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MMA promove encontro para fortalecer Observatório de Pagamento por Serviços Ambientais

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) sediou, na última terça-feira (12/8), o primeiro encontro presencial da rede do Observatório de Pagamento por Serviços Ambientais (OPSA). O encontro teve o objetivo de fortalecer e ampliar a articulação entre iniciativas, projetos e políticas públicas que utilizam o instrumento no Brasil.

O evento reuniu mais de 100 integrantes da rede do OPSA, incluindo representantes de governos, setor privado, academia, organizações da sociedade civil e comunidades, para compartilhar experiências, e discutir o panorama atual das iniciativas de PSA, as estratégias de governança, financiamento e engajamento de novos parceiros.

A diretora do Departamento de Políticas de Estímulo à Bioeconomia da Secretaria Nacional de Bioeconomia (SBC), do MMA, Bruna De Vita, ressaltou a relevância do encontro para alinhar esforços e potencializar resultados. “Este encontro representa um passo importante para fortalecer o Observatório de Pagamento por Serviços Ambientais como espaço de articulação, produção de conhecimento e integração de iniciativas em todo o país. Ao reunir experiências, dados e perspectivas diversas, avançamos na consolidação de uma rede que apoia políticas públicas, atrai investimentos e amplia os resultados das ações de conservação e uso sustentável da biodiversidade, beneficiando tanto os ecossistemas quanto as comunidades que os preservam”, declarou.

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A coordenadora-geral de Pagamentos por Serviços Ambientais da SBC/MMA, Gabriela Podcameni, apresentou o passo a passo do processo de regulamentação da lei que instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei 14.119/2021), que está sendo conduzido pelo ministério. Na oportunidade, ela detalhou o panorama de contribuições recebidas na consulta pública sobre o tema e celebrou a ampla participação da sociedade, que enviou mais de 800 manifestações.

Gabriela informou que, neste momento, as considerações estão sendo analisadas no âmbito do grupo de trabalho de PSA, instituído pelo MMA em julho deste ano, para consolidar a proposta de regulamentação. Em paralelo, a pasta tem construído o Cadastro Nacional de PSA e o Programa Federal de PSA, entre outras ações para impulsionar a implementação do instrumento.

Durante a programação, foram apresentados estudos recentes desenvolvidos em cooperação com o MMA que mostram o potencial do PSA para apoiar metas como o desmatamento zero até 2030 e a restauração de 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Também houve mesas de diálogo para abordar projetos em andamento, oportunidades de captação de recursos e construção coletiva de caminhos para ampliar a atuação da rede.

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O encontro reforçou ainda o papel do PSA na Estratégia Nacional de Bioeconomia e no Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), em elaboração, como ferramenta essencial para conciliar conservação ambiental, redução de desigualdades e prosperidade econômica.

Sobre o OPSA

O OPSA atua como um hub centralizado para consolidar e organizar dados de iniciativas de PSA, promover o diálogo entre diferentes setores e impulsionar a implementação de projetos e programas voltados à conservação e restauração de serviços ecossistêmicos. A rede conecta governos, setor privado, terceiro setor, academia, setor financeiro e organizações internacionais, criando sinergias e favorecendo ações mais eficazes e escaláveis.

Por meio de sua plataforma tecnológica e mecanismos de engajamento, o Observatório busca garantir transparência e acesso às informações sobre PSA, disseminar boas práticas, influenciar políticas públicas e fomentar a cooperação entre atores-chave. Essa atuação contribui para reconhecer e valorizar provedores de serviços ambientais — especialmente povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas e agricultores familiares — e para promover um desenvolvimento socioeconômico inclusivo e alinhado à conservação da natureza.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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