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Morro de São Paulo: o que você precisa saber para visitar

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Morro de São Paulo: o que você precisa saber para visitar
Maurício Brum

Morro de São Paulo: o que você precisa saber para visitar

Morro de São Paulo , na Bahia, tem se consagrado como um destino que reúne o melhor de dois mundos para quem quer curtir bem umas férias à beira-mar: o vilarejo localizado na ilha de Tinharé, parte do município de Cairu, tem tanto praias paradisíacas de águas calmas quanto noites agitadas nos bares da Segunda Praia.

Relativamente próximo de Salvador , ainda que a viagem demore mais do que a distância sugere porque é preciso pegar ônibus, balsas, lanchas ou catamarãs para chegar, Morro de São Paulo é um bom lugar para passar ao menos três ou quatro dias sem grandes preocupações. Dedique-se a mergulhar em águas cristalinas e curtir as belezas naturais do arquipélago – que, se você tiver tempo, pode incluir uma esticada à vizinha Boipeba.

As “praias numeradas” de Morro de São Paulo

Localizar-se em Morro de São Paulo é muito fácil, porque as praias próximas à área onde fica a infraestrutura turística são todas “numeradas”. A Primeira e a Segunda Praia são as mais centrais. Enquanto a Primeira tem vários restaurantes e pousadas ao redor, mas acaba sendo menos procurada pelos banhistas, a Segunda se caracteriza pelo grande número de bares – por isso, costuma ser a mais concorrida, de dia e de noite, por quem quer botar o pé na areia, ouvir uma música, petiscar e beber.

Aliás, na Segunda Praia os guarda-sóis são instalados pelos próprios bares, e é preciso consumir neles para poder aproveitar a sombra.

Márcio Filho - MTUR
Além da boa estrutura de pousadas e restaurantes, a Primeira Praia é conhecida como término da tirolesa Márcio Filho – MTUR/Flickr

Já a Primeira Praia também é famosa por ser o o ponto final daquela que se anuncia como a maior tirolesa do Brasil: partindo do Morro do Farol, são 350 metros até “pousar” no mar. A descida custa R$ 80 e o local opera das 9h30 às 16h30. Saiba mais .

Em geral, as águas são tranquilas e com temperatura agradável em todos os cantos da ilha. O que vai mudar, mesmo, é a dificuldade de chegar a cada uma delas, o que também influencia na quantidade de pessoas que você vai encontrar na areia e no mar: com ruas estreitas e de paralelepípedos, Morro é um destino livre de carros.

Sem automóveis nem para o transporte de bagagens, pode ser necessário recorrer a um dos carregadores que oferecem ajuda logo na chegada, cobrando valores que podem chegar a R$ 50 dependendo do tamanho da sua mala. O serviço é pitoresco: quase todos levam as malas em carrinhos de mão!

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Márcio Filho - MTUR
Povoado da Gamboa, onde fica uma das praias “sem número”, é alternativa para quem busca boa infra, mas quer escapar à badalação da Primeira e Segunda praias Márcio Filho – MTUR/Flickr

Embora haja oferecimento de transporte motorizado – sobretudo, de moto – para alguns lugares mais distantes, como a Quarta Praia ou a Quinta Praia (para esta, há até passeios de jipe), o grosso dos deslocamentos é feito a pé. Se a sua ideia é escapar um pouco ao agito do “centrinho”, o negócio é procurar as praias com números mais altos, onde chega menos gente – ou a Gamboa, outra opção conhecida por suas opções gastronômicas, mas menos badalada que a Primeira e a Segunda praias.

A Terceira Praia, no meio do caminho, é o destino inevitável para quem quer fazer um passeio de lancha para conhecer outros cantos da ilha.

Não perca a “Volta à Ilha”

Para dar uma variada na paisagem, um dos passeios mais famosos para quem vai a Morro de São Paulo é a “Volta à Ilha” – que, como o nome indica, permite contornar inteiramente a ilha de Tinharé em uma lancha. Diferentes empresas oferecem o serviço, como a Bahia Terra ou a Zulu Turismo , por R$ 250. O périplo ao longo do dia sai da Terceira Praia e também dá a chance de curtir parte da outra bela ilha da região, a vizinha Boipeba.

Além de ver as paisagens e parar em praias de Tinharé e Boipeba, outro grande atrativo da “volta” são as piscinas naturais de Garapuá e Moreré, mas é preciso estar atento às condições do mar na época de sua viagem: nas luas cheia e nova as piscinas estão no auge da visibilidade.

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Como chegar

Partindo de Salvador, é possível seguir de carro até Valença, fazer o trajeto direto de catamarã ou optar por um meio-termo – o chamado transfer semi-terrestre , que alterna trechos de ferry boat, ônibus e barco.

Em qualquer cenário, é bom estar preparado: embora Morro de São Paulo fique a apenas 60 km em linha reta da capital baiana, as viagens costumam levar cerca de 3h30min, em função dos trechos por água – mesmo para quem vai carro, é preciso recorrer a uma balsa e o mais perto que você chega da ilha de Tinharé por terra é no terminal de Valença, onde necessariamente terá que deixar seu veículo em um estacionamento e concluir o trajeto de barco.

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Barcos são onipresentes, e você vai precisar pegar um para chegar lá Márcio Filho – MTUR/Flickr

Para fazer o trajeto entre Salvador e Morro de São Paulo, o catamarã é a melhor opção para quem não quer fazer várias trocas de transporte pelo caminho. As saídas da capital ocorrem no Terminal Marítimo, próximo ao Mercado Modelo. Para ter uma ideia do preço, empresas como a Biotur fazem esse deslocamento por R$ 151,81 na ida e R$ 138,71 na volta, saindo às 9h de Salvador e às 11h30 de Morro de São Paulo. Ponte de atenção: não é raro ouvir relatos de pessoas que enjoaram muito com o sacolejar das ondas.

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O jeito mais barato é atravessar de ferry boat do Terminal São Joaquim até o Terminal de Bom Despacho (1h), na Ilha de Itaparica, e de lá seguir de ônibus por mais 2h até o Terminal Marítimo de Valença, onde pega-se uma lancha que leva até Morro em 30 minutos.

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A alternativa mais descomplicada atualmente para quem chega no aeroporto de Salvador é embarcar no ônibus da Politur que vai direto para Valença sem passar pelo ferry (4h). O ônibus segue direto até o Atracadouro de Bom Jardim, de onde sai a lancha que faz a travessia até Morro em 10 minutos. As saídas do aeroporto de Salvador acontecem às 5h, 9h, 12h e 15h e o trecho sai por R$ 180, incluindo a travessia de lancha. Também há a opção de saídas de hotéis e do Terminal Marítimo. Saiba mais

Atenção à TUPA! No seu orçamento de viagem, vá preparado também para pagar a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago, cobrada de todos os visitantes ao desembarcar em Morro de São Paulo. A TUPA custa R$ 50 por pessoa, sendo que idosos e crianças de até 5 anos são isentos. É possível pagar em tótens e guichês no terminal, em cartão ou dinheiro. Ou pague pela internet e livre-se da fila.

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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