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MMA promove oficina sobre implementação de programas jurisdicionais de REDD+

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Nos dias 20 e 21 de agosto, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, em Brasília, uma oficina voltada à implementação dos programas jurisdicionais de REDD+. As discussões ocorreram no contexto da Lei 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Mais de 80 pessoas, entre representantes do governo federal, secretarias estaduais de Meio Ambiente, órgãos jurídicos, gestores e parceiros técnicos dos estados que apoiam iniciativas relacionadas à agenda, participaram do debate.

Desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), o REDD+ busca reduzir emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento e da degradação florestal, além de incentivar a conservação das florestas, o manejo sustentável e o aumento dos estoques de carbono.

Na prática, possibilita que países e estados que protegem suas florestas e reduzem o desmatamento gerem resultados reconhecidos internacionalmente, contribuindo para o enfrentamento da crise climática. No modelo jurisdicional, a governança ocorre em escala estadual ou nacional, de forma a captar financiamento climático e integrá-lo às políticas públicas, com uma abordagem orientada ao mercado.

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Nesse contexto, a Lei 15.042/2024 desempenha papel fundamental, pois tem efeitos diretos sobre a implementação do REDD+ jurisdicional, ao estabelecer o registro dos programas estatais e jurisdicionais, exclusão de áreas dos projetos de carbono florestal desses programas e evitar dupla contabilidade, além de dispor sobre a repartição de benefícios.

A pauta do encontro incluiu o debate sobre os aspectos técnicos e jurídicos essenciais para a regulamentação da lei, além de questões ligadas à titularidade, segurança jurídica, repartição de benefícios, salvaguardas socioambientais e garantias de direitos.

“A lei trouxe novas atribuições para a CONAREDD+ [Comissão Nacional para REDD+]. Seremos ouvidos em relação às salvaguardas no credenciamento de metodologias para o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, assim como teremos um registro de programas estatais e jurisdicionais de REDD+”, explicou a diretora do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios da Secretaria Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Roberta Cantinho. “Temos avançado nessas discussões para garantir transparência, evitar dupla contabilidade e assegurar a integridade do mercado de carbono no Brasil”, completou.

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Experiências compartilhadas

Os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins compartilharam suas experiências na implementação de programas jurisdicionais de REDD+.

“No Tocantins, estamos na fase final de elaboração e registro dos créditos jurisdicionais. É fundamental que estados e governo federal caminhem juntos na regulamentação da legislação. Sem isso, alguns artigos da lei se tornam inviáveis de serem implementados. Esse é um momento estratégico para construirmos soluções em conjunto”, afirmou a representante da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins, Marli Santos.

Parcerias

A oficina contou com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Floresta+ Amazônia, que é coordenado pelo MMA. Houve apoio ainda do Consórcio Interestadual Amazônia Legal, do Earth Innovation Institute e da GIZ Brasil, por meio do projeto Action4Forest.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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