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MMA participa de lançamento do relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe

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A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia de Senna Franco, participou do lançamento do relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), na última semana.

Esta foi a primeira vez que o lançamento do relatório ocorreu no Brasil, em Brasília (DF), com organização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em sua sexta edição regional, o documento reúne evidências científicas, dados dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais, centros regionais, instituições de pesquisa e parceiros do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU).

Anna Flávia ressaltou a importância do documento para pensar políticas públicas eficazes e conscientizar a sociedade sobre os impactos da mudança do clima.

“Os relatórios são instrumentos importantes de registro da memória climática regional, construídos com base em conhecimento científico, que nos alertam sobre a necessidade de combinarmos resiliência e adaptação climática, proteção de ecossistemas e transição para modelos de desenvolvimento de baixo carbono”, disse a secretária-executiva do MMA.

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O ministro de Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, relembrou que as políticas públicas do Governo do Brasil para reduzir a emissão de carbono mitigaram resultados que poderiam ser piores. “Se o Brasil não tivesse iniciado esse processo de mitigação ainda em 2010, os impactos climáticos poderiam ser muito mais severos”, afirmou.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou a importância do relatório como instrumento para fortalecer ações de adaptação e prevenção climática. “O relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025 não é apenas uma publicação científica. É um apelo à ação. Ele nos pede para fortalecer as observações, investir em serviços, abordar as deficiências nos sistemas de alerta precoce e garantir que as informações climáticas cheguem a quem mais precisa delas”, explicou.

Resultados

A cerimônia apresentou as conclusões mais relevantes da edição de 2025 do relatório e destacou a importância da informação climática para a tomada de decisões, o planejamento setorial, a redução do risco de desastres e o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce na região.

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O relatório foi apresentado pelo climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo ele, as temperaturas em 2025 permaneceram acima da média histórica, enquanto as geleiras andinas seguem perdendo extensão, comprometendo a segurança hídrica da região. O especialista também alertou para a elevação do nível do mar em áreas costeiras do Atlântico e do Caribe e para a intensificação de eventos extremos, como chuvas intensas, secas, ondas de calor e ciclones tropicais.

Outro dado destacado durante o lançamento foi que 2025 já figura entre os anos mais quentes já registrados. Projeções da OMM indicam alta probabilidade de novos recordes de temperatura até o fim desta década.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Café abre em queda nas bolsas internacionais, enquanto clima em Minas e avanço da colheita no Brasil movimentam mercado

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O mercado futuro do café iniciou os negócios desta quarta-feira (27) operando em queda nas bolsas internacionais, refletindo movimentações técnicas, realização de lucros e o avanço da colheita brasileira. Apesar da pressão negativa sobre as cotações, o setor segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil e ao potencial produtivo da safra 2026/27.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do café arábica registravam baixas nos primeiros negócios do dia. O vencimento julho/26 recuava 200 pontos, negociado a 272,00 cents/lbp. O contrato setembro/26 caía para 264,35 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 era cotado a 256,30 cents/lbp, também com desvalorização de 200 pontos.

Em Londres (ICE Europe), o café robusta acompanhava o movimento negativo. O contrato julho/26 operava com queda de 44 pontos, cotado a US$ 3.475 por tonelada. O setembro/26 recuava para US$ 3.345 por tonelada e o novembro/26 era negociado a US$ 3.271 por tonelada.

Colheita avança no Brasil e amplia pressão sobre preços

O avanço da colheita brasileira segue como um dos principais fatores de pressão sobre o mercado neste momento. Com maior entrada de café da nova safra no mercado físico, compradores ampliam cautela e acompanham o ritmo da oferta nas principais regiões produtoras.

Em Rondônia, a colheita do café robusta avança de forma acelerada, favorecida pelo clima mais seco nas últimas semanas. O estado, que vem ganhando espaço na produção nacional de conilon, apresenta bom ritmo nos trabalhos de campo e reforça a expectativa de aumento da oferta brasileira no segundo semestre.

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Levantamentos do mercado apontam que a qualidade do robusta de Rondônia vem apresentando desempenho positivo, cenário que pode fortalecer as exportações brasileiras e aumentar a competitividade do produto nacional no mercado internacional.

Minas Gerais preocupa mercado com perdas na produtividade

Enquanto o robusta avança em boas condições no Norte do país, produtores de Minas Gerais demonstram preocupação com os impactos do clima irregular sobre a safra de café arábica.

O estado, maior produtor brasileiro da variedade, enfrentou períodos de estiagem e temperaturas elevadas durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. Segundo relatos do setor produtivo, o cenário afetou o enchimento dos grãos e pode limitar o potencial produtivo em parte das regiões cafeeiras.

A preocupação do mercado está concentrada principalmente na safra 2026/27, já que as condições climáticas registradas nos últimos meses podem trazer reflexos sobre produtividade e peneira dos grãos.

Além disso, analistas seguem monitorando o comportamento climático durante o inverno brasileiro, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras e para o risco de ocorrência de geadas em áreas produtoras.

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Dólar e exportações seguem no radar do setor cafeeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o comportamento do dólar frente ao real. A moeda norte-americana voltou a operar acima dos R$ 5,00 nesta quarta-feira, movimento que pode influenciar diretamente a competitividade do café brasileiro nas exportações.

Mesmo com o avanço da colheita, ainda há relatos de comercialização mais lenta no mercado interno. Produtores seguem cautelosos diante da volatilidade das bolsas internacionais e das oscilações cambiais, aguardando melhores oportunidades de negociação.

As exportações brasileiras também permanecem no radar dos investidores, especialmente diante da expectativa de aumento da oferta global ao longo dos próximos meses.

Mercado deve seguir volátil nas próximas semanas

A expectativa é de que o mercado do café continue operando com elevada volatilidade nas próximas semanas, acompanhando:

  • o avanço da colheita brasileira;
  • as condições climáticas em Minas Gerais;
  • o comportamento do dólar;
  • o ritmo das exportações;
  • e a entrada da nova safra no mercado físico.

Com o Brasil no centro das atenções globais do setor cafeeiro, qualquer mudança climática ou alteração no fluxo de oferta pode provocar novos movimentos relevantes nas cotações internacionais do arábica e do robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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