Economia

MOVE Brasil já aprovou R$ 5 bilhões para renovação de frota de caminhões

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Em dois meses de execução, o programa Move Brasil já alcançou R$ 5 bilhões de crédito aprovado, a juros abaixo do mercado, para compra de caminhões novos ou seminovos por profissionais autônomo, cooperados e empresas de transporte. Os números foram divulgados pelo BNDES, que opera o programa com recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bi) e do próprio banco (R$ 4 bi).

“Há apenas dois meses do lançamento do Move Brasil, o BNDES já aprovou metade dos R$ 10 bilhões disponibilizados para o programa. Isso demonstra o acerto da medida, que, além de contribuir para o meio ambiente, com veículos que poluem menos, traz mais economia para o caminhoneiro e mais segurança nas estradas”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

O programa apoia a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, credenciados no BNDES e seminovos que atendam os requisitos ambientais alinhados ao Proconve 7, fabricados a partir de 2012. Segundo o BNDES, dos R$ 5 bi aprovados, R$ 4,2 bi já foram contratados e R$ 2,8 bilhões, desembolsados. Das aprovações, R$ 925 milhões são para o estado de São Paulo.

Aberta em dezembro de 2025, a linha já contabiliza 4.620 operações, atendendo caminhoneiros em 1.127 municípios de todas as regiões do país.

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A maior parte dos recursos foi destinada à aquisição de caminhões novos para frotistas, com R$ 4,9 bilhões, em 4.380 operações. Foram aprovados R$ 110 milhões para clientes autônomos, em 239 operações.

“Esta é uma iniciativa estratégia do governo do presidente Lula que une neoindustrialização, sustentabilidade e desenvolvimento social. O programa estimula a produção da indústria nacional, aumenta a segurança nas estradas, reduz emissões e oferece melhores condições para que caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas transportadoras substituam veículos antigos por modelos mais seguros e eficientes, gerando uma logística mais moderna, além de emprego e renda”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Juros menores

Segundo regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o limite de financiamento do programa é de até R$ 50 milhões por usuário do programa. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses.

Os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário. Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado.

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A entrega do caminhão velho para reciclagem, com o procedimento devidamente comprovado, pode reduzir ainda mais os juros da operação.

Critérios de habilitação

O financiamento de caminhões novos é permitido apenas para veículos de fabricação nacional, assegurando que os recursos públicos estejam alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê adensamento de cadeias produtivas, gerando expansão tecnológica, emprego e renda no país.

Os seminovos também deverão comprovar conteúdo local, nas condições estabelecidas em portaria do MDIC. Entram nessa categoria, segundo definição da normativa, veículos produzidos a partir de 2012.

O uso dos recursos para compra de caminhões seminovos é permitido apenas para autônomos e pessoas físicas associadas a cooperativas do setor. As linhas de financiamento admitem, ainda, a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista, quando contratados em conjunto com o veículo.

Dos recursos disponíveis, R$ 1 bilhão está reservado exclusivamente para transportadores autônomos e pessoas físicas ligadas a cooperativas, reforçando o caráter social e inclusivo da iniciativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

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No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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