Interior de São Paulo: refúgios em São Roque para alugar no Airbnb
A uma hora de distância da capital paulista, São Roque é o destino de quem busca se refugiar em meio a natureza ou conhecer vinícolas, adegas, empórios e restaurantes nos dez quilômetros da Rota do Vinho, acessada a partir do quilômetro 56,5 da Rodovia Raposo Tavares. Pensando em quem busca sossego a dois ou escapadas em grandes grupos, selecionamos cinco casas para alugar no Airbnb:
O refúgio integrado à natureza tem paredes de tijolo à vista e está dividido em quatro partes. Em uma ponta, a cama de casal com dossel em frente a uma grande janela tem uma vista belíssima para a mata. No meio da cabana, a sala de estar – sem televisão, para se desconectar de tudo mesmo – tem sofá de dois lugares e uma lareira. À frente, a cozinha equipada tem uma mesa de madeira com duas cadeiras felpudas. Por último, o banheiro também tem uma grande vista para a Mata Atlântica. Do lado de fora, há uma churrasqueira e uma piscina com pedras. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “O lugar é ainda mais bonito que nas fotos, super aconchegante e reservado. Foi uma ótima opção para descansar em meio a natureza e ao mesmo tempo conhecer a Rota do Vinho. Agradecimentos especiais ao Gildo, que foi um querido e nos recepcionou muito bem.” – Airton, setembro de 2024.
Com vista para o verde de todos os lados da acomodação, o loft para duas pessoas é compacto, mas confortável. O espaço tem cama, mesa para refeições e cozinha completa, além do principal atrativo, a jacuzzi privativa. Na área externa, há balanço, churrasqueira e um gazebo com fogueira e telão para projetar o que você quiser assistir. O anfitrião serve café da manhã na acomodação como cortesia. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “É um lugar para relaxar e apreciar o contato com a natureza! Conseguimos notar todo o cuidado que eles têm com o paisagismo, com a decoração externa e dentro do loft. São muito caprichosos nos detalhes. A casa é bem equipada e limpa, o café da manhã é uma delícia e a equipe é muito solícita.” – Kenia, setembro de 2024.
Borboletas, beija-flores e vaga-lumes são os vizinhos dessa casa térrea, que às vezes tem também a presença ilustre de tucanos, esquilos e pequenos macacos. As oito pessoas que se hospedam aqui se dividem entre as três suítes que totalizam uma cama queen, duas king e duas de solteiro. Também não falta espaço na ampla sala de estar com três sofás, duas poltronas e uma lareira abaixo da televisão. Da varanda com cadeiras, mesas e rede em frente à casa, um caminho de pedras leva até a piscina. A caseira Maria prepara café da manhã e almoço para os hóspedes. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “A casa é muito bonita e extremamente limpa, tudo muito aconchegante e bem decorado. Não vejo a hora de voltar para a paz e o aconchego desse lugar. PS: peçam para dona Maria fazer nhoque!” – Jessyca, junho de 2024.
A casa tem cômodos amplos e decoração rústica em um condomínio de chácaras com estrada de terra. Os 12 hóspedes se dividem em três quartos e há ainda uma pequena suíte com beliche na parte externa da casa, perto da lavanderia. Na área externa, a piscina aquecida por painéis solares fica ao lado do spa e da sauna seca. A varanda tem churrasqueira, forno de pizza, fogão a lenha, cervejeira, redes e mesa para 14 pessoas. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “Cada cantinho da casa foi decorado com muito bom gosto. As camas, sofás e cadeiras são de boa qualidade e muito confortáveis. A piscina e a jacuzzi fazem toda a diferença e a vista é de tirar o fôlego!” – Talli, agosto de 2024.
Na casa de 900 m² e três andares, não falta espaço para os 12 hóspedes se acomodarem em cinco suítes: há duas camas queen, duas de casal, três de solteiro, uma infantil e um beliche. Quatro salas – uma delas com lareira –, cozinha equipada e mais um banheiro completam a acomodação. O quintal com gramado tem piscina aquecida, forno de pizza, pula-pula, espreguiçadeiras e área de churrasqueira com duas mesas. Reserve aqui .
Comentário de quem já alugou: “A estadia foi muito boa! Os quartos são todos muito espaçosos e as roupas de cama, quentinhas e limpas. A casa correspondia ao que havia sido anunciado e a Déborah foi bem proativa com tudo o que solicitamos ou precisamos.” – Sthefani, julho de 2024.
Ainda que não tenhamos nos hospedado em todas as acomodações aqui listadas, selecionamos cuidadosamente cada uma delas com base na localização, conveniência e comentários de hóspedes anteriores. Caso você faça uma reserva por meio dos links aqui listados, a Viagem e Turismo poderá ganhar uma comissão.
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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