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MMA assina acordos para fortalecer trilhas em unidades de conservação durante 9º Encontro do Fórum SNUC

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, nos dias 19 e 20 de maio, em Brasília (DF), o 9º Encontro do Fórum de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (FSNUC) – principal espaço de articulação federativa das áreas protegidas brasileiras. Durante o evento, foram assinados Acordos de Cooperação para o fortalecimento de trilhas e gestão de áreas naturais protegidas.

A assinatura das decisões contou com a presença da secretária-executiva do MMA, Anna Flávia de Senna Franco, do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, e do diretor de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa.

Ambos os acordos têm como característica a cooperação baseada no compartilhamento de conhecimentos, na capacitação, na implementação de trilhas e na articulação institucional. Entre os impactos esperados estão a melhoria da coleta e análise de informação, o aumento da visitação qualificada em UCs, o fortalecimento da conectividade de ecossistemas e a valorização das trilhas como instrumentos de conservação e desenvolvimento territorial.

Resoluções

O primeiro acordo foi firmado entre MMA, ICMBio e a Associação Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, e prevê uma aliança estratégica para a implementação e expansão da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas). A cooperação reforça o papel das trilhas como infraestrutura verde essencial, capaz de integrar paisagens, conectar UCs e fomentar o turismo sustentável. A atuação conjunta permitirá ampliar a governança da RedeTrilhas, fortalecer a padronização e sinalização das trilhas, além de impulsionar a geração de oportunidades econômicas em comunidades locais.

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Já o segundo acordo, firmado entre o MMA e o Instituto Semeia, amplia o apoio à qualificação da gestão de áreas protegidas, com foco na capacitação, produção de conhecimento e intercâmbio de experiências.

“Esses acordos representam um salto de qualidade na forma como o Brasil estrutura o uso público e a conectividade em suas áreas naturais. São parcerias complementares, que combinam inovação, cooperação e escala para consolidar um modelo de conservação que protege a biodiversidade, valoriza as pessoas e promove oportunidades em todo o país”, destacou Bernardo Issa, diretor de Áreas Protegidas do MMA.

Com as novas parcerias, o MMA reafirma seu compromisso com soluções inovadoras e colaborativas, alinhadas às diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e à crescente agenda de promoção do acesso responsável à natureza no Brasil.

9º Encontro do Fórum SNUC

A assinatura dos acordos de cooperação foi realizada durante o 9º Encontro do Fórum de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (FSNUC), que integrou a programação do XII Seminário Brasileiro e VII Encontro Latino‑americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (XII SAPIS e VII ELAPIS), em Brasília (DF). 

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Além das autoridades presentes nas assinaturas dos acordos de cooperação, integraram o evento o secretário-executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, e o presidente do FSNUC, Antônio Gutemberg, também presidente do IBRAM/DF.

O 9º FSNUC reflete o compromisso do MMA de ampliar a cooperação federativa e avançar em agendas essenciais para as UCs, como efetividade da gestão, conectividade e biodiversidade. Durante a programação, foram discutidos temas estratégicos para o fortalecimento do SNUC, entre eles regularização fundiária, sustentabilidade financeira e governança.

Também foram apresentados os resultados dos grupos de trabalho do Fórum, que atuam em agendas relacionadas à sustentabilidade financeira, criação de unidades de conservação, regulamentação, capacitação e turismo. Além disso, foi instituído formalmente o Grupo de Trabalho (GT) de Regularização Fundiária, além do GT de Gestão Administrativa.

Os participantes realizaram, ainda, visita técnica à Floresta Nacional de Brasília, permitindo o intercâmbio de experiências relacionadas à conservação, conectividade ecológica e gestão territorial, além de trilha interpretativa na região dos Murunduns, também na capital federal.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil destaca avanços do Plano Clima Adaptação e dos Indicadores de Belém na NAP Expo 2026

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima, integrou a delegação brasileira da NAP Expo 2026. O evento realizado entre os dias 18 e 21 de maio, em Kigali, Ruanda, é um dos principais fóruns internacionais dedicados à adaptação à mudança do clima.

