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MJSP compõe Grupo de Trabalho para combater manipulação de resultados esportivos

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Brasília, 09/09/2025 – O Governo Federal instituiu um Grupo de Trabalho Interministerial que será responsável pela elaboração da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos. O colegiado é composto por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), da Polícia Federal (PF), do Ministério da Fazenda (MF) e do Ministério dos Esportes (MEsp). A iniciativa foi formalizada pela Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP nº 1, de 15 de agosto de 2025, publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira (9).

O objetivo é fortalecer a cooperação entre órgãos públicos e desenvolver mecanismos eficazes de prevenção, detecção, investigação e repressão a fraudes esportivas, em especial as relacionadas a apostas ilegais. Caberá ao grupo propor a política nacional de enfrentamento a esse tipo de crime.

A iniciativa responde à crescente preocupação com casos de manipulação de resultados esportivos, que frequentemente envolvem corrupção, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas transnacionais. A medida busca assegurar a integridade e a credibilidade das competições esportivas no Brasil.

Contribuições do MJSP

O MJSP participa de forma estratégica no colegiado, com representantes de suas secretarias:

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Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp): atuará na proposição de projetos voltados à integração de dados e inteligência entre os órgãos parceiros, além de sugerir um fluxo colaborativo para recebimento e tratamento de denúncias, evitando sobreposição de instâncias. A Senasp também irá fortalecer a capacidade investigativa e preventiva contra fraudes esportivas, promover a qualificação técnica de profissionais e estimular o intercâmbio de informações e boas práticas.

– ⁠Secretaria Nacional de Justiça (Senajus): será responsável por inserir o tema da manipulação de resultados na pauta da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) e na grade curricular do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD). A Senajus também colocará à disposição a Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) para análise de dados e atuará em cooperação internacional para recuperação de ativos vinculados a esses crimes no exterior.

Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon): terá papel central na proteção dos consumidores, sobretudo após a regulamentação das apostas digitais no País. Sua atuação visa garantir transparência, integridade e segurança aos cidadãos diante dos riscos associados à manipulação de resultados esportivos.

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Atuação do colegiado

Os trabalhos do grupo tiveram início em junho, com reuniões técnicas para identificar desafios e definir estratégias necessárias ao cumprimento das atividades do grupo previstas na portaria. A próxima agenda será o primeiro Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados, previsto para 29 de setembro, na sede do Ministério dos Esportes.

Entre as atribuições do colegiado, estão a definição de diretrizes alinhadas a padrões internacionais, a criação de fluxos integrados para recebimento e tratamento de denúncias, a análise de legislações e boas práticas estrangeiras e o desenvolvimento de materiais de capacitação para agentes públicos no enfrentamento da manipulação de resultados esportivos.

O prazo de duração do grupo é de 180 dias, contados a partir da primeira reunião, com possibilidade de prorrogação por igual período. Ao final dos trabalhos, será apresentado um relatório consolidado com os resultados alcançados aos ministros da Fazenda, do Esporte e da Justiça e Segurança Pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Na Holanda, MME participa do principal congresso mundial sobre combustível sustentável de aviação

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participa, entre os dias 15 e 17 de junho, do SAF Global Congress, em Amsterdã, na Holanda, principal evento internacional dedicado ao combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).

Representando a pasta, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, apresentou os avanços da política brasileira para o setor e destacou as oportunidades para ampliar investimentos e fortalecer a cadeia de produção de combustíveis sustentáveis no país.

Ao longo do congresso, a comitiva brasileira participa de diversos painéis sobre o papel dos governos na criação de um ambiente favorável aos investimentos em SAF, destacando o potencial brasileiro para a expansão da produção do combustível e as oportunidades da América Latina para transformar vantagens competitivas em projetos em escala comercial. Além do MME, participaram da delegação brasileira instituições como Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e ApexBrasil.

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Os debates reunem os principais atores globais do setor, incluindo representantes de governos, empresas, companhias aéreas e instituições financeiras.

Em sua participação, o secretário destacou que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como um dos principais fornecedores de combustível sustentável de aviação no mundo, graças à experiência acumulada na produção de biocombustíveis, à diversidade de matérias-primas e ao ambiente regulatório construído nos últimos anos. “O Brasil tem vantagens competitivas que poucos países possuem. Estamos construindo um ambiente seguro para investimentos e dialogando com os principais agentes internacionais para transformar esse potencial em projetos concretos, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, afirmou Dutra.

Além das perspectivas para o mercado brasileiro, as discussões abordaram temas como os mecanismos de incentivo à produção de SAF, os desafios para redução de custos, as estratégias adotadas por diferentes países para cumprir metas de descarbonização da aviação e o papel da cooperação internacional na ampliação da oferta global do combustível. Também foram debatidas as oportunidades para fortalecer a integração entre os países da América Latina e ampliar a participação da região na transição energética do setor aéreo.

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Segundo estudos apresentados pelo MME durante o evento, o Brasil possui potencial para produzir até 9 bilhões de litros de SAF a partir das matérias-primas mapeadas no país, volume equivalente a cerca de 125% do consumo brasileiro atual de querosene de aviação fóssil, o que fortalece a posição do País como potencial exportador.

Além disso, projetos viabilizados em escala comercial podem elevar a oferta nacional para aproximadamente 3,6 bilhões de litros por ano até 2035, consolidando o país como um importante polo de investimentos para a indústria de combustíveis sustentáveis de aviação.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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