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Ministro Fávaro ressalta que novo escritório da ApexBrasil em Mato Grosso vai impulsionar oportunidades e fortalecer o comércio exterior

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Nesta segunda-feira (24), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, inauguraram oficialmente o Escritório da ApexBrasil em Cuiabá (MT). O evento contou ainda com a presença dos adidos agrícolas brasileiros, responsáveis por apoiar a manutenção e expansão de mercados internacionais para o agronegócio brasileiro.

A nova unidade funcionará na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e terá como missão ampliar a capacidade de atração de investimentos estrangeiros e apoiar empresas e produtores locais na diversificação de mercados. Entre 2023 e 2025, o esforço conjunto entre ApexBrasil, Mapa e Ministério das Relações Exteriores (MRE) resultou em mais de 170 ações internacionais em 42 países, alcançando US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendendo mais de 3 mil empresas brasileiras.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou que a instalação do escritório em Mato Grosso reforça o protagonismo do estado. “O maior produtor de alimentos do Brasil, que é o maior do mundo, não tinha um escritório da Apex. Vamos abrir um escritório da Apex para ajudar os mato-grossenses a exportar mais e prosperar. Mato Grosso vai ganhar, os mato-grossenses vão ganhar”.

O ministro também destacou a importância da iniciativa para novas oportunidades. “A parceria construída no governo do presidente Lula entre a Apex, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços abre novas possibilidades de negócios. São quase 500 novos mercados da agropecuária brasileira ampliados nos últimos três anos”, afirmou.

Ele ainda destacou a produção brasileira. “Vocês sabem qual é o maior consumidor dos produtos da agropecuária brasileira? É o Brasil. Setenta por cento do que produzimos fica aqui. Fico feliz com o que ouvi aqui, com uma posição isenta, equilibrada, que elogia o que tem que ser elogiado e critica o que tem que ser criticado”, completou.

Fávaro também ressaltou o papel estratégico da ApexBrasil e dos adidos agrícolas na promoção comercial.
“A Apex tem a vocação de aproximar o empresário brasileiro do comprador internacional. E o adido agrícola, ao ser demandado por uma empresa, identifica o importador no país de destino e promove esse encontro. Além disso, orienta sobre todo o procedimento exportador, documentação, tarifas, questões sanitárias. É um apoio completo, que leva o negócio até acontecer”, disse.

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O ministro finalizou ressaltando a relevância da nova unidade:
“Ter uma Apex aqui em Cuiabá, dentro da casa do produtor rural, na Famato, é a certeza de que vamos continuar estimulando o crescimento da economia do estado, que é o maior produtor de grãos, fibras e carnes do Brasil.”

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, apresentou a expansão da rede internacional da Agência, que passou de nove para quinze escritórios no exterior.

“Estamos estruturando escritórios ao redor do mundo para representar quem exporta no Brasil e também para atrair investimentos. Ter agora um escritório em Cuiabá significa reconhecer que este estado tem um enorme peso no comércio exterior brasileiro. Um terço do superávit comercial do país, cerca de 60 bilhões de dólares, vem de Mato Grosso. É um estado que exporta muito e importa pouco. Trazer um escritório para cá é investir no potencial de ampliar ainda mais esses resultados”, afirmou.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destacou que a presença da ApexBrasil dentro da sede da Federação fortalecerá o setor agropecuário e abrirá novas oportunidades. “A abertura deste escritório vai atrair mais investimentos e ampliar as exportações. É uma conquista importante não só para a economia, mas para o comércio e para o futuro do estado. Vai beneficiar especialmente pequenos empresários e produtores, que agora terão orientação para inserir seus produtos no mercado internacional”, afirmou.

Representando os adidos agrícolas, Alessandra Cruvinel, atual adida no México, destacou o fortalecimento e a crescente visibilidade do trabalho desenvolvido pela rede de adidos brasileiros no exterior. Segundo ela, a cooperação internacional é um dos pilares dessa atuação.

