Mato Grosso

MT tem redução histórica de focos de calor; Bombeiros reforçam alerta à população

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Mato Grosso encerrou o mês de agosto com o menor número de focos de calor já registrado na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas). A redução foi de 75% em relação à média dos últimos 27 anos e reforça a necessidade de que a população mantenha atitudes conscientes e colaborativas na prevenção de incêndios florestais.

De acordo com dados do INPE, Mato Grosso registrou 2.322 focos de calor no mês de agosto, bem abaixo da média histórica de 9.341 focos para o mês. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais significativa, chegando a 87%. Essa redução ocorreu mesmo em meio a uma estiagem severa, que já ultrapassa 120 dias sem chuvas em algumas regiões, e à presença de ventos fortes, condições que favorecem a propagação do fogo.

O comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, afirmou que os números confirmam a efetividade da atuação dos bombeiros militares, bem como das políticas públicas implementadas e da integração entre os órgãos públicos e o setor produtivo no combate aos incêndios florestais.

“Mato Grosso demonstra que, com planejamento, investimento e integração, é possível reduzir drasticamente os impactos dos incêndios florestais, protegendo vidas, comunidades e o patrimônio ambiental”, afirmou o comandante.

Prevenção

Mesmo com a redução significativa, a participação ativa da população segue sendo essencial para a prevenção de incêndios florestais e queimadas ilegais considerando os riscos ainda elevados da temporada de estiagem, de acordo com o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).

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Ele reforça a necessidade de que a população colabore, denunciando práticas irregulares e respeitando as restrições impostas durante o período proibitivo. Em vigor desde 1º de julho, a medida proíbe o uso do fogo em todo o território estadual para fins de limpeza e manejo de áreas rurais.

“A redução nos focos de calor é um reflexo do esforço coletivo, mas ainda estamos em um período crítico e a responsabilidade compartilhada é fundamental para evitar o uso irregular do fogo, reduzir os danos ambientais e proteger vidas. A colaboração da população, com atitudes responsáveis e o cumprimento da legislação, é essencial para mantermos esse cenário positivo até o fim da estiagem”, enfatizou o tenente-coronel.

Investimentos

Além do apoio da população, o CBMMT continuará ampliando as ações integradas de prevenção e combate aos incêndios florestais. Entre as medidas já implementadas, destaca-se a Operação Infravermelho, que utiliza monitoramento remoto via satélite, operado pelo Batalhão de Emergências Ambientais. O objetivo é identificar áreas de risco e combater o uso irregular do fogo no estado, permitindo a responsabilização dos autores e a mitigação dos danos ambientais.

Já no combate em campo, o CBMMT dispõe de uma estrutura operacional robusta, com um efetivo de 1.420 bombeiros militares prontos para atuar durante a temporada de estiagem. Esse contingente é reforçado por 150 brigadistas estaduais temporários e 100 brigadistas municipais. A corporação também conta com 80 viaturas especializadas no combate a incêndios florestais, além de uma frota aérea ampliada, com até oito aeronaves operando simultaneamente, sendo duas próprias do CBMMT e seis contratadas pela Defesa Civil Estadual.

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A atuação conjunta entre os bombeiros e parceiros também tem fortalecido a capilaridade e a eficiência da resposta. Um dos principais instrumentos dessa integração é o Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que permite a mobilização rápida e eficaz de brigadistas, maquinários, propriedades, equipamentos e aeronaves. Atualmente, o sistema já conta com aproximadamente oito mil recursos cadastrados.

Todas essas medidas fazem parte do investimento de R$ 78 milhões que o Governo de Mato Grosso está destinando ao Corpo de Bombeiros Militar, com foco no fortalecimento da estrutura e da capacidade operacional da corporação. Esse aporte integra o total de R$ 125 milhões investidos pelo Estado em ações de combate aos incêndios florestais e de enfrentamento ao desmatamento ilegal em todo o território mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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