Mato Grosso

MT reúne agentes da PM de 11 Estados em debate sobre combate a facções criminosas

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A Polícia Militar de Mato Grosso reuniu 400 agentes da corporação de 11 Estados, no 3º Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático, realizado nesta sexta-feira (21.06) pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O evento contou como tema “Combate à Facções Criminosas” e apresentou palestras de representantes nacionais da segurança pública, especialistas no tema.

O simpósio abordou a compreensão e conscientização do papel do patrulhamento tático na manutenção da Segurança Pública no constante enfrentamento às quadrilhas e facções criminosas no Estado.

O governador Mauro Mendes esteve presente na abertura do evento, ao lado da primeira-dama Virginia Mendes, e destacou a importância e urgência de debater ações de enfrentamento e combate à facções criminosas, provocando ainda uma legislação mais severa para o fim do crime organizado no país.

“Temos a honra de sediar aqui em Mato Grosso um diálogo entre as forças de segurança, trazendo personalidades e autoridades que convivem com esse tema há muitos anos para que possamos intercambiar informações, conhecimento, experiências de como combater o crime organizado dentro do limite que a lei brasileira nos oferece. Tenho falado que a lei brasileira está permitindo, ao longo dos anos, que haja um crescimento descontrolado das facções criminosas no país. Essa mudança na legislação brasileira deveria ser prioridade número 1 no país, e é isso que estamos discutindo aqui em Cuiabá com esse evento”, ressaltou.

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM César Augusto Roveri, pontuou o compromisso do Governo do Estado com importantes investimentos como nunca antes feito na história de Mato Grosso para o combate à criminalidade no estado, desde aquisição de armamentos, viaturas e equipamentos mais modernos e tecnológicos para todas as forças de segurança.

“O Governo do Estado tem feito grandes investimentos na Segurança Pública e a capacitação faz parte desses investimentos, além de equipamentos, armamentos, viaturas, tecnologia, o programa Vigia Mais MT que dá grandes resultados. Ouvimos aqui dos palestrantes que não se faz enfrentamento sem orçamento e isso o Governo tem feito, dando todo respaldo às forças de segurança”, disse, ao citar como exempo o aumento de 130% no número de prisões registradas em Sorriso nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2023.

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“Na fronteira, em 2023, tivemos 14 toneladas de cocaína apreendida pelo Gefron e neste ano já atingimos 8 toneladas. Isso demonstra que o Governo tem investido e obtido resultados”, acrescentou.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, enfatizou que o simpósio possibilita colocar os policiais militares, que atuam nas ruas diariamente, de adquirir novos conhecimentos e obterem novas formas de atuação no combate ao crime.

“Hoje é um dia especial para a Polícia Militar onde debatemos um assunto de extrema importância no país, com grandes nomes da Segurança Pública. Estamos aqui com policiais militares que colocam sua vida em risco para combater o crime organizado e muitas das vezes estamos desencorajados por pessoas que não deveriam estar naquele Congresso Nacional e impedem avanços e mudanças na lei. Precisamos de mudanças urgentes nas legislações penais e precisamos que os cidadão de bem se encorajam nessa luta”, reforçou.

Um dos palestrantes do evento, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite, falou sobre o enfrentamento do crime organizado no Estado de São Paulo e reforçou a importância do debate para o enfrentamento às facções criminosas como um problema nacional que precisa ser enfrentado com a integração de todas as forças de segurança do país.

“O Governo de Mato Grosso e a Polícia Militar estão de parabéns pela realização do 3º Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático. Essa oportunidade de troca de experiência e expertise do patrulhamento tático entre os dois estados é de extrema importância no combate às facções criminosas. Contem com o Governo de São Paulo para qualquer ação de enfrentamento e combate à criminalidade”, afirmou.

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Cássio Araújo de Freitas, deu palestra no evento sobre a operação Escudo da PMESP, ocorrida nas cidades de Santos e Guarujá, e comemorou a troca de experiências para o fortalecimento do policiamento tático. “Isso fortalece e qualifica os policiais militares. O crime organizado opera em todo território nacional, transnacionalmente e as polícias precisam conversar entre si”, pontuou.

O secretário de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais, Marcel Dornas Beghini, também foi um dos palestrantes do evento e enfatizou a importância do 3º Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático – Combate à Facções Criminosas.

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“Discussão de extrema importância porque a criminalidade infelizmente está presente no país inteiro e quando se faz essa integração entre as forças de segurança de diversos Estados, conseguimos buscar meios de como reforçar o enfrentamento ao crime organizado”, comentou.

O deputado federal, coronel PM Jonildo José de Assis, esteve presente no evento e enfatizou a importância de um grande debate para a construção de estratégias para o combate à criminalidade. “É um debate que precisa ser a nível nacional, na Câmara dos Deputados, temos muitas iniciativas contra o crime organizado e precisamos de um esforço concentrado dos três poderes em ações contra o crime organizado”, discursou.

O deputado estadual Elizeu Nascimento relembrou sua trajetória por 14 anos de atuação no Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam) e comemorou a realização do evento junto ao Governo do Estado, a Secretária de Estado de Segurança Pública e a Polícia Militar.

“Buscamos juntos para que fosse realizado esse simpósio a partir de emendas parlamentares. A Rotam é responsável pela doutrina do patrulhamento tático em Mato Grosso e faz essa distribuição de ensinamentos para que possamos ter nossos policiais militares bem treinados, fico honrado por ter servido durante 14 anos a esta unidade especializada”.

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Hélio Nishiyama, também esteve na solenidade e ressaltou a parceria entre os Poderes, atuando diante da atual legislação, no combate ao crime organizado.

“O Poder Judiciário está fazendo seu papel. Estamos atuando de forma legal e constitucional e é de total importância essa troca de experiência e técnica para que tenhamos uma segurança pública mais efetiva”, salientou.

Também estiveram presentes no evento, a secretária de Assistência Social, coronel Grasi Bugalho; o secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel Heverton Mourett; o secretário-adjunto do Gabinete Militar, tenente-coronel PM Fernando Turbino; o subchefe de Estado-Maior Geral da PM, coronel José Nildo de Oliveira, o corregedor-geral da PMMT, coronel Fernando Augustinho Oliveira Galindo; o comandante de Policiamento Especializado da PMMT, coronel André Avelino Neto; o comandante do Gefron, tenente-coronel Manoel Bugalho; o deputado estadual Gilberto Cattani; o promotor de Justiça, João Batista, entre demais autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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