“Grande parte do nosso trabalho é voltada à cooperação. Atuamos para construir pontes, esclarecer percepções e mostrar que o Brasil é um parceiro comprometido, que busca soluções conjuntas e relações equilibradas. Trabalhamos tanto para promover investimentos de empresas brasileiras no exterior quanto para atrair investimentos dos países onde estamos lotados para o Brasil.”

Ela também ressaltou a importância de Mato Grosso para o setor agropecuário brasileiro e para o trabalho dos adidos na área. “É uma honra estar aqui em Mato Grosso, reconhecido por todos os postos como uma referência mundial em agricultura. Lá fora, não fazemos nada sozinhos: atuamos em parceria com associações, empresas e instituições brasileiras. A abertura deste escritório da ApexBrasil amplia ainda mais as possibilidades de cooperação, apoio e integração. Nosso trabalho ganha cada vez mais projeção e reconhecimento”, afirmou.

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ATOS ASSINADOS

Durante a cerimônia, a ApexBrasil firmou convênios estratégicos, que resultaram em mais de 42 milhões de reais em investimentos, para fortalecer a promoção comercial e a qualificação exportadora em Mato Grosso:

  • Qualifica Exportação: consultoria especializada para 50 empresas com maior maturidade exportadora.
  • PEIEX (com o Sebrae-MT): capacitação gratuita para 100 micro e pequenas empresas iniciarem sua trajetória internacional.
  • Convênio com a UNEM: promoção global do etanol e do farelo de milho brasileiros.
  • Convênio com o IBRAFE: fortalecimento da presença internacional do feijão, pulses, gergelim e colheitas especiais.
  • Convênio com a ABRAPA: promoção do algodão brasileiro no exterior e avanço das certificações socioambientais.

As iniciativas, que serão implementadas entre 2026 e 2028, preparam 150 empresas mato-grossenses para competir com mais força nos mercados internacionais.

ESCRITÓRIO DA APEXBRASIL EM MATO GROSSO (EA-MT)

A abertura do EA-MT integra a estratégia de descentralização da ApexBrasil e reforça o trabalho conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para ampliar a presença internacional do agro brasileiro. Com a unidade em Cuiabá, produtores e empresas passam a ter acesso direto aos serviços de promoção comercial, inteligência de mercado e atração de investimentos estrangeiros diretos (IED).

A iniciativa se soma ao trabalho do Mapa no estado, que mantém uma agenda ativa de articulação com o setor produtivo e com a rede de adidos agrícolas. Esses representantes técnicos atuam nas embaixadas brasileiras, identificando oportunidades, monitorando requisitos sanitários e fitossanitários e abrindo caminhos para novos mercados.

Com o escritório da ApexBrasil em Mato Grosso, essa atuação ganha mais capilaridade, fortalecendo a preparação das empresas locais e conectando de forma mais eficiente produtores, diplomacia agrícola e compradores internacionais.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Da pesca artesanal ao prato dos estudantes: como o peixe chega à alimentação escolar

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O peixe que sustenta comunidades pesqueiras em todo o Brasil também tem chegado ao prato de milhões de estudantes da rede pública. Relatório do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) revela que o pescado oriundo da pesca artesanal já integra a alimentação escolar, com planejamento nutricional, preparo cotidiano pelas merendeiras e alinhamento à cultura alimentar de cada território.   

A pesquisa, realizada de forma on-line entre os dias 3 e 15 de novembro de 2025, reuniu respostas de 2.330 mil profissionais, entre eles nutricionistas responsáveis técnicos, merendeiras e merendeiros que atuam no PNAE, em diferentes regiões do país, e evidencia tanto pontos de convergência nas práticas do cotidiano escolar quanto diferenças importantes na leitura que os dois grupos fazem sobre a realidade das escolas.   

O levantamento, conduzido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), analisou a presença do pescado na alimentação escolar pública e identificou diferenças relevantes entre a percepção de nutricionistas responsáveis técnicos (RTs) e merendeiras em relação à oferta, à aceitação pelos estudantes e aos principais desafios para a inclusão desse alimento no PNAE. Esta ação intersetorial está ligada ao Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo decreto federal 11.626, de 2023, e em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional da Pesca Artesanal.   

