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MMA lança projeto para formação de agentes ambientais populares no Rio Grande do Sul

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última sexta-feira (20/3), o projeto “Formação de Agentes Ambientais Populares”, durante a 23ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, realizada no assentamento Capela, no município de Nova Santa Rita (RS). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a organização comunitária e ampliar a capacidade de resposta de territórios da reforma agrária frente aos impactos da crise climática. 

O projeto prevê a capacitação de 150 pessoas em dez municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, com foco na prevenção e resposta a desastres climáticos. A ação é realizada em parceria com o Instituto Preservar, e inclui a formação de agentes ambientais populares, a realização de diagnósticos participativos e a implantação de viveiros agroflorestais comunitários. 

A iniciativa é financiada por emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna (RS). 

Com o tema “Agroecologia é o caminho”, a Festa da Colheita do Arroz Agroecológico reuniu centenas de famílias assentadas, lideranças políticas, representantes de órgãos públicos e convidados internacionais.  

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Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, o projeto busca ampliar a capacidade de atuação das comunidades diante dos desafios climáticos. “Se colhe aquilo que a gente cultiva, e aqui se cultiva vida”, afirmou, ao destacar a relação entre a produção agroecológica e a preservação ambiental. 

lançamento da iniciativa durante o evento, conforme Edel, simboliza a valorização da agroecologia como estratégia central para a produção sustentável de alimentos, a conservação ambiental e a promoção da justiça climática. 

A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, ressaltou o papel da produção agroecológica na transformação social no campo. “Quando a gente colhe este arroz, cada grão tem a história de famílias que ocuparam a terra, resistiram e hoje são os maiores produtores de arroz agroecológico da América Latina. Ele sintetiza nosso projeto de desenvolvimento rural com justiça social, combate à concentração fundiária e respeito ao meio ambiente”, afirmou. 

A programação incluiu o ato simbólico de abertura da colheita e seguiu ao longo do dia com a Feira da Reforma Agrária e da Agroecologia, reunindo cooperativas e grupos de produção ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento também contou com atividades culturais, rodas de música e ações pedagógicas. 

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Participaram ainda o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto; o diretor de Operações e Abastecimento da estatal, Arnoldo de Campos; e o coordenador do Instituto Preservar, Maurício Roman. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Defensivos para milho verão crescem 21% e atingem R$ 2,9 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec Brasil

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para o milho verão registrou forte retomada no ciclo 2025-26, com crescimento de 21% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. O resultado representa avanço em relação à safra anterior, quando o setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento FarmTrak Milho Verão, da Kynetec Brasil.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada e pela maior intensidade no uso de tratamentos fitossanitários nas lavouras brasileiras.

Área maior e mais aplicações sustentam crescimento do mercado

De acordo com o gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, Lucas Alves, o avanço do setor está diretamente relacionado a dois fatores principais: expansão da área cultivada e aumento no número médio de aplicações por propriedade.

A área plantada cresceu 9%, alcançando 3,9 milhões de hectares. Já a média de tratamentos subiu de 17 para 18 aplicações por ciclo, o que representa alta de 6% na intensidade de manejo.

Esses dois movimentos combinados explicam a recuperação do mercado de defensivos no milho verão após ciclos anteriores de menor dinamismo.

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Herbicidas lideram mercado de defensivos no milho

O levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26 aponta que os herbicidas seguem como a principal categoria do segmento, respondendo por 31% do mercado total, o equivalente a cerca de R$ 900 milhões.

Na sequência aparecem:

  • Inseticidas: R$ 826 milhões (28%)
  • Fungicidas: R$ 580 milhões (20%)
  • Tratamento de sementes: 14%
  • Nematicidas: 3%
  • Outros insumos: 4%

No total, essas categorias somam R$ 2,9 bilhões movimentados no ciclo atual.

Uso de fungicidas avança e muda perfil tecnológico das lavouras

Um dos destaques do estudo é o crescimento consistente no uso de fungicidas no milho verão. A adoção passou de 67% na safra 2019-20 para 75% no ciclo mais recente.

O avanço também foi observado em áreas destinadas à silagem, onde a utilização subiu de 24% para 52% no mesmo período.

Segundo Lucas Alves, o comportamento do produtor também vem mudando em relação às tecnologias utilizadas. Os fungicidas do tipo “stroby mix”, que antes dominavam o mercado, perderam espaço para soluções consideradas premium.

Na safra 2019-20, esses produtos representavam 52% da área tratada com fungicidas. No ciclo atual, caíram para 30%, enquanto os produtos premium já respondem por 38% das aplicações.

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Mudança tecnológica reflete busca por eficiência e produtividade

A substituição gradual de tecnologias tradicionais por soluções mais avançadas reflete a busca por maior eficiência no controle de doenças e melhor desempenho agronômico das lavouras.

O estudo indica que os produtores têm adotado estratégias mais intensivas e tecnificadas, acompanhando o avanço da genética do milho e o aumento do potencial produtivo das áreas cultivadas.

Levantamento ouviu quase 2 mil produtores no Brasil

O FarmTrak Milho Verão 2025-26 foi elaborado a partir de cerca de 2 mil entrevistas presenciais com produtores rurais das principais regiões produtoras de milho do país, incluindo:

  • Goiás
  • Mapiba (Maranhão, Piauí e Bahia)
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo

O levantamento reforça o papel do milho verão como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro e evidencia a crescente sofisticação no manejo fitossanitário adotado no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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