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MMA lança Prospera Sociobio e anuncia parceria de R$ 120 milhões para impulsionar sociobioeconomia

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta terça-feira (11/11), durante a COP30, em Belém (PA), o Prospera Sociobio, programa que traduz as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) em ações concretas nos territórios, com foco em povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Ocorrido durante evento no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, o anúncio apresentou a arquitetura, metas e primeiros passos do programa, incluindo parceria de R$ 120 milhões para iniciar seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia.

Na avaliação do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o Prospera expressa a estratégia do governo de recolocar a bioeconomia e quem vive dos territórios no centro da agenda pública. “O Prospera que vocês veem hoje não é um ato isolado; é resultado de uma estratégia definida desde o primeiro dia do governo, quando reestruturamos o MMA para colocar a bioeconomia e os povos e comunidades tradicionais no centro. É um mutirão pela bioeconomia, construído em parceria, para levar renda, inclusão e conservação aos territórios”, pontuou.

A secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, destacou a rede de alianças que segue se ampliando para dar escala ao programa. “A COP30 está mostrando o Brasil em mutirão pela bioeconomia. O Prospera é a casa desse esforço coletivo: governos, bancos públicos e de desenvolvimento, cooperação internacional, universidades, empresas, organizações da sociedade civil e, sobretudo, as lideranças dos territórios. Essas parcerias estão viabilizando investimentos substanciais e essenciais em assistência técnica, crédito, infraestrutura e mercados para quem cuida da natureza. É renda, inclusão e floresta viva andando juntas”, declarou.

Em nome das populações extrativistas, o diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Ivanildo Brilhante, ressaltou o caráter plural da bioeconomia. “É uma alegria consolidar o lançamento de uma política tão importante. Estamos muito felizes por ter uma política que reconhece a economia viva da floresta e nos dá esperança. Na Amazônia, não há um produto só: há uma cesta. Precisamos desenvolver uma bioeconomia que respeite a diversidade e a pluralidade da natureza”, destacou.

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Para Júlia Cruz, secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e presidente da Comissão Nacional da Bioeconomia (CNBio), o Prospera Sociobio faz a ponte entre produção comunitária, política industrial e mercado. De acordo com ela, “ao conectar inovação, financiamento, taxonomia sustentável e compras públicas, damos escala e competitividade à sociobioeconomia, com valor agregado na origem, bioindústria ativa e empregos verdes onde a floresta está”.

O evento teve ainda com a participação da secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiavelli, que enfatizou a mobilização das ferramentas do Estado para agregar valor às cadeias da sociobiodiversidade.

A secretária-adjunta de Bioeconomia do Pará, Camille Bemerguy,  destacou a integração com as políticas estaduais e o papel do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia como vitrine e ponto de encontro dos atores da sociobioeconomia. Ingrid Silveira, secretária da Rede Cerrado, reforçou a importância de levar a agenda para além da Amazônia, evidenciando potencialidades, gargalos e soluções construídas com organizações do bioma.

Parceria de R$ 120 milhões vai impulsionar a sociobioeconomia

Um dos programas anunciados é o “Sociobioeconomia na Amazônia”, fruto da parceria entre o governo federal, por meio do MMA, e o governo da Alemanha, através do Ministério Federal de Cooperação e Desenvolvimento Econômico da Alemanha (BMZ).

A iniciativa é voltada à implementação da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), que estabelece como diretriz o estímulo a atividades econômicas sustentáveis que valorizem a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da floresta.

O projeto é coordenado MMA, por meio da Secretaria Nacional de Bioeconomia (SBC), e implementada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

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O edital busca selecionar organizações regionais diversas, com experiência e capacidade de oferecer um conjunto integrado de serviços para o fortalecimento do ecossistema de negócios sustentáveis para ativação de seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia. 

São aproximadamente R$ 70 milhões nesse primeiro edital, sendo que cada núcleo poderá receber até R$ 11,5 milhões. Podem se candidatar redes formadas por organizações da sociedade civil, negócios da sociobioeconomia, institutos de pesquisa, ensino e extensão, institutos de ciência, tecnologia e inovação, entidades de assistência técnica e extensão rural, instituições financeiras, entre outros.

Reconhecimento

Durante a cerimônia, o MMA reconheceu publicamente os parceiros, especialmente aqueles que apoiaram a iniciativa desde o princípio, como o Programa UK Pact, com apoio do Reino Unido, e o Consórcio de organizações encabeçado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) que, em diferentes frentes, viabilizam a rede de projetos e ações que compõem o Prospera.  

Foram reconhecidos: Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Estado do Pará; Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC;  Banco Alemão de Desenvolvimento KfW; Fundação Amazônia Sustentável (FAS); CEBDS; Embaixada da República Federal da Alemanha; Governo do Reino Unido; UK PACT; Rede Cerrado; SEBRAE; Banco do Brasil; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Banco da Amazônia; CNS; Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM); Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB); WWF-Brasil; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  (PNUD Floresta+ Amazônia), MDA e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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