Entre os resultados do levantamento, os dados mostram que ainda há espaço, possibilidades concretas e saborosas para ampliar a presença do pescado nas escolas públicas. Segundo os nutricionistas, 64% indicam que o alimento ainda não é servido nas unidades escolares sob sua responsabilidade. Entre as merendeiras, esse percentual é menor, de 46%, o que aponta oportunidades de expansão da oferta no âmbito do PNAE.  

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O estudo integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal e à ampliação do consumo de pescado nas escolas públicas brasileiras, contribuindo para orientar políticas públicas e iniciativas de qualificação dos cardápios no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Neste sentido, a proposta de ações, fomento e estímulo governamental enfatiza o aumento e a ampliação da aquisição do pescado artesanal na compra pública nacional.   

Espinhas, custo e hábito alimentar são principais barreiras  

O relatório também identificou pontos que ajudam a orientar estratégias para ampliar a presença do pescado nos cardápios escolares. Entre as merendeiras, o cuidado com espinhas aparece como o eixo mais citado, mencionado por 54% das respondentes. Já entre nutricionistas, o custo do produto e a atenção com espinhas aparecem com igual destaque, ambos com 50%, indicando temas prioritários para o planejamento das ações de expansão da oferta.   

A falta de hábito alimentar também foi apontada por metade das merendeiras como um fator a ser trabalhado, ao lado de questões como disponibilidade de fornecedores locais, aceitação dos estudantes e necessidade de equipamentos adequados para preparo.   

Outro fator analisado foi o suporte institucional recebido pelas equipes escolares. Proporcionalmente, 38% das merendeiras indicaram receber apoio técnico suficiente, enquanto entre nutricionistas esse percentual foi de 24%. A diferença pode estar relacionada à atuação direta das merendeiras nas unidades escolares e ao contato frequente com as equipes técnicas da rede, enquanto os nutricionistas responsáveis técnicos avaliam o suporte considerando também desafios estruturais mais amplos dos sistemas de Ensino.  

Tilápia lidera entre espécies mais utilizadas   

O estudo aponta resultados semelhantes entre nutricionistas e merendeiras quanto à escolha das espécies de pescado e às práticas de preparo nas cozinhas escolares. A tilápia aparece como a espécie predominante nos cardápios escolares, seguida por sardinha, atum e cação. Também há alinhamento entre prescrição técnica e execução nas cozinhas escolares, com predominância do uso de filé e preparo assado, considerados formatos mais adequados ao contexto da alimentação escolar.   

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Hambúrguer, almôndega, pão de peixe e outras preparações alternativas com pescado ainda são pouco frequentes nas escolas. Entre as merendeiras, 67% afirmaram não utilizar essas opções, enquanto entre nutricionistas o percentual chega a 56%. O dado indica necessidade de ampliação de capacitações e desenvolvimento de receituários adaptados à realidade das cozinhas escolares, especialmente para facilitar a aceitação pelos estudantes. 

Panorama regional da oferta de pescado    

O levantamento apresenta os 12 estados com maior percentual de oferta regular de pescado e evidencia diferenças regionais na alimentação escolar. Essas variações estão diretamente relacionadas a fatores geográficos, culturais, produtivos e logísticos, que influenciam a inserção desse alimento nos cardápios do PNAE. Nos estados da Região Norte, como Acre (62,5%), Rondônia (60,5%) e Amapá (50%), os maiores percentuais estão associados à tradição ribeirinha e à ampla disponibilidade de pescado na alimentação cotidiana. Em Santa Catarina (45,7%), o desempenho está relacionado à presença de uma cadeia pesqueira artesanal estruturada.   

Já estados como Ceará (38,3%) e Rio de Janeiro (36,8%) apresentam índices intermediários, resultado da tradição litorânea, ainda que com desafios de distribuição para municípios do interior. Em São Paulo (31,4%), a heterogeneidade entre litoral e interior influencia a menor regularidade da oferta. Minas Gerais, com cerca de 18%, registra o menor percentual por ser um estado sem litoral e com menor tradição pesqueira. 

*Matéria originalmente publicada no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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