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MMA promove webinários técnico-científicos para subsidiar aperfeiçoamento das regras do Fundo Clima

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, entre os dias 12 e 19 de maio, dois webinários técnico-científicos voltados ao debate sobre tecnologias de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) e Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS), além da exploração e beneficiamento de minerais críticos e estratégicos. As atividades foram coordenadas pela Secretaria Nacional de Mudança do Clima e pela Secretaria-Executiva do MMA, representantes do Comitê Gestor do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima).

Os encontros integraram um ciclo de diálogos voltado à qualificação técnica das discussões sobre possíveis critérios de financiamento do Fundo Clima em sua modalidade reembolsável. A iniciativa buscou reunir diferentes perspectivas para subsidiar futuras deliberações do Comitê Gestor sobre o Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR), instrumento que orienta a destinação dos recursos do fundo.

Tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono

Realizado em 12 de maio, o primeiro webinário debateu os riscos e oportunidades relacionados ao financiamento de tecnologias de CCS e CCUS no Brasil, especialmente em setores considerados de difícil descarbonização.

O objetivo foi aprofundar a análise sobre a maturidade tecnológica dessas soluções, sua efetividade na mitigação das emissões de gases de efeito estufa e as condições necessárias para que possam contribuir para a transição rumo a uma economia de baixo carbono. Também foram discutidas salvaguardas socioambientais e mecanismos para evitar que o apoio público resulte em incentivos incompatíveis com os objetivos climáticos do país.

O secretário executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, ressaltou o papel estratégico do Fundo Clima e a necessidade de atualização permanente dos instrumentos de financiamento climático. “O Fundo Clima é um instrumento vivo, que precisa acompanhar as transformações e oferecer respostas adequadas aos desafios da sociedade”, destacou.

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Na avaliação do secretário nacional de Mudança do Clima, Aloisio Melo, o Fundo Clima deve seguir como instrumento transformador de financiamento para os desafios climáticos do país. “É fundamental que possamos avaliar com profundidade a maturidade e disponibilidade da tecnologia para entender o efetivo papel dessas soluções na transição para uma economia de baixo carbono”, afirmou.

Ao longo das discussões, os participantes abordaram aspectos relacionados à origem do carbono capturado, à finalidade dos projetos, à contribuição climática efetiva das iniciativas e aos riscos associados à extensão da vida útil de ativos intensivos em carbono. Também foi enfatizada a importância de avaliar toda a cadeia de CCS e CCUS, incluindo captura, transporte, utilização e armazenamento final do dióxido de carbono (CO₂).

Outro tema debatido foi o potencial de tecnologias de remoção de carbono de origem biogênica, como a Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS) e o biochar, consideradas alternativas que podem contribuir para o alcance das metas climáticas nacionais.

Participaram do encontro representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de Minas e Energia (MME) e das Relações Exteriores (MRE), além da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP), bem como de organizações da sociedade civil, entre elas o Observatório do Clima, o Instituto Talanoa e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima.

Minerais críticos e estratégicos

O segundo webinário, realizado em 19 de maio, discutiu os desafios e oportunidades associados à exploração e ao beneficiamento de minerais críticos e estratégicos, insumos considerados essenciais para tecnologias ligadas à transição energética e à descarbonização da economia.

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Os debates abordaram o papel do Fundo Clima na implementação das ações e metas previstas no Plano Clima 2024-2035, considerando o contexto das expressivas reservas minerais brasileiras e o potencial de agregação de valor à cadeia produtiva nacional.

Também participaram do encontro representantes da Casa Civil, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e de Minas e Energia, do BNDES, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e de organizações da sociedade civil.

Durante os debates, representantes do Observatório do Clima, do Instituto Talanoa e do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima destacaram a importância de garantir salvaguardas socioambientais adequadas para empreendimentos minerários e apontaram a necessidade de avaliar a adicionalidade climática e os riscos reputacionais associados à eventual destinação de crédito subsidiado para atividades do setor.

Próximos passos

No encerramento dos eventos, Lidiane Melo, diretora do Departamento de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação da Secretaria Nacional de Mudança do Clima, ressaltou que os webinários tiveram como objetivo nivelar conhecimentos, ampliar o diálogo técnico e qualificar as discussões conduzidas pelo Comitê Gestor do Fundo Clima.

Como encaminhamento, o MMA irá sistematizar as contribuições apresentadas por especialistas, representantes governamentais e organizações da sociedade civil. O material servirá de subsídio para futuras deliberações do Comitê Gestor sobre a aplicação dos recursos do Fundo Clima e o aperfeiçoamento contínuo dos instrumentos de financiamento da política climática brasileira.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MMA realizará 8 mil castrações e microchipagens gratuitas no DF em junho e julho, com início na Semana do Meio Ambiente

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizará ações gratuitas de castração, microchipagem e vacinação de cães e gatos no Distrito Federal, nos próximos dois meses, para marcar o Junho Verde e o Julho Dourado, meses dedicados, respectivamente, à conscientização ambiental e à promoção da saúde dos animais domésticos e em situação de rua e à prevenção de zoonoses. As ações se iniciam na Semana Nacional do Meio Ambiente, que ocorre na Biblioteca Nacional de Brasília de 8 a 11 de junho. O evento contará com programação diversa sobre a agenda ambiental. 

A expectativa é realizar, ao longo dos dois meses, cerca de 8 mil castrações e microchipagens gratuitas em junho e julho. Serão disponibilizadas 250 vagas por dia, sendo 175 para cães e 75 para gatos, machos e fêmeas, com prioridade para tutores de baixa renda inscritos no CadÚnico. Cada CPF poderá agendar uma castração e uma microchipagem.

As castrações serão realizadas em uma carreta equipada com estrutura moderna para procedimentos minimamente invasivos, incluindo anestesia inalatória, bisturi eletrônico e seis mesas cirúrgicas.

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Clique aqui para fazer o agendamento.

As inscrições serão abertas semanalmente, às quintas-feiras, a partir de 4 de junho. Tanto para os agendamentos de castração, quanto para os de microchipagem, será obrigatório o registro prévio do animal no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). Saiba como cadastrar os animais no link.  

Instruções para participar da campanha na Semana Nacional do Meio Ambiente 

•⁠  ⁠8 de junho — microchipagem e vacinação a partir das 14h
•⁠  ⁠9 a 11 de junho — castrações, microchipagem e vacinação

Para castração:

•⁠  ⁠Cães deverão chegar às 7h30;
•⁠  ⁠Gatos serão atendidos a partir das 12h;
•⁠  ⁠Jejum obrigatório de 8 a 12 horas sem alimento; de 2 a 4 horas sem água.

Para microchipagem e vacinação:

•⁠  ⁠Não é necessário jejum;
•⁠  ⁠Atendimento a partir das 9h

Cães de grande porte deverão utilizar focinheira. Gatos deverão estar em caixas de transporte adequadas.

Cronograma da Carreta de Castração

•⁠  ⁠9 a 11 de junho — Biblioteca Nacional
•⁠  ⁠17 a 21 de junho — Ceilândia
•⁠  ⁠24 a 28 de junho — Planaltina
•⁠  ⁠1º a 5 de julho — Gama
•⁠  ⁠8 a 12 de julho — Estrutural
•⁠  ⁠15 a 19 de julho — Sol Nascente
•⁠  ⁠22 a 26 de julho — Sobradinho

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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