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MPA participa de Workshop da FAO sobre Aquicultura Sustentável

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, entre os dias 24 e 25 de fevereiro, do Workshop de Especialistas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre a Implementação das Diretrizes para a Aquicultura Sustentável (GSA), realizado em Roma, na Itália.

Durante o evento, foram apresentadas ferramentas práticas para que os países possam internalizar as diretrizes voltadas ao desenvolvimento sustentável da aquicultura.

Na ocasião, a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda Gomes, e a coordenadora-geral de Governança e Relações Institucionais, Shayene Marzarotto, destacaram os avanços do Brasil na elaboração de planos estratégicos mensuráveis e nas orientações sustentáveis para o setor.

“Foi muito importante a nossa vinda pra cá, pois foi possível ver que o nosso plano e nossas ações estão alinhadas ao que a FAO propõe e que o Brasil está no rumo certo” afirmou a Secretária Fernanda.

“Foram dias de escuta e muitas trocas para melhorarmos as ferramentas de comunicação com todos os envolvidos, visando à aplicação das diretrizes para alcançar a sustentabilidade, fortalecer a governança e promover o desenvolvimento do setor”, afirmou Shayene.

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De acordo com a coordenadora, o objetivo da participação brasileira foi apresentar as iniciativas que o país vem desenvolvendo para construir uma aquicultura forte, sustentável, resiliente e adaptada às mudanças climáticas. “Mostramos que estamos alinhados com as diretrizes da FAO ao apresentarmos o Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável”, destacou.

O Plano

O Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável é um instrumento estratégico que orienta o crescimento da aquicultura de forma organizada, competitiva e ambientalmente responsável. A proposta também busca impulsionar a expansão produtiva com base na inovação tecnológica, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social.

Dividido em 4 grandes eixos, a saber: Sustentabilidade, Meio Ambiente e Clima; Dados, Ordenamento e Governança; Inovação, PD&I, Assistência Técnica e Sanidade; Competitividade, Mercado e Inclusão Socioprodutiva; Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável, ele estabelece diretrizes claras, metas consistentes e ações integradas para uma visão que reconhece a aquicultura como um caminho para gerar prosperidade econômica, promover equilíbrio ambiental.

Com diretrizes claras, metas consistentes e ações integradas, o plano estabelece uma visão estratégica que reconhece a aquicultura como um caminho para gerar prosperidade econômica, promover o equilíbrio ambiental e ampliar a segurança alimentar.

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Orientações para a Aquicultura Sustentável

As Orientações para a Aquicultura Sustentável (GSA) são princípios e práticas pactuados entre países com o objetivo de transformar as indústrias aquícolas nacionais. A iniciativa busca construir, de forma colaborativa, um caminho para que a aquicultura contribua cada vez mais para a segurança alimentar e nutricional, para a restauração dos ecossistemas e para a redução dos impactos das mudanças climáticas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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