Agro News

MMA lança programa para fortalecer gestão marinha do país baseada em evidências

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou, na última quarta-feira (29/10), o programa Revimar (Avaliação, Monitoramento e Conservação da Biodiversidade Marinha e Uso Sustentável dos Recursos Vivos Marinhos). A estratégia visa fornecer base técnica para planejamento, licenciamento, gestão, fiscalização e respostas emergenciais no ambiente marinho.

O anúncio foi realizado em Brasília, durante oficina técnica que marcou o início da construção da chave brasileira de classificação de habitats de fundo marinho, sistema que mapeia os diferentes tipos de ecossistemas existentes. O evento abriu a agenda de trabalho dedicada à consolidação de um arcabouço nacional para a gestão marinha baseada em evidências. Os debates seguiram no dia 30 de outubro.

O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, conectou a agenda nacional ao movimento global de valorização do oceano. “Com um esforço, não só do Brasil, mas de uma articulação internacional importante, inserimos o oceano no G20. Agora teremos uma ação muito forte na COP30, colocando o oceano definitivamente na pauta, dada sua relevância”, afirmou. 

Em sua fala, a secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, destacou o papel estruturante do Revimar. “Esse é um programa não apenas do MMA, mas de vários ministérios, representando um passo fundamental que o Brasil precisa dar na construção de dados e informações estratégicas para subsidiar o uso do mar”, ponderou. “O programa vai nos ajudar a entender melhor a conservação das espécies, dos recursos vivos, da biodiversidade do fundo do mar e, com isso, ajudar diferentes frentes estratégicas que fazem uso do mar”, detalhou.

Leia mais:  Produtores cooperados da Capal se destacam em concursos de qualidade de café no Paraná e São Paulo

Com foco na perenidade, a secretária ressaltou também a necessidade de cooperação para dar lastro ao projeto. “Para nós, o Revimar não é um programa único, mas um arcabouço de apoio à gestão dos recursos do mar. Esse arranjo institucional é o que dará ao Revimar o fôlego para se tornar um projeto de longo prazo do governo, sendo alimentado, engrandecido e consolidado por esse conjunto de alianças e parceiros.”

A mesa de abertura contou ainda com a participação da diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Iara Vasco; da coordenadora de Mar e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Andréa Cancela da Cruz; da diretora do Departamento de Registro e Monitoramento da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura, Elielma Borcem; e do secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, o contra-almirante Ricardo Jaques Ferreira.

Expedição e INCT entregam insumos para mapeamento e governança marinha

O evento contou ainda com apresentações que ofereceram uma visão geral do Revimar e das iniciativas em andamento. O diretor do Departamento de Gestão Compartilhada de Recursos Pesqueiros da Secretaria Nacional de Bioeconomia do MMA, Gilberto Sales, apresentou o histórico do programa e o novo arcabouço temático que abrange as atividades a serem desenvolvidas a partir de agora.

O representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), João Carlos Alciati Thomé, trouxe imagens, dados e percepções sobre o Monumento Natural das Ilhas de Trindade e Martim Vaz e do Monte Columbia, localizado na zona marítima do Espírito Santo, com destaque para o papel das expedições no refinamento de descritores para a chave de habitats e na calibração de mapeamentos. 

Leia mais:  Exportações impulsionam demanda por algodão em MT, mesmo com queda na produção na safra 2025/26

A vice-coordenadora do INCT da Biodiversidade da Amazônia Azul, Beatrice Padovani Ferreira, e o professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco, Mauro Maida, apresentaram as redes de pesquisa e séries históricas que conectam com o Revimar. Eles destacaram que os protocolos compartilhados e a formação de capacidades consolidadas fortalecem uma base científica comum para planejamento, licenciamento e gestão adaptativa.

No período da tarde, a programação foi dedicada à oficina “Chave de classificação de habitats de fundo marinho”, que tem como objetivo iniciar a primeira atividade prevista no escopo do Revimar Map: o estabelecimento da chave brasileira para classificação de habitats de fundo marinho. 

O que é o Revimar

O programa está organizado em quatro eixos estratégicos: mapeamento e classificação de habitats (Revimar Map); rede colaborativa de monitoramento (Revimar Net); cruzeiros oceanográficos (Revimar Navis); e tecnologia, pesquisa e inovação (Revimar Tec). 

A construção iniciada concentra-se na chave brasileira de habitats de fundo marinho — instrumento inédito no país — com definição de princípios, descritores, repositório e protocolos de mapeamento, além de diretrizes de governança, de modo a qualificar decisões e padronizar a linguagem técnica entre instituições.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

Publicado

O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

Leia mais:  Queijos e ovos de Araçatuba ganham autorização para venda em todo o Brasil após integração ao Sisbi

Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

Leia mais:  Safra 2026 de uvas em Monte Belo do Sul registra produção histórica e qualidade excepcional, diz vinícola


Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana