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MJSP participa de seminário sobre regulação de IA e plataformas digitais no Brasil

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Brasília, 8/4/2026 – O Seminário Regulação de Plataformas Digitais e de IA no Brasil: Desafios Institucionais e Perspectivas Legislativas, promovido pelo Instituto Brasileiro de Concorrência e Inovação (IBCI), na terça-feira (7), na capital federal, contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O secretário nacional de Direitos Digitais (Sedigi), Victor Oliveira Fernandes, integrou o painel de abertura Regulação da Inteligência Artificial: Caminhos Possíveis e Desafios Institucionais.

Segundo Victor, a pasta funciona como um eixo central em um governo no qual o tema digital é transversal, tendo como foco principal a promoção de políticas públicas e a defesa de direitos no ambiente digital, de maneira multissetorial.

“A Sedigi atua na articulação interna do Governo e também na interlocução com o Congresso Nacional e com o setor privado para promover iniciativas regulatórias e políticas públicas voltadas à garantia desses direitos”, enfatizou o secretário.

Inteligência Artificial

No que diz respeito à Inteligência Artificial, a Sedigi não apenas acompanha de perto a tramitação do Projeto de Lei 2.338, sob a relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro, mas também investe em iniciativas de soft law. A exemplo da consulta pública aberta até 19 de abril sobre o Guia de Uso Ético de IA.

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O documento busca traduzir discussões técnicas densas em linguagem simples, abordando os riscos da tecnologia, as iniciativas internacionais e, principalmente, os direitos dos usuários, como o princípio da explicabilidade dos sistemas.

Ainda de acordo com o secretário nacional de Direitos Digitais, a necessidade de uma coordenação institucional ampla, uma vez que a IA é uma tecnologia de propósito geral, a experiência de sandboxes regulatórios e o fomento à inovação sustentável, devem caminhar juntos com o princípio da assimetria regulatória, com tratamento legal diferenciado entre agentes do mercado, geralmente em relação a aspectos como regulamentação, custos e oportunidades.

“É essencial que a carga regulatória seja calibrada para não sufocar o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e startups, garantindo um ambiente competitivo e inovador”, concluiu Oliveira.

Também participaram do painel o presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Ortunho Júnior; a head de Políticas Públicas do TikTok Brasil, Monica Steffen Guise; o diretor de Relações Governamentais do Google Brasil, Marcelo Lacerda; e a economista-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Lilian Severino.

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Premiação e evidências

A solenidade incluiu a entrega do Prêmio IBCI de reconhecimento aos destaques de 2025 em inovação e concorrência, nas categorias Decisão Inovadora em Concorrência, Solução Empresarial Inovadora, Liderança em Projeto de Interesse Público, Política Pública Inovadora (Regulador) e Política Pública de Promoção da Concorrência — categoria em que venceu o procedimento de Avaliação Regulatória e Concorrencial (PARC) do Ministério da Fazenda. Essa iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre regulação e concorrência, promovendo um ambiente mais eficiente e inovador.

Dedicado ao fomento do debate qualificado sobre política de concorrência, regulação e inovação no Brasil, o IBCI abordou, no segundo painel, a regulação responsável das plataformas digitais e o compromisso com o debate baseado em evidências.

A programação foi encerrada com a assinatura do Compromisso por um Debate Responsável.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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