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MTE propõe decreto para regulamentar a profissão de trabalhador multimídia

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (21) a elaboração de uma proposta de decreto para regulamentar a Lei nº 15.325, de 6 de janeiro de 2026, que instituiu a profissão de trabalhador multimídia.

Na ocasião, o ministro recebeu representantes de duas federações nacionais de radialistas e do Movimento Nacional dos Radialistas. A categoria esteve representada pela Federação Nacional dos Radialistas Profissionais e dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão, Televisão, Sistemas de TV por Assinatura e Serviços Especiais de Telecomunicações (FENARTE), pela Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT) e pelo Movimento Nacional dos Radialistas, que apresentaram ao ministro uma proposta de regulamentação da Lei nº 15.325.

A proposta de decreto será elaborada de forma conjunta por representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Secretaria de Proteção ao Trabalhador, da Secretaria de Relações do Trabalho e da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, sob a coordenação da Secretaria-Executiva do MTE. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 30 dias.

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O secretário de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto, afirmou que a posição do Ministério do Trabalho e Emprego é no sentido de regulamentar a Lei nº 15.325 para evitar insegurança jurídica e a abertura excessiva de brechas para a flexibilização das relações de trabalho, especialmente por meio de aditivos contratuais. Segundo ele, a ausência de regulamentação pode gerar sobreposição e conflito com legislações já existentes que tratam das profissões de jornalista e publicitário, além de fragilizar direitos atualmente assegurados por negociação coletiva.

Os radialistas defendem a regulamentação da lei com base no princípio do “sem prejuízo das atribuições de outras categorias profissionais”, previsto no artigo 3º da Lei nº 15.325.

Participaram da reunião a deputada federal Érica Kokay; o presidente da Federação Nacional dos Radialistas (FENARTE), Lucas Tiago Bauermann; o advogado da FENARTE, Vinícius Alexander Gimenes Cidral; o assessor jurídico da FENARTE, Antônio Escosteguy Castro; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul, Antônio Ricardo Malheiros Silva de Souza; o presidente do Sindicato dos Radialistas da Bahia, Everaldo Santos Monteiro; o presidente do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal, Marco Antônio Arguelho Clemente; o presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe e secretário de Relações Institucionais da FITERT, Alexsandro Santos Carvalho; o representante do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Dienis Santos Celestino; o coordenador e conselheiro do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional pela FITERT, Antônio Fernando Cabral Ferreira; o secretário-geral e conselheiro do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional pela FITERT, Ricardo Córdoba Ortiz; e o secretário de Finanças da FITERT, João Messias Rodrigues Mendes.

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Pelo Ministério do Trabalho e Emprego, estiveram presentes o secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto, e a secretária-executiva substituta, Luciana Nakamura.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Operação “Falso Defensor” desarticula grupo criminoso que aplicava golpes se passando por advogados

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Brasília, 29/4/2026
– O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/Diopi/Senasp), apoiou a deflagração da Operação Falso Defensor, realizada nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”. O grupo atuava a partir do Ceará (CE) e fazia vítimas em diversos estados do País.

A ação contou com a participação da Polícia Civil do Ceará (PCCE), com diligências realizadas nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Pacatuba.

Ao todo, foram cumpridas 29 medidas judiciais, incluindo 14 mandados de prisão temporária, 14 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, que somam aproximadamente R$ 500 mil.

As investigações tiveram início a partir de um caso envolvendo um servidor público de Goiás (GO), que sofreu prejuízo superior a R$ 452 mil em apenas oito dias. A partir desse episódio, foi possível identificar a atuação estruturada do grupo criminoso.

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De acordo com a apuração, os investigados utilizavam aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp, para se passar por advogados e informar falsamente às vítimas sobre um suposto êxito em processos judiciais. Em seguida, solicitavam o pagamento de taxas, como impostos e custas processuais, para a liberação de valores inexistentes. Para dar aparência de legitimidade ao golpe, também simulavam a atuação de servidores públicos e utilizavam documentos adulterados.

A organização criminosa era estruturada em núcleos especializados: um responsável pelo contato com as vítimas, outro pela simulação de autoridades e um terceiro dedicado à movimentação financeira, com uso de contas bancárias para recebimento e dispersão dos valores ilícitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem ultrapassar 21 anos de reclusão, além de multa.

O material apreendido será analisado para identificação de novas vítimas e de outros envolvidos no esquema. As investigações seguem em andamento, com foco na ampliação das responsabilizações e na recuperação dos ativos desviados.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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