Tribunal de Justiça de MT

Nosso Judiciário: alunos de Direito visitam sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Publicado

Na tarde desta terça-feira (26 de agosto), foi a vez dos cerca de 50 acadêmicos de Direito da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (UNIFACC) participarem do Projeto Nosso Judiciário, iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que apresenta as dependências e as atividades do Judiciário Estadual aos futuros operadores do Direito.

No Espaço Memória, onde o Tribunal de Justiça guarda relíquias que contam a trajetória do Poder Judiciário mato-grossense, os estudantes foram recebidos pelo juiz auxiliar da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior.

O magistrado reconheceu a importância desse projeto, que visa à proximidade da Justiça com a comunidade acadêmica, oportunidade que ele mesmo não teve enquanto estudava o curso de Direito. “É uma oportunidade para os estudantes conhecerem e desmistificarem o funcionamento do Tribunal. A partir do instante que isso acontece, há uma aproximação natural”.

Os docentes Dimas Simões e Cleide Marlena de Ávila expressaram satisfação com a oportunidade de levar os alunos ao Tribunal de Justiça e relembraram os tempos de quando foram alunos do desembargador Marcio Vidal, atual diretor-geral da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT).

Leia mais:  Tribunal de Justiça atualiza plataforma de restituição de custas judiciais

“Vivenciar a atividade prática aqui no Tribunal é muito bom. É maravilhoso porque dá ao aluno a perspectiva da prática real e essa vivência eu tenho certeza que contribui para a formação acadêmica deles”, disse Simões.

A professora Cleide também compartilha desse posicionamento. “A experiência é enriquecedora para os alunos, que têm a oportunidade de tirar dúvidas e aprender sobre a prática jurídica”.

Os estudantes perceberam as diferentes perspectivas entre teoria e prática e como essa experiência auxilia no aprendizado, mesmo já cursando os semestres finais. “Conseguimos associar o conteúdo que aprendemos em relação à pratica, porque aqui foi como se eu tivesse presenciando uma aula de uma maneira diferente”, comentou Auriany Godoy do Prado, aluna do nono semestre.

Vinicius Ricardo da Silva Leimann, que participa do projeto pela segunda vez, comparou com a primeira experiência, ainda no início do curso. “Antes, quando participei no plenário, foi de difícil compreensão, mas hoje durante a sessão entendi melhor a matéria e o que foi decidido”. Ele considerou a visita enriquecedora, aproximando os estudantes dos magistrados, além de auxiliar na escolha da atuação profissional.

Leia mais:  Rede municipal define coordenação e agenda ações contra violência doméstica

Ao final, os alunos de Direito, que cursam os semestres finais do curso, receberam o Glossário Acadêmico, que é um guia atualizado a cada ano, criado para ajudar no entendimento dos termos do mundo jurídico e explicá-los de uma maneira clara e acessível.

Acesse mais fotos no Flickr do TJMT

Autor: Maria Eduarda Aquino (estagiária)

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

CNJ visita Tribunal de Justiça e apresenta programa de segurança cibernética Justiça [+ Segura]

Publicado

Uma equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (26) para apresentar o Programa Justiça [+Segura], buscando a atuação conjunta na promoção da segurança cibernética, o fortalecimento da preservação digital e a integridade de informações do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira deu as boas-vindas a todos na reunião e enalteceu a importância da pauta. “Segurança cibernética não diz respeito apenas a sistemas. Diz respeito à proteção dos dados, à contiguidade dos serviços e à confiança da sociedade na Justiça. Por isso recebemos essa visita com plena disposição para colaborar”, disse.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Thiago Guerra apresentou o Programa Justiça [+ Segura], explicando que se trata de uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de enfrentar os desafios consequentes do grande avanço do processo de transformação digital dos serviços judiciários, que, segundo ele, “resultou em muitos benefícios, tanto para o Judiciário, quanto para os usuários externos, para a sociedade, mas também aumentou o nosso nível de risco de exposição a ataques cibernéticos a patamares que precisam ser enfrentados”.

Conforme o juiz Thiago Guerra, o Justiça [+ Segura] tem o objetivo de criar um grande conjunto de ações estruturantes para apoiar os tribunais brasileiros a elevarem os seus níveis de segurança cibernética. “Nós temos o objetivo de que o Judiciário brasileiro como um todo alcance patamares ótimos de cibersegurança para que nós, enquanto ecossistemas, consigamos resistir aos contínuos ataques que temos sofrido da criminalidade organizada”, afirmou.

