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MPMT orienta ativar proteção contra fraudes no sistema financeiro

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O Centro de Apoio Operacional de Defesa de Dados Pessoais e Inteligência Artificial (CAO-DDPIA) do Ministério Público de Mato Grosso recomenda aos cidadãos que ativem a proteção oferecida pelo BC Protege+, serviço lançado pelo Banco Central na última segunda-feira (1º) para reforçar a segurança contra fraudes de identidade no Sistema Financeiro Nacional. O BC Protege+ funciona como uma camada adicional de proteção, evitando a abertura de contas fraudulentas em nome de pessoas físicas ou jurídicas e impedindo a contratação indevida de produtos financeiros.
Ao ativar o serviço, o usuário informa às instituições financeiras que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. Antes de abrir qualquer conta, os bancos são obrigados a consultar o sistema. Caso a proteção esteja ativa, a instituição não poderá realizar a abertura ou inclusão até que o usuário desative a funcionalidade. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.
Em apenas três dias de funcionamento, o BC Protege+ bloqueou 3.170 tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo balanço divulgado pelo Banco Central, 193,8 mil pessoas já ativaram a proteção, e as instituições financeiras realizaram 3,04 milhões de consultas ao sistema.
Como fazer – Para ativar a proteção, é necessário acessar a área logada do Meu BC, utilizando a conta Gov.br com nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada. Dentro do sistema, basta localizar o serviço BC Protege+ e ativar a proteção. Caso o usuário esteja cadastrado como colaborador de uma empresa no gov.br, também poderá ativar a proteção para a pessoa jurídica.

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Atenção – Ao decidir abrir uma conta ou ser incluído em contas de terceiros, é preciso desativar a proteção temporariamente. Uma dica é programar a reativação automática para não esquecer e manter a segurança.
Para mais informações e ativação do serviço, acesse Meu BC.
(Com informações do Banco Central e da Agência Brasil).
Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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