Agro News

MMA abre consultas públicas para avançar na regulamentação da logística reversa de embalagens plásticas

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) abriu, na última terça-feira (27/01), consultas públicas para receber contribuições a propostas de portarias que estruturam o sistema de logística reversa de embalagens plásticas no BrasilOs mecanismos integram a terceira etapa de regulamentação do Decreto n °12.688/2025, que define regras para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). 

A norma determina as responsabilidades de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na estruturação e implementação da logística reversa, além de estabelecer modelos de operação, obrigações para o setor empresarial e metas progressivas até 2026, com foco no fortalecimento da economia circular e no retorno do material ao ciclo produtivo. 

As consultas tratam do Índice de Reciclabilidade das Embalagens de Plástico e dos requisitos técnicos e procedimentos operacionais para a retirada de rejeitos resultantes da triagem das embalagens plásticas 

Previsto no art. 43 do decreto, o Índice de Reciclabilidade das Embalagens de Plástico busca orientar e estimular o aprimoramento do design das embalagens. Já a proposta de portaria sobre os rejeitos detalha critérios técnicos e procedimentos operacionais para o manejo dos materiais que não são passíveis de reciclagem após a triagem. A medida é fundamental para o funcionamento do sistema de logística reversa e para a atuação das cooperativas de catadores. 

Leia mais:  Marina Silva defende que COP30 traga caminho para implementar transição energética

As propostas estão disponíveis na plataforma Brasil Participativo, e as sugestões e contribuições poderão ser enviadas até o dia 11 de fevereiro. 

Também permanece aberta a consulta pública sobre a proposta que institui o Sistema Nacional de Logística Reversa (SISREV-BR), ferramenta voltada ao monitoramento, à rastreabilidade e ao reporte de resultados dos sistemas de logística reversa no país, no âmbito do Programa Nacional de Logística Reversa. A proposta está disponível na mesma plataforma, e as sugestões poderão ser encaminhadas até o dia 31 de janeiro, por meio do formulário eletrônico disponível aqui. 

As três frentes de regulamentação, que estão em processo de consulta pública, concentram os principais dispositivos do decreto. As etapas seguintes serão regulamentadas ao longo de 2026. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

Publicado

Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

Leia mais:  Serro realiza 3º Concurso Regional de Qualidade do Leite para valorizar produtores de Queijo Minas Artesanal

Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

Leia mais:  Julgamento da isenção de impostos sobre agrotóxicos pode mexer no custo da produção

“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana