: se nossa vocação é produzir alimentos, também devemos estar abertos a fazer negócios com os produtos de Singapura”, afirmou.

Entre os temas tratados, o ministro ressaltou o empenho do governo brasileiro para a formalização do Acordo de Livre-Comércio entre o Mercosul e Singapura, destacando sua importância para ampliar as oportunidades bilaterais. “Tenho trabalhado intensamente para que possamos formalizar esse acordo, que é fundamental para criar negócios e fortalecer nossos laços econômicos. Confio que o Congresso Nacional brasileiro avançará rapidamente para consolidar este importante marco para nossos países”, disse Fávaro.

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A ministra Grace Fu reforçou o papel estratégico do Brasil para a segurança alimentar de Singapura, lembrando que o país asiático importa mais de 50% das carnes bovina, de aves e suína do Brasil. Ela também destacou a relevância do acordo Mercosul–Singapura para facilitar o comércio e diversificar parcerias.

Durante o encontro, o ministro Fávaro apresentou o programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que tem como meta recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade ao longo dos próximos dez anos, convertendo essas áreas em terras agricultáveis de alto rendimento, sem necessidade de desmatamento. A ministra Grace Fu elogiou a iniciativa e manifestou interesse em promover cooperação tecnológica e ambiental com o Brasil.

“Singapura é uma ilha pequena, com área limitada, mas temos ampla infraestrutura energética e buscamos alternativas para descarbonizar nossa economia. Podemos avançar em cooperações, como o uso de resíduos agrícolas na produção de combustível sustentável para a aviação,” destacou a ministra.

A robustez do sistema de defesa agropecuária brasileiro também foi tema da reunião. O ministro Fávaro ressaltou a confiança internacional no sistema, exemplificando com o rápido controle de um caso isolado de influenza aviária em 2023. “Graças ao nosso sistema de defesa, o vírus foi contido em uma única granja. Agradeço a Singapura por reconhecer prontamente o status de livre da gripe aviária, reforçando a confiança na nossa capacidade sanitária”, afirmou.

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Grace Fu observou que Singapura também adotou protocolos de regionalização, o que garantiu a continuidade das importações brasileiras. “Essa abordagem é vantajosa para todos: permite que os exportadores não afetados continuem operando e ajuda a manter a segurança alimentar. Queremos seguir cooperando com o Brasil nessa área, inclusive em questões relacionadas aos alimentos”, pontuou.

Ao final da reunião, a ministra Grace Fu entregou ao ministro Fávaro o documento oficial do governo de Singapura que autoriza a importação de ovoprodutos brasileiros. Fávaro celebrou o novo mercado aberto e ressaltou seus impactos positivos. “Essa conquista representa mais emprego, mais renda e o fortalecimento do comércio internacional, levando ao mundo alimentos de qualidade produzidos pelo Brasil”, concluiu.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de milho oscila no Brasil com pressão da colheita e baixa liquidez nas negociações

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Mercado de milho registra oscilações e baixa liquidez no Brasil

O mercado de milho no Brasil tem apresentado comportamento misto nos últimos dias, marcado por oscilações nos preços e baixo volume de negociações. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário reflete uma combinação de fatores sazonais, climáticos e movimentos do mercado internacional.

Na B3, os contratos mais curtos registraram pressão negativa, enquanto os vencimentos mais longos apresentaram leve recuperação, sustentados principalmente pela demanda externa.

Avanço da colheita de verão pressiona preços no curto prazo

A principal pressão sobre os preços imediatos está relacionada ao avanço da colheita da safra de verão. O aumento da oferta disponível no mercado interno, somado às expectativas positivas para a segunda safra (safrinha), mantém os compradores em posição confortável.

Além disso, revisões recentes indicando aumento na produção reforçam o viés de baixa no curto prazo, limitando movimentos de valorização.

Demanda internacional sustenta contratos mais longos

Apesar da pressão no mercado físico, os contratos mais longos encontram suporte na atuação do comprador internacional. A demanda externa contribui para equilibrar parcialmente o mercado, evitando quedas mais acentuadas nas cotações futuras.

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Outro fator de pressão vem do cenário global, com expectativa de uma safra maior na Argentina, o que amplia a oferta mundial e influencia diretamente os preços.

Mercado regional: preços e ritmo de negócios variam entre estados

O comportamento do mercado também varia entre as principais regiões produtoras do país:

  • Rio Grande do Sul: No estado, o mercado segue com baixa liquidez, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança de forma irregular devido às chuvas frequentes, embora a produtividade média seja considerada positiva.
  • Santa Catarina: O mercado permanece travado, com pouca movimentação. O descompasso entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores limita o fechamento de negócios.
  • Paraná: A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda safra apresenta boas condições, favorecida por melhora recente no clima. Ainda assim, o ritmo de negociações segue lento, com compradores focados no curto prazo.
  • Mato Grosso do Sul: Os preços mostram reação após quedas anteriores, impulsionados principalmente pela demanda do setor de bioenergia. Apesar disso, a liquidez ainda é considerada limitada.
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Câmbio e demanda seletiva influenciam ritmo do mercado

O cenário macroeconômico também influencia o comportamento do mercado. O câmbio abaixo de R$ 5,00 reduz a competitividade das exportações, enquanto a demanda interna atua de forma seletiva.

Esse conjunto de fatores mantém o mercado brasileiro em compasso de espera, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes.

Perspectiva para o milho indica mercado cauteloso no curto prazo

De forma geral, o mercado de milho segue marcado por cautela. O avanço da colheita, a expectativa de uma safrinha robusta e o cenário internacional pressionam os preços no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a demanda externa e fatores climáticos continuam no radar, podendo influenciar os próximos movimentos. Até lá, a tendência é de manutenção da baixa liquidez e de negociações mais estratégicas por parte de produtores e compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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