O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, reuniu, nesta terça-feira (16.6), em seu ambulatório, cerca de 60 pacientes e servidores na Roda de Conversa sobre a Doença Falciforme. O evento foi realizado das 9h30 às 11h para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, comemorado nesta sexta-feira (19).
Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca dar visibilidade aos portadores desta condição genética e promover educação em saúde.
“Fizemos este espaço de diálogo para que os pacientes pudessem trocar experiências e receber orientações da nossa equipe multidisciplinar com o objetivo de ampliar o conhecimento deles e fortalecer o cuidado com a saúde em Mato Grosso”, afirmou o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo.
O encontro tratou sobre autocuidado, com exemplos de pequenas atitudes diárias que fazem toda a diferença para o paciente, e sobre a importância, benefícios e uso correto do medicamento quimioterápico hidroxiureia, oferecido pelo MT Hemocentro nos casos necessários para diminuir o processo inflamatório desencadeado pela doença.
A equipe também abordou a carteirinha de hemoglobinopatia, lançada pela Secretaria de Estado de Saúde em maio, que reúne informações do diagnóstico da doença, tipagem sanguínea, fluxogramas de complicações, sinais de alerta e manejo da dor do paciente.
“Aproveitamos o encontro para tratar sobre os direitos dos pacientes, acesso ao atendimento, como ter mais qualidade no cuidado e tirar todas as dúvidas. A ferramenta traz um módulo dedicado ao manejo da dor, que será ótimo para as pessoas com doença falciforme”, acrescentou.
O presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme do Estado de Mato Grosso (ASFAMT), Rosalino Batista de Oliveira, também participou das atividades.
Unidade atende cerca de 600 pacientes com doença falciforme
O MT Hemocentro é referência no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso e atende atualmente 603 pacientes com a doença, que realizam consultas regulares com médico hematologista para acompanhamento e tratamento ambulatorial, exames de rotina e são acompanhados por uma equipe multidisciplinar.
Quando necessário, os pacientes também realizam transfusões e infusão de medicamentos no ambulatório.
Nas pessoas com a doença, as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), que em condições normais são redondas, ficam com a forma de “meia lua” ou “foice”.
Essa mudança ocorre em situações de esforço físico, estresse, frio, traumas, desidratação e infecções. Nesse formato, os glóbulos vermelhos não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação.
Moradora do bairro Residencial Santa Terezinha, em Cuiabá, Ronildes Alves de Almeida, 48 anos, mãe do paciente João Otávio Loiola, de 7 anos, conta que descobriu a doença quando ele tinha um ano e meio e que costuma comparecer às consultas no MT Hemocentro, no mínimo, mensalmente.
“Começamos a frequentar o hemocentro quando o João tinha quase cinco anos. Até então, o tratamento com a dra. Suely tem sido satisfatório. Ela é uma excelente profissional, só tenho a agradecer a doutora e todas as equipes do hemocentro, as meninas e enfermeiras. No começo, eu ia de três em três meses. Hoje ele vai de mês em mês, até de 15 em 15 dias porque a hemoglobina dele está sempre baixa, aí levo ele para observação”, afirmou.
Crédito: Arquivo pessoal
Sobre a doença
A doença falciforme é genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias do sangue – os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos.
A enfermidade não tem cura e pode provocar o comprometimento das principais funções do organismo, caso o portador não receba a assistência adequada. O diagnóstico é feito na Triagem Neonatal, com o Teste do Pezinho, e pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
Entre os sintomas estão crises de dor, síndrome mão-pé, infecções, úlcera de perna, sequestro do sangue no baço, palidez, cansaço fácil e icterícia.
Encontros voltados ao cinema independente, aos processos criativos e à experimentação audiovisual estão reunindo diretores, pesquisadores, artistas e estudantes no Cineclube CALM (Centro Audiovisual Luiz Marchetti), em Cuiabá. Neste sábado (20.6), às 19h, a programação gratuita e aberta ao público tem a participação da multiartista Amanda Homem, em um encontro dedicado às relações entre imagem, criação contemporânea e audiovisual.
O Cineclube foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Cinemotion Audiovisual – edição Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com as atividades, o espaço amplia as possibilidades de circulação do cinema independente, fortalecendo o acesso democrático ao audiovisual em Mato Grosso.
“É uma maneira de valorizar os pesquisadores e realizadores que dialogam com o cinema, as artes visuais e os processos contemporâneos de criação. Não basta ver o filme, o legal aqui é conhecer criadores e trocar idéias”, explica Luiz Marchetti.
Com programação escolar e aberta ao público, o projeto promove encontros de escolas com cineastas comentando seus trabalhos e em outras sessões grava as apresentações para serem convertidas em aulas-links.
“Assim posteriormente o Cineclube CALM terá um repertório não apenas de filmes, videos e criações audiovisuais, mas também a apresentação de autores de nosso Estado”, complementa o cineasta.
As vagas para as 14 edições escolares estão esgotadas, sendo que iniciaram em 9 de junho e seguem até o dia 30 de junho, incluindo cinema para surdos e cinema adaptado para cegos. Todas as atividades são gratuitas.
A programação aberta o público prossegue no domingo (21), às 18h, com o renomado colorista Marcelo Sant’Anna, que conduzirá uma conversa sobre seus processos criativos na “Cor Cinematográfica”, linguagem técnica e processos de experimentação nesse campo essencial do audiovisual autoral.
Na segunda-feira (22), às 18h, a pesquisadora e cineasta Juliana Segóvia apresentará um bate-papo sobre seus filmes, documentários, experiências audiovisuais no Cinema Negro em Mato Grosso.
Na quarta-feira (23), às 19h, o Cineclube CALM promove um encontro com Jeff Keese e Luiz Marchetti, idealizadores do projeto e articuladores da cena cultural mato-grossense. A conversa abordará a trajetória dos trabalhos de video-arte apresentados no 26º Salão Jovem Arte de 2021.
O encerramento será na sexta-feira (26), às 19h, com a projeção do documentário de Uri Bezerra. Cineasta residente desta edição, Uri é o responsável pela gravação e edição das aulas-links que posteriormente entrarão em outras edições do Cineclube CALM. Na data, haverá uma celebração de encerramento com Dj Naiggaz e projeções dos melhores momentos desta edição do projeto.
A abertura da programação aconteceu no dia 15 de junho, às 19h, com o artista visual André Gorayeb, conhecido pelo trabalho desenvolvido a partir do desenho, da narrativa visual e de processos experimentais de criação.
Os ingressos são distribuídos pelo link disponível na bio @centroaudiovisuallm no Instagram. Link direto aqui.
Serviço: Cineclube CALM (Centro Audiovisual Luiz Marchetti) Rua Zulmira Canavarros, 285 – Centro Norte – Cuiabá (MT) Entrada gratuita Retirada de ingressos aqui
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