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Mosca-dos-estábulos no verão: impactos na produção de bovinos e estratégias de controle integrado

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Condições climáticas favorecem a proliferação da mosca-dos-estábulos

Com a chegada do verão, fatores ambientais como calor e alta umidade criam condições ideais para a proliferação da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans). O inseto, semelhante à mosca doméstica, se diferencia pelo comportamento agressivo e pelas picadas dolorosas, alimentando-se frequentemente do sangue dos animais.

Segundo Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a combinação de temperaturas elevadas e alta umidade na primavera e verão favorece o desenvolvimento das larvas em materiais orgânicos em decomposição, como esterco e restos de alimentos.

Impactos da infestação no desempenho dos animais

A mosca-dos-estábulos representa um problema relevante para bovinos, equinos e suínos, afetando diretamente o desempenho produtivo e gerando estresse e desconforto. Além disso, pode transmitir patógenos como o Trypanosoma evansi e aumentar os custos com manejo e tratamentos.

Frederiko destaca os principais sinais clínicos e comportamentais da infestação:

  • Comportamentos defensivos: balançar a cauda, movimentar patas, sacudir a cabeça ou esfregar-se constantemente;
  • Redução do consumo alimentar e perda de peso;
  • Lesões cutâneas causadas pelas picadas;
  • Anemia e queda no estado geral, especialmente em infestações severas.
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Na prática, a infestação provoca:

  • Redução na produção de leite e ganho de peso;
  • Comprometimento da reprodução em bovinos e equinos;
  • Aumento de custos com tratamentos, mão de obra e controle químico.
Erros de manejo que favorecem a mosca-dos-estábulos

O especialista alerta que práticas inadequadas contribuem para a multiplicação das moscas, como:

  • Acúmulo de esterco ou restos de ração próximos ao ambiente dos animais;
  • Falta de limpeza e higienização adequada de estábulos e currais;
  • Manejo incorreto de resíduos orgânicos, como palha contaminada.
Limitações do controle químico isolado

Embora o controle químico seja ainda bastante utilizado, Frederiko enfatiza que o uso isolado de inseticidas enfrenta desafios:

  • Resistência dos insetos devido ao uso frequente e inadequado dos produtos;
  • Impactos ambientais e riscos à saúde humana e animal;
  • Curto período de eficácia, já que as moscas se reproduzem rapidamente.

“O manejo preventivo e contínuo é o caminho mais eficaz para evitar prejuízos econômicos e garantir a saúde dos animais”, reforça o especialista.

Estratégias de controle integrado e preventivo

Para um controle eficiente, recomenda-se um sistema integrado, combinando medidas preventivas, químicas e biológicas:

  • Manejo sanitário: limpeza diária de currais e remoção correta dos resíduos;
  • Controle biológico: uso de predadores e parasitoides de ovos e larvas;
  • Armadilhas e tecnologias inovadoras: armadilhas inteligentes, dispositivos automáticos de inseticidas, drones e sensores para monitoramento de infestações;
  • Uso racional de inseticidas: rodízio de princípios ativos para evitar resistência.
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Entre as soluções mais recentes, destacam-se inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis, armadilhas inteligentes e monitoramento com drones, que potencializam a eficácia do manejo integrado e tornam o ambiente mais saudável e produtivo para os animais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Promulgação do acordo Mercosul-União Europeia abre novas oportunidades para o agro, afirma ministro André de Paula

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que promulga o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou do ato. O tratado encerra mais de duas décadas de negociações entre os blocos e abre novas perspectivas para as exportações do agro brasileiro.

“Esse acordo foi feito a ferro, suor e sangue, porque tem muita coisa que querem evitar que o Brasil cresça, dispute e coloque seus produtos no mercado estrangeiro”, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia de assinatura.

O acordo foi promulgado pelo Congresso Nacional em 17 de março e deve entrar em vigor provisoriamente nesta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos.

Durante a cerimônia, o presidente também destacou que o entendimento entre os blocos amplia as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional e ressaltou o acordo como resultado de um longo processo de negociação.

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Também foram anunciados procedimentos para eventual aplicação de salvaguardas bilaterais no âmbito de acordos comerciais dos quais o Brasil seja parte, mecanismo que permite a adoção de medidas temporárias para proteger setores produtivos em caso de aumento significativo das importações.

OPORTUNIDADES PARA O AGRO BRASILEIRO

Para o ministro André de Paula, a promulgação do acordo representa um avanço relevante para o setor agropecuário brasileiro. “Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro, esse setor gigante que agora tenho a honra de liderar”, destacou.

Segundo o ministro, reuniões recentes com representantes do setor produtivo indicam ganhos para diferentes cadeias exportadoras. Ele citou exemplos como a citricultura, o café, a fruticultura e a carne bovina.

No caso do suco de laranja, o ministro ressaltou que o Brasil já responde por grande parte do consumo mundial e que o acordo pode ampliar a competitividade do setor no mercado europeu. Também mencionou perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas exportadas ao continente.

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Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros destinados à União Europeia, medida que tende a ampliar o acesso da carne bovina ao mercado europeu.

Para André de Paula, a promulgação do decreto marca o início de uma nova etapa nas relações comerciais entre os blocos. “A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, concluiu.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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