Nacional

MTE participa da Expo Favelas 2025 e reforça orientação sobre direitos trabalhistas

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro (SRTE/RJ), participou da Expo Favelas 2025, realizada nos dias 24 e 25 de outubro na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca (RJ). Promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), o evento reuniu pequenos empresários, empreendedores e representantes de diferentes setores produtivos, configurando-se como um espaço de troca de experiências, aprendizado e valorização da economia das favelas.

Durante os dois dias de evento, o estande do MTE ofereceu ao público informações e orientações sobre diversos serviços da pasta, como Seguro-Desemprego, Abono Salarial e Carteira de Trabalho Digital, incluindo o acesso pelo site Gov.br. Os visitantes também puderam esclarecer dúvidas sobre direitos e deveres de trabalhadores e empregadores, além de acessar materiais informativos impressos e digitais por meio de QR Codes.

A fiscalização do trabalho foi representada pelos auditores-fiscais do Trabalho João José do Desterro e Wintia Santoro, que abordaram a legislação aplicada ao trabalho doméstico e destacaram a importância de dar visibilidade a essa categoria historicamente negligenciada. A área de Segurança e Saúde no Trabalho contou com a presença do servidor Paulo César Chaves, enquanto o setor de Seguro-Desemprego foi representado por Luiz Felipe Lobo de Carvalho, que prestou esclarecimentos sobre programas e serviços disponíveis ao cidadão.

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Sob a coordenação do superintendente regional do Trabalho, Cláudio Secchin, também participaram da ação o superintendente substituto Bruno Moraes, o assessor do gabinete Ricardo Leite e o chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho, auditor-fiscal do Trabalho Augusto Lima.

Para o superintendente Cláudio Secchin, a presença do MTE na Expo Favelas reforça o compromisso da instituição em promover diálogo, orientação preventiva e conscientização sobre a legislação trabalhista. “Participar de espaços como esse é fundamental para aproximar o Ministério dos trabalhadores e empreendedores, fortalecendo o cumprimento dos direitos e estimulando um ambiente favorável à inovação e a novas formas de empreender”, destacou.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Nacional

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

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Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

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Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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