Agro News

MMA e Anater avançam na estruturação de projeto para recuperar áreas degradadas na Amazônia

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realizaram, na última quinta-feira (23/4), em Brasília (DF), reunião para estruturar as ações do projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia.

A iniciativa integra o Programa União com Municípios e prevê a recuperação de áreas degradadas em 3 mil imóveis rurais ocupados por agricultores familiares, localizados em glebas públicas federais não destinadas ou em assentamentos federais. Coordenada pelo MMA, a ação terá a Anater como agência implementadora.

O projeto abrangerá 48 municípios que aderiram ao União com Municípios em 2024. Os investimentos somam R$ 56 milhões, oriundos do programa Floresta+ Amazônia, realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde do Clima (GCF).

A reunião contou com a mediação da Agência Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) e teve como foco a definição do arranjo institucional do projeto.

“É o momento de alinhar estratégias para garantir que os benefícios cheguem, de fato, às famílias na Amazônia”, ressaltou o diretor do Departamento de Ordenamento Ambiental e Territorial do MMA, Marcelo Trevisan.

Leia mais:  Setores do agronegócio reforçam apoio a leilão do Tecon Santos 10 aberto e sem restrições

A Anater já atua como parceira implementadora do União com Municípios em iniciativas voltadas à assistência técnica e à regularização ambiental e fundiária. Nesta nova frente, o objetivo é promover a recomposição da vegetação nativa, contribuindo para o equilíbrio climático e a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo em que gera renda para as famílias beneficiadas.

“Essas ações apoiarão os agricultores familiares na implementação dos modelos de recuperação da vegetação no território. Estamos mudando o padrão de desenvolvimento socioeconômico regional ao elevar o nível de atuação e o compromisso coletivo de todos os envolvidos”, ressaltou o gerente extraordinário dos Programas para a Amazônia da Anater, Márcio Hirata.

Durante a reunião, também foram discutidas estratégias de sensibilização e engajamento de parceiros, como governos estaduais e municipais, entidades de assistência técnica e extensão rural e os próprios agricultores. A proposta é ampliar a participação local na construção de soluções para desafios recorrentes da recuperação ambiental.

“Há muitos entraves em iniciativas de recuperação, especialmente relacionados ao baixo engajamento dos produtores e à falta de manutenção dos sistemas. Ao garantir o pagamento da mão de obra e o monitoramento das ações, os resultados serão mais positivos para o agricultor e para o meio ambiente”, explicou a coordenadora-geral do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares.

Leia mais:  Falta de armazenagem limita competitividade dos produtores em Mato Grosso, alerta Aprosoja MT

Programa União com Municípios

O União com Municípios (UcM) fortalece a cooperação federativa e incentiva o protagonismo dos gestores locais na implementação de ações voltadas à redução do desmatamento, dos incêndios e da degradação florestal em 70 municípios prioritários da Amazônia. A iniciativa é uma das principais estratégias do Governo Federal para alcançar a meta de zerar o desmatamento até 2030.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o
 Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Irrigação ganha papel estratégico para reduzir impactos do El Niño na safra brasileira de grãos 2026/27

Publicado

A possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses acende um sinal de alerta para os produtores rurais que se preparam para a safra brasileira de grãos 2026/27. Diante da expectativa de maior irregularidade nas chuvas, especialmente durante o período de plantio, especialistas apontam a irrigação como uma das principais ferramentas para reduzir riscos climáticos e aumentar a previsibilidade da produção agrícola.

O cenário reforça a necessidade de investimentos em tecnologia, planejamento e infraestrutura no campo, permitindo que os agricultores enfrentem com mais segurança os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelos eventos meteorológicos extremos.

El Niño pode afetar o início do plantio de grãos

Historicamente, o fenômeno El Niño provoca alterações nos padrões climáticos em diversas regiões do Brasil. Dependendo da localização, os efeitos podem incluir estiagens prolongadas, atrasos no início das chuvas, aumento das temperaturas ou até excesso de precipitações.

Para a agricultura de grãos, um dos períodos mais sensíveis é justamente o início do ciclo produtivo. A falta de umidade adequada no solo pode comprometer a germinação das sementes, atrasar o calendário de plantio e reduzir o potencial produtivo das lavouras.

Nesse contexto, a irrigação surge como uma alternativa capaz de minimizar os impactos da instabilidade climática, assegurando condições adequadas para o desenvolvimento inicial das culturas.

Leia mais:  Exportações de lácteos do Brasil caem ao menor nível em mais de duas décadas, aponta Imea
Irrigação oferece mais controle e previsibilidade ao produtor

Segundo o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, o enfrentamento dos desafios climáticos exige uma abordagem cada vez mais estratégica por parte dos produtores.

De acordo com o executivo, não basta apenas reagir aos eventos climáticos à medida que eles acontecem. O planejamento antecipado, aliado ao uso de tecnologias e sistemas eficientes de irrigação, torna-se fundamental para garantir estabilidade operacional e reduzir riscos produtivos.

A irrigação permite manter níveis adequados de umidade no solo em momentos críticos do ciclo agrícola, reduzindo falhas de germinação e proporcionando maior controle sobre o cronograma de cultivo.

Tecnologia reduz consumo de água e aumenta eficiência

Além de proteger a produtividade, os avanços tecnológicos vêm tornando a irrigação mais eficiente e sustentável.

Dados divulgados pela BrasilAgro em seu Relatório de Sustentabilidade mostram que a companhia reduziu em 30% o consumo de água e energia em áreas irrigadas durante a safra 2024/25.

O resultado foi alcançado por meio da adoção de sistemas inteligentes baseados em dados, automação de processos e monitoramento em tempo real das operações agrícolas, integrados ao Centro de Operações Agrícolas (COA) da empresa.

A utilização dessas ferramentas permite maior precisão na aplicação de água, evitando desperdícios e contribuindo para a eficiência operacional das propriedades rurais.

Leia mais:  Prepare-se: maratona da declaração do IR começa segunda-feira
Manejo conservacionista fortalece adaptação às mudanças climáticas

Especialistas destacam que a irrigação, quando associada a práticas de manejo conservacionista, pode representar uma importante estratégia de adaptação às condições climáticas cada vez mais imprevisíveis.

A combinação de tecnologias de monitoramento, gestão eficiente dos recursos hídricos e boas práticas agrícolas favorece não apenas a manutenção da produtividade, mas também a sustentabilidade das operações rurais.

Além disso, o uso planejado da irrigação contribui para um melhor aproveitamento da área plantada, reduz riscos operacionais e amplia a capacidade de tomada de decisão dos produtores em anos marcados por eventos climáticos extremos.

Safra 2026/27 exigirá planejamento mais rigoroso

Com a possibilidade de formação do El Niño e o aumento da volatilidade climática observado nos últimos anos, a safra brasileira de grãos 2026/27 deverá exigir atenção redobrada dos produtores.

A adoção de tecnologias voltadas para a gestão hídrica e o monitoramento das condições climáticas tende a ganhar ainda mais importância no planejamento agrícola.

Em um cenário de incertezas, a irrigação deixa de ser apenas uma ferramenta complementar e passa a ocupar posição estratégica para garantir produtividade, eficiência e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana