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MME impulsiona governança, eficiência e planejamento do setor energético em 2025

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Em 2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) construiu um conjunto de ações que reforçam as políticas de eficiência energética, a qualidade e a governança das estatísticas energéticas, além de aprimorar o planejamento energético e seu papel na estratégia climática brasileira. Entre os destaques do ano estão a publicação do Balanço Energético Nacional (BEN) 2025 – com o aumento da renovabilidade da matriz energética brasileira -, a definição de padrões nacionais mínimos de eficiência para edificações do país e os 40 anos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Além disso, o ano contou com a aprovação ministerial do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2034, a disponibilização em consulta pública dos planos setoriais de adaptação e mitigação do setor de energia no âmbito do Plano Clima e a realização de workshops sobre a primeira minuta do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) aos integrantes do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte). 

Estudos do planejamento energético

Neste ano, o MME deu continuidade a sua tradição de estudos e contribuições sólidas de planejamento energético. Em abril, após análise das contribuições da consulta pública MME n°179/2024, o ministro Alexandre Silveira aprovou o PDE 2034. Além das diversas análises e cenários decenais de energéticos elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em coordenação com o MME, o plano trouxe um capítulo inovador, focado nos aspectos da transição energética do país. O estudo estima investimentos de aproximadamente R$ 3,2 trilhões para sustentar o crescimento da oferta energética destinada tanto à demanda doméstica quanto à exportação. Como referência desse avanço, o plano projeta um aumento de cerca de 25% na oferta interna de energia nos próximos dez anos.

Ao longo de 2025 também foram elaborados e disponibilizados em consulta pública os Planos Setoriais de Energia do Plano Clima Adaptação e Mitigação. A execução dos documentos foi coordenada pelo MME e teve o envolvimento de diversas áreas do Ministério, além de instituições vinculadas do setor de energia, como EPE, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP). Trata-se de um documento sólido, com ambição compatível com as simulações, estudos e políticas vigentes do setor, como o PDE, o Plano de Recuperação de Reservatórios (PRR) e a Lei do Combustível do Futuro (14.993/24).

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No âmbito da Política Nacional de Transição Energética (PNTE), foi disponibilizada a primeira minuta do Plante ao Fonte, acompanhada da realização de três workshops dedicados ao plano. O Plante visa orientar e organizar de forma estratégica as ações necessárias para a continuidade da transição energética brasileira, fazendo uso dos dados e estudos do planejamento energético brasileiro.

Por fim, dando continuidade aos instrumentos de planejamento energético do país, também ocorreram publicações preliminares de cadernos do PDE 2035 e do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055. Ambos estudos ainda encontram-se em elaboração e visam atualizar os insumos de planejamento para redução de assimetria de informação no mercado nacional, além de formulação e aprimoramento de políticas do setor energético nacional.

Estatísticas do setor energético

Neste ano, foi publicada a edição anual do Balanço Energético Nacional (BEN 2025). Com dados referentes ao ano base 2024, o documento apontou que a matriz elétrica brasileira atingiu 88,2% de renovabilidade em 2024, com destaque para a evolução da participação da geração eólica e da solar fotovoltaica, que juntas alcançaram 24% da geração total de eletricidade no ano passado. Enquanto isso, a matriz energética atingiu, no ano passado, o patamar de 50% de renovabilidade, principalmente pela manutenção da oferta de energia hidráulica e biomassa da cana, além do crescimento de fontes como licor preto, biodiesel, eólica e solar fotovoltaica. Esse percentual é aproxidamente 4 vezes maior do que a média internacional, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

Também teve destaque o fortalecimento da governança de elaboração do BEN. Foi publicada a portaria MME n°109/2025, que institucionaliza a estrutura do comitê do BEN, formado pelas principais instituições do setor energético brasileiro e responsável pela consolidação das estatísticas energéticas do país. Tal estrutura também será importante para a elaboração do projeto de Estratégia de Dados Energéticos, em cooperação com a AIE. A iniciativa visa construir e priorizar ações de médio prazo para aprimoramento das estatísticas energéticas nacionais e é fruto de documento elaborado pela agência em relação ao setor energético nacional, o Energy Policy Review do Brasil. Esse estudo foi construído durante o ano, por meio de uma avaliação independente da agência, e lançado durante a Conferência das Partes (COP 30), em Belém (PA).

