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MJSP participa das discussões sobre projeto de lei que protege crianças e adolescentes na internet

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Brasília, 20/08/2025 – A secretária nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Lílian Cintra de Melo, participou, nesta quarta-feira (20), no Plenário da Câmara dos Deputados, dos debates sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2.628/2022. A matéria busca regular as redes sociais para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

O PL de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) propõe que as plataformas digitais tomem medidas para prevenir que crianças e adolescentes acessem conteúdos ilegais ou considerados inadequados para a faixa etária. O texto também prevê regras para a supervisão de pais e responsáveis e torna uma exigência a adoção de mecanismos confiáveis para a verificação da idade dos usuários nas redes sociais.

“Nós do Governo Federal apoiamos essa prioridade absoluta que tem sido dada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Houve um amplo debate com a sociedade e podemos ter avanços significativos na proteção delas no ambiente digital”, afirmou a secretária.

Dados da Polícia Federal mostram que o Brasil é um dos recordistas em recebimento de denúncias de abuso e exploração sexual infantil. Em 2024, foram feitos, aproximadamente, 600 mil relatórios. Hoje, a média é de 2.700 denúncias de abuso e exploração recebidas todos os dias. “Esse é um espaço em que precisamos avançar e levar segurança na internet para crianças e adolescentes”, disse a titular da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi).

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A Constituição Federal estabelece que a responsabilidade para proteger a infância e a juventude é compartilhada entre Estado, família e sociedade. “Quando falamos em sociedade, também estamos falando na função social que as empresas exercem no ambiente digital. Quando olhamos para os desafios trazidos, aqui, hoje, é função de todos os brasileiros e brasileiras, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas, proteger nossas crianças e adolescentes”, destacou.

Estratégia Crescer em Paz

O MJSP atua, de forma efetiva, na proteção da infância e da juventude e lançou, em 2025, a Crescer em Paz: Estratégia de Justiça e Segurança Pública para Proteção de Crianças e Adolescentes. A iniciativa foi construída com a participação de todas as secretarias do MJSP em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e em diálogo com outros órgãos do Governo Federal. A iniciativa apresenta 45 ações que visam a prevenção a violências, o acolhimento e a recuperação das vítimas e a facilitação do acesso à justiça.

A secretária da Sedigi afirmou, na Câmara dos Deputados, que a estratégia dialoga com o projeto de lei em discussão, uma vez que instituiu grupos de trabalho para definição de padrões de verificação etária para proteger as crianças e adolescentes também no ambiente virtual, além de aperfeiçoar os canais governamentais de denúncia. O MJSP também vem dialogando com a sociedade e modernizando a política de classificação indicativa também nas redes sociais. “Nós estamos pensando em padrões de verificação de idade que sejam compatíveis com a proteção de dados pessoais e colocando o nosso máximo esforço para levar proteção às crianças e adolescentes no ambiente digital. Esse é um passo fundamental para o avanço que todos desejamos”, concluiu.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Acordo entre Justiça e Fazenda amplia proteção de direitos digitais no mercado de apostas on-line

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Brasília, 17/6/2026 – A proteção dos consumidores no mercado regulado de apostas ganhou novo reforço na terça-feira (16), durante o I Seminário de Proteção ao Consumidor Apostador e Jogo Responsável, realizado no Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, na capital federal.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), assinaram o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº28/2026 durante encontro que reuniu especialistas e autoridades para debater os desafios relacionados à expansão do mercado de apostas no Brasil.

O objetivo do acordo é desenvolver ações para identificar e combater os chamados padrões manipulativos (dark patterns), recursos utilizados em plataformas digitais que podem influenciar indevidamente o comportamento dos usuários e comprometer a tomada de decisões conscientes.

Os dois órgãos atuarão em conjunto na produção de conhecimento sobre os impactos das apostas de quota fixa nos ambientes digitais, compartilhando informações e experiências que possam contribuir para o fortalecimento da regulação e da fiscalização do setor.

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“Esse canal permanente de comunicação e cooperação institucional, voltado à proteção dos usuários e ao aprimoramento das políticas públicas, formaliza e fortalece o diálogo cotidiano entre as equipes da SPA e da Sedigi. A iniciativa cria condições para uma atuação ainda mais coordenada diante dos desafios trazidos pela digitalização do mercado”, afirmou o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes.

A cooperação também prevê análises sobre publicidade responsável, transparência das plataformas, mecanismos de proteção aos consumidores e classificação de riscos associados ao uso problemático de jogos e apostas.

As ações deverão subsidiar a elaboração de orientações, recomendações e instrumentos regulatórios voltados ao combate a práticas abusivas e à promoção de um ambiente digital mais seguro e transparente.

Produção de conhecimento e capacitação

O acordo prevê ainda a realização de pesquisas, seminários, cursos e eventos técnicos destinados ao aperfeiçoamento das políticas públicas relacionadas à proteção dos consumidores-apostadores.

Também estão previstas ações de educação e conscientização para informar a população sobre os riscos associados às apostas, os direitos dos consumidores e os mecanismos de proteção disponíveis.

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Compartilhamento de informações

A parceria estabelece um fluxo de cooperação técnica para a troca de informações e dados necessários ao desenvolvimento de estudos e análises, em conformidade com as normas de sigilo, proteção de dados pessoais e segurança da informação.

A SPA contribuirá com informações relacionadas ao mercado regulado de apostas e à sua atuação regulatória, enquanto a Sedigi fornecerá subsídios técnicos voltados à proteção de direitos digitais e à defesa dos usuários em ambientes digitais.

Vigência

O Acordo de Cooperação Técnica terá vigência inicial de 24 meses, podendo ser prorrogado mediante interesse das instituições participantes. Ao término da execução, será elaborado relatório conjunto para avaliação dos resultados alcançados e dos benefícios gerados para a administração pública e para a sociedade.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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