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MMA participa de projeto que une pesquisa científica aos saberes dos povos e comunidades tradicionais

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A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Edel Moraes, participou, no dia 20 de agosto, em Brasília, do lançamento do projeto “Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo”.

Coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o MMA e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o projeto visa apoiar a pesquisa colaborativa e intercultural nos territórios dos povos e comunidades tradicionais, envolvendo cientistas e moradores locais.

A ideia é unir o conhecimento científico da academia aos saberes tradicionais das comunidades. Entre os objetivos, estão promover o uso sustentável e a conservação da biodiversidade, salvaguardar os sistemas de conhecimento locais e viabilizar a gestão integrada das áreas protegidas.

Para a secretária, os territórios de povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares são espaços de conhecimento comparáveis a instituições de pesquisa científicas e universidades. “Ao promover o encontro desses dois setores, o projeto ajuda a quebrar preconceitos e a fortalecer os povos e comunidades tradicionais, dando visibilidade aos territórios e contribuindo para a ciência no país”, afirmou Edel Moraes.

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O projeto vai se concentrar nos biomas Amazônia e Cerrado. Serão escolhidos, inicialmente, oito territórios beneficiários. Eles vão receber estrutura para o desenvolvimento das pesquisas, como pontos de internet.

Está previsto, ainda, o pagamento de bolsas de estudo para os pesquisadores das instituições oficiais e, também, para os pesquisadores das comunidades selecionadas, que serão formados no decorrer dos trabalhos.

“A concessão das bolsas de estudos merece todo o destaque, principalmente associada à formação de pesquisadores locais. Além de estimular a participação da comunidade, isso dá mais perenidade às pesquisas”, ressaltou ela.

O projeto “Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo” será executado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tendo a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) como sub-executora. O financiamento será do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Já o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) atuará como agência implementadora.

Além da secretária do MMA, participaram da solenidade, realizada no auditório do MCTI, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, o representante da Secretaria de Gestão Ambiental do MPI, Ricardo Neves, o diretor de Serviços e Soluções da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Antônio Carlos Nunes, e a gerente de Projetos do PNUMA, Anna Fanzeres.

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Após a mesa de abertura, houve o painel “Desafios da Pesquisa Intercultural e Diálogos de Saberes”, com Gersem Baniwa, Manuela Carneiro da Cunha e Vercilene Kalunga, representantes da academia e de povos e comunidades tradicionais.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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