Eficiência Energética

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Após anos de construção conjunta com os agentes de mercado, sob a coordenação do MME, o Comitê Gestor de Indicadores de Eficiência Energética (CGIEE) aprovou a Resolução CGIEE nº 4/2025, que estabeleceu índices mínimos de eficiência energética para todas as novas edificações do país. Trata-se de um marco transformador que orientará o setor da construção civil para patamares superiores de desempenho e economia de energia desde a concepção dos projetos. Essa iniciativa posiciona o Brasil conforme as melhores práticas de edificações observadas no mundo.

Paralelamente, o MME também tem trabalhado para fomentar a base técnica e industrial necessária para sustentar essa agenda. Foram firmados Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o Labelo/PUC-RS e com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Essas parcerias visam apoiar estudos e levantamentos para a política industrial de equipamentos – notadamente compressores -, e ampliar a capacidade laboratorial para ensaios de desempenho de refrigeradores, sistemas de ar-condicionado e iluminação.

Outra contribuição significativa ao setor foi publicação do Caderno F da Taxonomia Sustentável Brasileira, no qual o MME atuou diretamente para incluir a Etiqueta “A” do Inmetro e o Selo Procel como critérios de sustentabilidade para construções, alinhando os incentivos financeiros verdes à eficiência energética comprovada.

O MME consolidou ainda importantes avanços na governança do Procel ao firmar um ACT com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacionais (ENBPar) para incluir critérios de eficiência energética nas compras públicas federais, fortalecendo o mercado de produtos e serviços mais eficientes.

Os programas do Procel seguem com alta diversidade setorial e adesão, com destaque para o sucesso da chamada pública para Edifícios Energia Zero e a super chamada do Procel Reluz, que moderniza a iluminação pública e gera economia para os municípios de menor população do país.

Em dezembro, o Procel completou 40 anos como o principal instrumento do país para promover a eficiência e a conservação de energia elétrica. Um programa presente na vida do consumidor de energia brasileiro e reconhecido internacionalmente como uma das melhores políticas de eficiência energética do mundo.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Na Holanda, MME participa do principal congresso mundial sobre combustível sustentável de aviação

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participa, entre os dias 15 e 17 de junho, do SAF Global Congress, em Amsterdã, na Holanda, principal evento internacional dedicado ao combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).

Representando a pasta, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, apresentou os avanços da política brasileira para o setor e destacou as oportunidades para ampliar investimentos e fortalecer a cadeia de produção de combustíveis sustentáveis no país.

Ao longo do congresso, a comitiva brasileira participa de diversos painéis sobre o papel dos governos na criação de um ambiente favorável aos investimentos em SAF, destacando o potencial brasileiro para a expansão da produção do combustível e as oportunidades da América Latina para transformar vantagens competitivas em projetos em escala comercial. Além do MME, participaram da delegação brasileira instituições como Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e ApexBrasil.

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Os debates reunem os principais atores globais do setor, incluindo representantes de governos, empresas, companhias aéreas e instituições financeiras.

Em sua participação, o secretário destacou que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como um dos principais fornecedores de combustível sustentável de aviação no mundo, graças à experiência acumulada na produção de biocombustíveis, à diversidade de matérias-primas e ao ambiente regulatório construído nos últimos anos. “O Brasil tem vantagens competitivas que poucos países possuem. Estamos construindo um ambiente seguro para investimentos e dialogando com os principais agentes internacionais para transformar esse potencial em projetos concretos, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, afirmou Dutra.

Além das perspectivas para o mercado brasileiro, as discussões abordaram temas como os mecanismos de incentivo à produção de SAF, os desafios para redução de custos, as estratégias adotadas por diferentes países para cumprir metas de descarbonização da aviação e o papel da cooperação internacional na ampliação da oferta global do combustível. Também foram debatidas as oportunidades para fortalecer a integração entre os países da América Latina e ampliar a participação da região na transição energética do setor aéreo.

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Segundo estudos apresentados pelo MME durante o evento, o Brasil possui potencial para produzir até 9 bilhões de litros de SAF a partir das matérias-primas mapeadas no país, volume equivalente a cerca de 125% do consumo brasileiro atual de querosene de aviação fóssil, o que fortalece a posição do País como potencial exportador.

Além disso, projetos viabilizados em escala comercial podem elevar a oferta nacional para aproximadamente 3,6 bilhões de litros por ano até 2035, consolidando o país como um importante polo de investimentos para a indústria de combustíveis sustentáveis de aviação.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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