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Ministro Silvio Costa Filho participa da assinatura de convênio para projeto da nova sede da Polícia Federal no Porto de Santos

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou da assinatura do convênio para a elaboração do projeto executivo da nova sede da Delegacia da Polícia Federal no Porto de Santos (SP). A iniciativa representa uma etapa decisiva para a viabilização do empreendimento, ao garantir o detalhamento técnico necessário ao início das obras.

Para Costa Filho, a nova estrutura é estratégica no enfrentamento à criminalidade transnacional e na proteção das fronteiras marítimas. “Como a maior instalação portuária da América Latina, o Porto de Santos lida com desafios complexos, como o tráfico internacional de drogas, o contrabando e outras formas de crime organizado. Enfrentar esse cenário exige uma infraestrutura robusta e capacidade operacional ampliada, e é isso que a nova sede da Polícia Federal vai proporcionar”, afirmou.

A unidade será construída dentro da poligonal do porto, com acesso direto ao canal do estuário, em uma área de aproximadamente 5,8 mil metros quadrados. O edifício terá dez pavimentos e reunirá, em um único complexo, todas as estruturas operacionais e administrativas da Polícia Federal em Santos. “A ação de hoje representa uma decisão estratégica do estado brasileiro de fortalecer sua presença em um dos ambientes mais relevantes e desafiadores do país”, declarou o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo.

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“Principal eixo logístico do país, ele é fundamental para a economia nacional e para a competitividade internacional. Exatamente por isso é alvo constante das organizações criminosas, especialmente do tráfico de drogas”, alertou o superintendente.

Segundo Sanfurgo, a localização estratégica da nova sede representa um salto de qualidade na capacidade operacional da PF para proteger a comunidade portuária. “Trabalhadores e instituições que atuam no Porto precisam de um ambiente seguro, previsível e íntegro para exercer suas atividades. O enfretamento ao crime organizado exige estratégia, integração e investimento contínuo e tecnológico, atuação coordenada e presença efetiva no ambiente, especialmente nos pontos críticos. É isto que este projeto representa,” ressaltou.

Mais investimentos em Santos

Além do lançamento do projeto da nova sede da PF, foram anunciados mais investimentos no Porto de Santos. Os recursos são para a segunda fase da Perimetral do Guarujá e para a construção de dois novos berços do Alemoa.

“Em três anos, nós entregaremos a segunda fase da Perimetral do Guarujá. São três quilômetros que contam com investimento de R$ 1 bilhão. Juntamente com o túnel e o aeroporto, a obra vai mudar a realidade dessa cidade que é tão importante para a operação portuária, explica o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.

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Já sobre os novos berços do Alemoa, Pomini afirmou que a construção conta com investimentos de R$ 350 milhões das empresas parceiras. “Por meio dessa pareceria, o Porto cresce nas margens, pelas perimetrais, com novas infraestruturas de berço e consegue atender a demanda crescente para a movimentação de todas as cargas”, ressaltou.

Pomini também falou sobre os investimentos no Túneo Santos-Guarujá. Segundo ele, o cronograma da obra está mantido, assim como a disponibilidade de recursos da ordem de R$ 2,6 bilhões para a obra por parte da Autoridade Portuária.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, todos esses investimentos em infraestrutura são fundamentais para fortalecer o Porto de Santos e cada vez mais ampliar as operações comuns. “São mais de R$ 4 bilhões de investimentos em requalificação de molhes. Contamos também com recursos de terminais privados para melhoria da infraestrutura. Além do prédio da Polícia Federal, todos os outros investimentos anunciados também serão fundamentais para fortalecer o maior proto da América Latina”, afirmou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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