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No Dia Interamericano da Qualidade do Ar, MMA reforça compromisso com medidas para garantir ar limpo à população

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A garantia da qualidade do ar é umas das prioridades do governo federal. Desde 2023, essa agenda tem sido fortalecida, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), para assegurar à população um conjunto de medidas que fomente a condição adequada do ar. Neste 8 de agosto, data em que é celebrada o Dia Interamericano da Qualidade do Ar, a pasta reforça o compromisso com as ações e programas que impulsionam a Política Nacional de Qualidade do Ar (PNQAr).

A legislação foi sancionada, em 2024, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabeleceu mecanismos para monitorar a qualidade do ar, com a divulgação de dados para a sociedade. Entre os avanços, está o estabelecimento de instrumentos para gestão da qualidade do ar.

Um desses importantes mecanismos é o Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), gerido pelo MMA, que integra as redes de monitoramento dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), com a divulgação de informações sobre a qualidade do ar. 

A lei determinou ainda a instituição de padrões nacionais. As regras foram definidas em junho de 2024, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão que é presidido pelo MMA. Os novos índices transformaram o Brasil em um dos países com padrões de qualidade do ar mais protetivos. Saiba mais aqui

A resolução do Conama também está alinhada ao Plano Clima, que guiará a política climática brasileira até 2035, ao Plano de Transformação Ecológica e à Nova Indústria Brasil. Inicialmente, esse registro será feito por meio de um inventário de emissões atmosféricas. O próximo passo será a elaboração do Plano Nacional de Gestão da Qualidade do Ar por parte do MMA. 

“Os avanços conquistados nos últimos anos, como a PNQAr e os novos padrões de qualidade do ar, refletem um compromisso histórico do Brasil com políticas baseadas em ciência e justiça ambiental. Coordenando a câmara técnica do Conama e a Coalizão Clima e Ar Puro da ONU, reforçamos que a qualidade do ar é um eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável”, destaca o secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf. 

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O gestor detalha ainda os avanços quanto à implantação de novas estações de acompanhamento do ar, no âmbito do MonitorAr. “A ampliação na divulgação de informações sobre qualidade do ar se dá pelo aumento de 32% de estações integradas ao MonitorAr, entre 2022 e 2025. Isso demonstra nossa prioridade com a transparência e a ação integrada com estados e municípios”, afirma Maluf. “Este é um legado que vai além de metas. É sobre proteger vidas e garantir o direito ao ar limpo para as futuras gerações”, conclui.

Sob coordenação do MMA, está também em curso a revisão da Resolução Conama 5/1989, que estabeleceu o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), principal norma de orientação da gestão da qualidade do ar de âmbito nacional até 2024.

Outras ações instituídas pelo Conama, como o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot) e os limites de emissão estabelecidos para as indústrias, também contribuem para a promoção de um ar mais saudável. 

Os avanços normativos, explica o secretário, são resultado de um trabalho técnico articulado pelo MMA com estados, municípios, organizações da sociedade civil e instâncias do próprio governo federal. 

Acompanhamento

Atualmente, 12 unidades da federação estão integradas ao MonitorAr, sendo elas: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O município do Rio de Janeiro também está conectado, o que totaliza 221 estações que disponibilizam informações sobre a qualidade do ar para toda a sociedade.   

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Importância
Comemorado sempre na segunda sexta-feira do mês de agosto, a data foi instituída em 2002 pela Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS). Desde então, é promovida internacionalmente por organizações como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outras. 

O Dia Interamericano da Qualidade do Ar é um convite à reflexão sobre os impactos da poluição atmosférica na saúde humana, no meio ambiente e na economia. De acordo com a OMS, 99% da população mundial respira ar que excede os limites recomendados de poluentes, resultando em cerca de 7 milhões de mortes prematuras, anualmente. 

A poluição do ar é um dos principais riscos à saúde humana. A constatação é da OMS, que já reconheceu que esse tipo de degradação é responsável por aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo. A situação causa ainda impactos no aumento de internações, na expectativa de vida e em outros problemas de saúde da população. 

A crise climática, por sua vez, agrava esses efeitos. A elevação da temperatura, por exemplo, potencializa a seca e o calor. Essas condições favorecem o aumento de queimadas e incêndios, que liberam mais poluentes na atmosfera – como material particulado (MP) e monóxido de carbono – e degradam a qualidade do ar local e, em cenários extremos, até globalmente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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