Turismo

Mossoró, o paraíso de águas termais no sertão potiguar

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Quando se fala no verão do Rio Grande do Norte, o imaginário dos viajantes logo se remete às imagens das dunas e do badalado litoral de águas mornas. No entanto, o interior do estado guarda um destino para quem deseja viver a estação de uma maneira totalmente diferente. Em Mossoró, segunda maior cidade do estado, os turistas se deparam com um verdadeiro oásis no meio do semiárido.

A cidade abriga um dos maiores complexos de águas termais do Brasil, um espaço cercado por muito verde e infraestrutura completa de lazer. As águas, que brotam do solo em altas temperaturas, criam um ambiente perfeito tanto para o relaxamento terapêutico quanto para a diversão em família. Mergulhar nessas piscinas naturais e aproveitar as amplas áreas sombreadas do parque aquático é a pedida certa para renovar as energias longe da agitação litorânea.

Além de ser um polo de lazer aquático, Mossoró é gigante em sua importância cultural. Caminhar pelo Corredor Cultural da cidade é fazer uma imersão no passado de um povo pioneiro, que se destacou nacionalmente por libertar os povos escravizados anos antes da Lei Áurea e por registrar o primeiro voto feminino de toda a América Latina. Foi lá também que, em 1927, a população se uniu para expulsar o bando do cangaceiro Lampião.

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Culinária – Para completar a experiência turística, a culinária sertaneja abraça o visitante com sabores inesquecíveis. Nos restaurantes de Mossoró, a estrela incontestável é a autêntica carne de sol potiguar, servida na chapa com queijo coalho derretido e regada à manteiga da terra.

O tradicional arroz vermelho, também conhecido como arroz da terra, a paçoca de carne pilada e os pratos à base de jerimum são destaques da culinária. De sobremesa, as frutas típicas da região e os doces caseiros adoçam o paladar e deixam a marca sua registrada.

Como chegar – A cidade conta com o Aeroporto Governador Dix-Sept Rosado, que recebe voos regionais, encurtando as distâncias para quem vem de outros estados. Para os viajantes que preferem a estrada, Mossoró fica a cerca de duzentos e oitenta quilômetros da capital Natal, com acesso principal pela rodovia BR-304, possuindo estradas que revelam a bela transição da paisagem litorânea para a caatinga.

O percurso também é muito comum a partir de Fortaleza, no Ceará, que fica a uma distância bem semelhante. Seja qual for a rota escolhida, o destino promete um verão rico em descobertas, combinando o calor do sertão com o abraço relaxante de suas águas.

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Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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