Mato Grosso

MT, MS e Governo Federal discutem plano de ação integrado para enfrentar incêndios no Pantanal

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Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Governo Federal e segmentos da sociedade civil anteciparam as discussões para planejamento e definição das estratégias de atuação para enfrentamento aos incêndios no Pantanal.

Nesta quarta-feira (26.3), a secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Cel Flávio Gledson Bezerra, participaram em Campo Grande (MS) da primeira reunião para construção do plano de ação integrado que será executado este ano.

“A atuação integrada e cooperada é essencial para potencializar o resultado dos Planos elaborados. Partindo do aprendizado adquirido no ano passado, em 2025 antecipamos as discussões para que essa atuação integrada envolva também as ações preparatórias”, explicou a secretária de Estado de Meio Ambiente.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Coronel BM Flávio Gledson Bezerra, ressaltou que o planejamento prévio possibilita uma atuação mais inteligente em campo, evitando, por exemplo, a redundância de recursos.

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“Mato Grosso do Sul tem uma demanda que interage conosco, principalmente no pantanal, uma área de alto interesse ecológico para os dois Estados. Eventualmente, incêndios que se iniciam em um dos Estados pode transpor o rio e avançar para o outro como já aconteceu outras vezes”, observou o comandante-geral.

O secretário Especial de Controle de Desmatamento e Gestão Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, lembrou que, embora em 2024 os indicadores apontassem grau de risco de incêndio no pantanal superior ao de 2020, isso não aconteceu devido à atuação estratégica dos Estados e do governo federal.

“A experiência do trabalho conjunto realizado no ano passado reforça a relevância desse alinhamento. Este modelo de diálogo e integração pode, inclusive, ser estendido para outros biomas”, defendeu.

Durante a reunião, representantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), do ICMbio e de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram as propostas de diretrizes para ação coordenada e integrada. As informações colhidas serão consolidadas em um plano de ação conjunto para garantir, entre outros resultados, a otimização de recursos, a eficiência no monitoramento, atuação colaborativa e evitar sobreposições de autuações.

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Também participaram das discussões a diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Kuhl Pintarelli; o diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), André Borges Barros de Araújo; as superintendentes do Ibama em MS, Joanice Lube Battilani, e em MT, Cibele Madalena Xavier Ribeiro; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de MS, Cel Frederico Reis Pouso Salas; o secretário-executivo do Comitê de Gestão do Fogo em MT, coronel Dércio Santos da Silva, entre outras autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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