Política Nacional

Novas regras para fundos de previdência de servidores dividem opiniões em debate na Câmara

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Novas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) para os investimentos dos fundos de previdência de servidores públicos, contidas na Resolução 5.272/25, dividiram opiniões nesta terça-feira (19), em debate na Câmara dos Deputados.

A audiência pública foi proposta pelo deputado Bruno Ganem (Pode-SP),  presidente da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, em razão dos riscos evidenciados pela liquidação do Banco Master.

A resolução do CMN, em vigor desde fevereiro, busca promover boas práticas de governança nos fundos de previdência e a proteção de aproximadamente 5,1 milhões de servidores ativos e 4,2 milhões de aposentados e pensionistas.

Bruno Ganem demonstrou preocupação com as mudanças. Para ele, o excesso de burocracia pode impedir o acesso a investimentos de maior rentabilidade. “Ou a gente falha por reagir de menos, ou a gente falha por reagir demais”, afirmou.

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O superintendente de Securitização e Agronegócio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bruno Gomes, defendeu a resolução. Segundo ele, as regras de governança envolveram dez anos de debates entre reguladores e fundos.

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Já o presidente da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem), João Carlos Figueiredo, disse que as mudanças generalizam punições e prejudicam o acesso dos municípios a aplicações seguras e simples.

“A norma não trouxe proteção, trouxe excesso de cautela. Não foi dado remédio, foi dado veneno”, declarou Figueiredo. Segundo ele, as exigências da resolução, em cenários de queda das taxas de juros, podem gerar dificuldades no cumprimento das metas atuariais para aposentadorias, devido à falta de diversificação nos investimentos.

Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Resolução CMN nº 5.272/2025 sobre aplicações dos recursos dos RPPS diante dos riscos do caso Banco Master. Diretor do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Allex Albert Rodrigues
Allex Rodrigues: governo prepara guia para facilitar adaptação de fundos a novas regras

No debate, o diretor do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Allex Rodrigues, afirmou que o governo estuda publicar um guia para facilitar a adaptação dos fundos às novas regras.

Caso Master
Ao citar o caso Master, o presidente da Abipem disse que a parcela aplicada no banco pelos fundos de previdência de servidores foi pequena em relação ao atual patrimônio. “O problema foi centralizado na compra de letras financeiras”, disse Figueiredo.

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Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os investimentos em letras financeiras do Master somavam cerca de 0,5% das aplicações totais de 2.134 regimes próprios de servidores – um montante acumulado de R$ 400 bilhões.

“Dizer que nunca vai ter problema nos regimes próprios é dizer que nunca vai ter problema em relações humanas”, declarou Figueiredo. “Não se pode punir regimes próprios por desonestidade que ultrapassou a questão da proteção”, acrescentou.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.

Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.

O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.

A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.

O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.

No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.

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Convidados

Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:

  • o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
  • o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
  • a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
  • a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
  • a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
  • o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.

A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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