Promovida por organismos internacionais e instituições de financiamento climático, a NAP Expo reúne anualmente representantes de governos, organismos multilaterais, setor privado, academia e sociedade civil para compartilhar experiências e fortalecer a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs, na sigla em inglês).

Com o tema “Resiliência Climática até 2030 e Além”, a edição de 2026 teve como foco a implementação do Objetivo Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês) e do Marco dos Emirados Árabes Unidos para a Resiliência Climática Global, adotado na COP28. O evento também destacou os Indicadores de Adaptação de Belém, aprovados durante a COP30, no último ano, que são considerados um importante avanço para o monitoramento e a avaliação dos esforços globais de adaptação.

A programação contou com sessões plenárias, oficinas técnicas, clínicas especializadas e espaços de diálogo entre países e instituições financiadoras. Entre os temas discutidos estiveram financiamento da adaptação, monitoramento e avaliação, desenvolvimento de projetos e portfólios de adaptação, implementação subnacional, soluções baseadas na natureza e fortalecimento da resiliência climática.

Experiência brasileira

O Brasil integrou um dos grupos de trabalho voltados à operacionalização do Objetivo Global de Adaptação, ao lado de países como Ruanda, África do Sul, Serra Leoa, Zâmbia e Lesoto. Durante as discussões, o país apresentou a experiência de compatibilização dos 59 Indicadores de Adaptação de Belém com os indicadores dos Planos Setoriais e Temáticos do Plano Clima Adaptação — iniciativa brasileira que busca alinhar as orientações internacionais às políticas públicas nacionais e apoiar a construção de sistemas de monitoramento mais robustos.

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A experiência brasileira foi apontada como uma referência prática para a aplicação dos indicadores globais em contextos nacionais, contribuindo para o debate sobre metodologias de acompanhamento e avaliação da adaptação. O grupo contou com apoio técnico de organizações parceiras, como GIZ, Global Water Partnership (GWP), Sanitation and Water for All (SWA) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

O evento também promoveu uma cerimônia de reconhecimento aos países que submeteram seus Planos Nacionais de Adaptação à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Na ocasião, o Brasil apresentou sua trajetória de atualização do Plano Nacional de Adaptação, destacando as lições aprendidas, os desafios superados e a importância de uma governança multinível e multissetorial para ampliar a resiliência climática do país. A iniciativa Adaptacidades foi apresentada como exemplo de estratégia para aproximar a agenda nacional de adaptação dos estados e municípios brasileiros.

“O Brasil chega a este momento com uma agenda de adaptação fortalecida, construída por meio de amplo diálogo federativo e participação social. Compartilhar a experiência do Plano Clima Adaptação e o exercício de aplicação dos Indicadores de Belém em um fórum internacional como a NAP Expo demonstra o compromisso do país com a implementação do Objetivo Global de Adaptação e com a promoção de soluções concretas para enfrentar os impactos da mudança do clima”, afirmou Adriana Brito da Silva, analista ambiental do  Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, que estava representando o ministério.

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A Presidência da COP30 também integrou a representação brasileira, por meio de Teresa Rossi, assessora de adaptação.

Durante a NAP Expo, a delegação brasileira realizou reuniões com representantes da iniciativa UN4NAPs, programa das Nações Unidas voltado ao fortalecimento da elaboração e implementação de Planos Nacionais de Adaptação. Os encontros abriram perspectivas para futuras parcerias de cooperação técnica voltadas à implementação do Plano Clima Adaptação.

A participação brasileira reforça o protagonismo do país na agenda internacional de adaptação à mudança do clima e evidencia o compromisso do MMA e da Presidência da COP30 com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à resiliência climática, em um contexto de intensificação dos eventos climáticos extremos e de crescente necessidade de acelerar ações de adaptação em escala global.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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