O representante do CNJ destacou ainda que o TJMT foi um dos poucos tribunais selecionados para participar da primeira fase do programa. “A escolha do TJ de Mato Grosso não foi aleatória. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal que goza de grande credibilidade junto ao ecossistema de tecnologia da informação, não apenas do Conselho Nacional de Justiça, mas também em relação aos seus pares. Por conta disso, o CNJ, sabendo que aqui nós vamos encontrar profissionais capacitados, programas, projetos robustos e processos de trabalho bem definidos, viemos até aqui para validar as premissas que foram estabelecidas, mas também para aprender, para colher do tribunal sugestões de aprimoramento do programa”, explicou Guerra.

Leia mais:  Tribunal de Justiça atualiza plataforma de restituição de custas judiciais

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ defende ainda que a segurança cibernética deve ser preocupação prioritária de todas as organizações, especialmente do Judiciário. “Não adianta um tribunal ter uma quantidade gigantesca de serviços digitais, ser super orientado à inovação, se ele é vulnerável, se ele está exposto aos ataques cibernéticos. Isso pode comprometer a disponibilidade do serviço ou, mais do que comprometer a disponibilidade, pode comprometer a confiabilidade dos serviços judiciais, por meio de um acesso indevido a um dado judicial, a manipulação dos dados. Esse é um risco que nós não podemos mais correr”, assevera.

Diante desse cenário, João Thiago Guerra afirma que toda a população ganha com a segurança cibernética. “A sociedade se beneficia porque essa linha de atuação garante a confiabilidade dos serviços judiciários, não apenas a sua disponibilidade, mas em especial a sua confiabilidade”.

Presidente do Comitê de Gestão Estratégica e do Comitê Técnico Operacional de Inteligência Artificial do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destaca que a visita da equipe do CNJ é relevante para o Tribunal de Justiça porque indica a maturidade da instituição com relação ao tratamento dos sistema digitais, da Tecnologia da Informação e o avanço que o tribunal vem fazendo em termos de inclusão digital e de oferecimento de serviços digitais para a sociedade.

“O Justiça [+ Segura], do Conselho Nacional de Justiça, é um projeto relevante para todos os tribunais do país e nós compreendemos essa oportunidade como única, no momento em que podemos contribuir com o nascedouro do projeto. Essa é a intenção do CNJ, por aquilo que foi colocado, ou seja, uma construção cooperativa com os tribunais e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo um desses colaboradores”, afirmou.

Leia mais:  Comarca de Sinop vai cadastrar entidades para recebimento de recursos de prestações pecuniárias

Saboia lembrou que a transformação digital no Poder Judiciário de Mato Grosso remonta a 2009 e tem evoluído continuamente. “Ao longo dos anos, as administrações vieram investindo em tecnologia, em cibersegurança, em uma série de ferramentas de tecnologia e governança para minimizar riscos com relação à cibersegurança. Contudo, nós sabemos que a evolução tecnológica tem adotado uma velocidade exponencial nos últimos anos. E mais do que nunca, essas ferramentas, essas políticas, a prática de governança precisam ser aperfeiçoadas. Então, quando se trabalha em um projeto de cunho nacional, como é o Justiça [+ Segura], o que se pretende é enxergar todas as realidades dos tribunais e construir algo que seja viável a todas as unidades judiciárias do país”, comentou.

Também participaram da reunião com o CNJ os desembargadores Rodrigo Curvo (ouvidor-geral do PJMT) e Lídio Modesto da Silva Filho (presidente do Comitê Gestor de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso); os juízes auxiliares da Presidência do TJMT e da CGJ-MT, respectivamente Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Jorge Alexandre Martins Ferreira; a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovajusMT, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes; o juiz representante do 1º Grau, Gabriel da Silveira Matos; a vice-diretora geral do TJMT, Renata Bueno; as coordenadoras Judiciária e de Tecnologia da Informação do TJMT, respectivamente Rose Pincerato e Márcia Buhr; o analista técnico de Gestão do Programa Justiça [+ Segura], Fabiano Lima; o chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; a assistente de Gestão de Projetos UGP/PNUD, Laisa Lima; e a assistente de Comunicação do Programa Justiça [+ Segura], Amanda Damasceno.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana