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MPMT fortalece diálogo com sociedade em parceria com a Energisa

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) reforça seu compromisso com a defesa dos direitos sociais ao ampliar sua aproximação com a população. Na terça-feira 04 de novembro, durante a homenagem aos parceiros do projeto Diálogos com a Sociedade, edição 2025, o MPMT e a Energisa Mato Grosso assinaram Protocolo de Intenções com objetivo de divulgar informações de utilidade pública e mostrar o trabalho desenvolvido pela instituição em benefício dos cidadãos mato-grossenses.
A iniciativa prevê a veiculação de mensagens de interesse social no verso das contas de energia elétrica enviadas pela concessionária. O primeiro tema a ser levado às residências mato-grossenses será a campanha de combate à violência contra a mulher, com o tema: “Quebre o silêncio. Denuncie”.
O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, destacou a importância da parceria. “Este é um passo significativo para levar informação, incentivo à denúncia e esperança a quem precisa romper o ciclo da violência. A união de esforços em prol do bem comum fortalece nossa atuação junto à sociedade”, afirmou.
Após a formalização do Termo de Cooperação Técnica, as campanhas serão veiculadas conforme cronograma de ações institucionais do MPMT. A expectativa é de que mais de 1,7 milhão de consumidores em todo o estado sejam alcançados.

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Para o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo Vinhaes Monteiro, a iniciativa reforça o papel social da empresa. “Entendemos que podemos contribuir ainda mais. As contas de energia são um meio eficaz de comunicação, especialmente para mulheres que enfrentam situações de violência. Essa parceria é um marco para Energisa”, destacou.

Foto: Chico Ferreira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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