Agro News

Missão do Brasil à Itália reúne agenda intensa na FAO e celebra o protagonismo do café brasileiro

Publicado

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, entre 29 de setembro e 1º de outubro, de uma série de eventos na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e contou com a adida agrícola do Brasil na FAO, Fernanda Magalhães; o diretor de Saúde Animal, Marcelo Mota; o coordenador-geral da SDR, Bruno Leite; e o pesquisador Alexandre Morais do Amaral.

Durante a missão, o Brasil reforçou seu compromisso com a sustentabilidade, a segurança alimentar e o comércio internacional de produtos agropecuários. A agenda incluiu participação em três eventos centrais da FAO: o lançamento das novas diretrizes da Parceria para Avaliação Ambiental e Desempenho da Pecuária (LEAP); o seminário “Celebrating Coffee: Sustainability, Culture and Development”; e a conferência ministerial de alto nível “FAO Global Conference on Sustainable Livestock Transformation”.

Na abertura da conferência da FAO sobre pecuária sustentável, o secretário Luís Rua destacou as políticas brasileiras voltadas à redução do desmatamento e à recuperação de pastagens degradadas, com ênfase nos sistemas integrados de produção (lavoura-pecuária-floresta), que já somam cerca de 17 milhões de hectares no país. “O modelo brasileiro alia produtividade e conservação. É um sistema que produz, preserva e contribui para a segurança alimentar global”, afirmou.

Leia mais:  FMC lança Sofero™ Fall, tecnologia biológica inédita no controle da lagarta-do-cartucho

Rua também defendeu a importância de metodologias científicas para medir e aprimorar a sustentabilidade na cadeia pecuária, ressaltando o papel de instituições como a Embrapa na disseminação de tecnologias agrícolas em diversos continentes. O Brasil é um dos países com maior participação técnica nas publicações do LEAP, grupo que reúne especialistas para definir métricas e boas práticas de produção sustentável.

CAFÉ COMO SÍMBOLO CULTURAL E DE COOPERAÇÃO BRASIL–ITÁLIA

O café foi abordado em dois momentos: no “Dia Internacional do Café”, promovido pela Embaixada do Brasil em Roma e pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), e no evento da FAO dedicado à sustentabilidade e à cultura do produto. O Brasil apresentou os avanços da cafeicultura nacional e reforçou os laços históricos com a Itália. Atualmente, o país figura entre os quatro maiores compradores de café brasileiro e tem no expresso um símbolo nacional.

Os debates destacaram a relevância do café como produto que une tradição, sustentabilidade e inovação. O secretário Luís Rua lembrou que “quatro em cada dez xícaras de café consumidas na Itália têm origem no Brasil” e que o fortalecimento dessa parceria é estratégico para ampliar o reconhecimento dos cafés brasileiros de qualidade e de origem controlada.

Leia mais:  Cana-de-açúcar no Brasil: tecnologia e inovação transformam produção e geram bioenergia

DIÁLOGO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 

Nos intervalos dos eventos, a delegação brasileira manteve reuniões bilaterais com representantes de países da África e da América Central, como Quênia, Guatemala e Burkina Faso, tratando de temas ligados à restauração de áreas degradadas, pautas sanitárias e à cooperação técnica.

A missão aprimorou o papel do Brasil como ator global na promoção da agropecuária sustentável e do diálogo multilateral. “Seguimos as diretrizes do ministro Carlos Fávaro na busca por oportunidades que melhorem a vida dos nossos produtores e ampliem o acesso dos alimentos brasileiros no mundo”, concluiu Rua.

SOBRE A FAO

Criada em 1945, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) tem como objetivo erradicar a fome e promover sistemas alimentares sustentáveis. A instituição reúne 194 países-membros e atua no desenvolvimento de políticas, projetos e diretrizes técnicas voltadas à segurança alimentar, à nutrição e à sustentabilidade do setor agropecuário.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brazil Wine Challenge reúne 89 especialistas internacionais e avalia mais de 1.100 amostras de 19 países em Bento Gonçalves (RS)

Publicado

O 13º Brazil Wine Challenge, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), consolida sua posição entre os principais concursos de vinhos da América Latina ao reunir 89 especialistas internacionais para a avaliação de 1.127 amostras provenientes de 19 países.

O evento ocorre entre os dias 16 e 18 de junho, em Bento Gonçalves (RS), e destaca-se pelo rigor técnico, pela diversidade de jurados e pela metodologia de avaliação às cegas, garantindo imparcialidade e alto padrão de análise.

Júri internacional reúne especialistas de nove países

O corpo de jurados desta edição é formado por enólogos, sommeliers, pesquisadores, professores, jornalistas especializados e profissionais do setor vitivinícola.

Os especialistas representam nove países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e Uruguai. Entre eles, 10 atuam como presidentes de júri, responsáveis por coordenar as sessões de avaliação e assegurar o cumprimento das normas técnicas.

A composição multicultural do júri reforça a credibilidade do concurso e contribui para uma análise mais ampla e criteriosa das amostras inscritas.

Leia mais:  Brasil apresenta para Unesco candidatura do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, à Lista do Patrimônio Mundial Natural
Edição histórica reúne 1.127 amostras de 19 países

O Brazil Wine Challenge 2026 registra números inéditos: são 1.127 amostras avaliadas, enviadas por 190 vinícolas de 19 países.

Além do Brasil, participam produtores da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Azerbaijão, Bolívia, Bulgária, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Moldávia, Nova Zelândia, Portugal, Rússia, Turquia e Uruguai.

O volume e a diversidade internacional reforçam a relevância do concurso e a confiança do setor vitivinícola global na avaliação promovida pela ABE.

Concurso segue normas da OIV e garante rigor técnico

O Brazil Wine Challenge é o único concurso do Brasil realizado sob as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), referência mundial em padronização de concursos enológicos.

O evento também conta com o respaldo da Associação de Enólogos da América, o que reforça a consistência metodológica e o reconhecimento internacional dos resultados.

De acordo com o presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, a credibilidade do concurso está diretamente ligada à qualificação do corpo de jurados e ao rigor técnico aplicado em todas as etapas.

Leia mais:  USDA mantém projeções para soja e milho dos EUA, mas eleva estoques globais e reforça cenário de oferta confortável
Degustação às cegas garante imparcialidade na avaliação

Todos os vinhos e espumantes são avaliados às cegas, sem identificação de origem, marca ou produtor. As sessões são conduzidas por presidentes de mesa designados especificamente para assegurar o cumprimento dos critérios estabelecidos pela OIV.

Os resultados finais serão divulgados ao término do concurso, consolidando o ranking oficial das amostras avaliadas nesta edição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana